Patrimônio Arqueológico

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    A proteção do patrimônio arqueológico no planejamento urbano: um panorama da Ilha de São Luís/MA
    (2025) Martinho, Ana Elisa da Silva; Campos, Luana Cristina da Silva; Supervisora: Lena Carolina Andrade Fernandes Ribeiro Brandão; Campos, Luana Cristina da Silva; Motta, Lia; Cali, Plácido; Brandão, Lena Carolina Andrade Fernandes Ribeiro
    Estatuto da Cidade estabelece a proteção do patrimônio arqueológico como uma das diretrizes a orientar o desenvolvimento urbano. Nesta dissertação, objetivamos discutir em que medida a arqueologia tem sido incorporada no planejamento urbano dos municípios brasileiros, com ênfase em um estudo de caso envolvendo os municípios que compõem a Ilha de São Luís, no Maranhão. No primeiro capítulo, são apresentados os fundamentos jurídicos e teóricos quanto à arqueologia e ao planejamento urbano, sendo discutidas interfaces existentes entre esses dois temas, como o federalismo cooperativo e a arqueologia preventiva. Discute-se ainda os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade que podem ser usados em prol da preservação patrimonial. No segundo capítulo, é apresentado panorama de como o patrimônio arqueológico é incluído nas constituições estaduais e em legislações de planejamento territorial, tais como leis orgânicas, planos diretores e leis de uso e ocupação do solo, de quarenta e cinco municípios, considerando, dentre eles, todas as capitais federais. São discutidas previsões identificadas nessas legislações, a partir de três eixos principais: identificação, proteção e valorização. Além disso, são abordados os cenários da arqueologia em âmbito municipal nas cidades de São Paulo e Florianópolis, que possuem legislações e práticas consideradas relevantes sobre o tema. A partir dos casos e das legislações levantadas, são propostos indicadores de análise da atuação municipal nessa temática. Nos capítulos terceiro e quarto, apresenta-se estudo de caso considerando os municípios de Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar e São Luís, no Maranhão. Com a contextualização da arqueologia e do planejamento urbano nesses municípios, é debatido como a arqueologia é representada na gestão urbana da ilha, destacando-se a predominância dos estudos arqueológicos preventivos realizados no âmbito do licenciamento ambiental municipal. São apresentados dados quanto a tais estudos, discutindo-se seus avanços e limitações. Avaliou-se que tal instrumento acompanhou o desenvolvimento urbano da Ilha ao longo dos últimos 15 anos, permitindo a identificação de sítios e a adoção de medidas de salvaguarda previstas na Instrução Normativa nº 01/2015. São também analisados sítios localizados em áreas protegidas, a possibilidade de criação de zonas de proteção voltadas ao patrimônio arqueológico, bem como ações civis públicas em face da atuação municipal quanto aos sambaquis da Panaquatira e da Maiobinha. Apesar dos importantes resultados do licenciamento ambiental, outras medidas administrativas e legislativas dos municípios da ilha estão aquém do necessário para promover a gestão do patrimônio arqueológico. A pesquisa como um todo demonstra que o que hoje denominamos de "arqueologia preventiva", isto é, os estudos arqueológicos no âmbito do licenciamento ambiental, é um instrumento fundamental mas não suficiente para promover a adequada salvaguarda do patrimônio arqueológico, sobretudo em contextos urbanos, alvos de constantes modificações. Assim, a compreensão do que se entende enquanto arqueologia preventiva deveria ser ampliada, de modo a abarcar também instrumentos de planejamento urbano e da política ambiental, com estratégias que incluam zoneamento arqueológico, criação de áreas de proteção e regulamentação de instrumentos urbanísticos. Ressalta-se ainda a necessidade de desenvolvimento do federalismo cooperativo de modo a fortalecer a capilarização das políticas públicas relacionadas ao patrimônio arqueológico.
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    Construindo utopias: práxis Waldisiana para a musealização de sítios arqueológicos
    (2024) Lassance, José Felippe Ludolf Hansen; Saladino, Alejandra; Toledo, Grasiela Tebaldi; Saladino, Alejandra; Bruno, Maria Cristina Oliveira; Toledo, Grasiela Tebaldi; Campos, Luana Cristina da Silva
    A musealização de sítios arqueológicos é um instrumento ainda pouco difundido enquanto prática de acautelamento e atribuição de valor no Brasil. Partindo dessa constatação iniciamos uma investigação bibliográfica para compreender o que é a musealização, com foco na teoria de Waldisa Rússio e em uma musealização socialmente engajada, voltada para a relação entre pessoas e patrimônio. Em um segundo momento analisamos para as causas e consequências que colocam a arqueologia em segundo plano no rol de patrimônios nacionais para a formação das identidades no país. Essa análise, embasada no conceito de Discurso Autorizado do Patrimônio, de Laurajane Smith, pretende traçar um panorama da atual conjuntura da comunicação do patrimônio arqueológico no país. Por fim propusemos diretrizes para a aplicação da musealização de sítios arqueológicos tendo em vista a legislação atual, compreendendo que tal prática já está garantida segundo os preceitos constitucionais e demais mecanismos legais voltados ao patrimônio arqueológico.
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    PORTARIA 341, DE 13 DE AGOSTO DE 2015
    (Iphan, 2015-08-14) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
    Dispõe sobre a Instituição da Marca de Autorização de Pesquisa Arqueológica.
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    PORTARIA Nº 159, DE 11 DE MAIO DE 2016
    (Iphan, 2016-05-12)
    Regulamenta os requisitos e procedimentos para celebração de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC pelo IPHAN.
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    PORTARIA Nº 375, DE 19 DE SETEMBRO DE 2018
    (Iphan, 2018-09-20) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
    Institui a Política de Patrimônio Cultural Material do Iphan e dá outras providências.
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    PORTARIA Nº 691, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2009
    (Iphan, 2009-11-26) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
    Dispõe sobre as diretrizes e critérios para proteção, conservação e uso da Ilha do Campeche, situada no Município de Florianópolis, Santa Catarina, tombada em nível federal.
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    Arqueologia urbana: alguns aspectos da prática na França
    (VSAB, 2006) Pardi, Maria Lucia Franco
    A arqueologia urbana requer organização, integração e diretrizes claras para a proteção do patrimônio. Experiências internacionais mostram que centros especializados podem padronizar inventários, métodos e resultados, produzir guias técnicos e avaliar o patrimônio urbano de forma sistemática. No Brasil, há necessidade de maior articulação entre profissionais e instrumentos que atuam sobre bens tombados, buscando otimizar o conhecimento produzido e incorporá-lo às políticas públicas, fortalecendo a preservação e garantindo retorno à sociedade.
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    O turismo arqueológico na preservação do patrimônio cultural: um estudo de caso dos sítios rupestres de Serranópolis-GO
    (Iphan, 2012) SOUZA, Carolina Guimarães Starling de; SOTRATTI, Marcelo Antonio; PUGLIESE JUNIOR, Francisco Antonio (Supervisores das práticas profissionais na unidade); SOTRATTI, Marcelo (presidente); CASTRO, Adler Homero Fonseca de – Iphan; COSTA, Amanda Danelli
    A presente pesquisa teve como objetivo principal analisar os principais problemas e potencialidades do turismo arqueológico na preservação do patrimônio cultural, buscando elementos para subsidiar propostas de políticas públicas para essa área, notadamente aquelas desenvolvidas pelo Iphan. Para alcançar essa finalidade, foram discutidos os conceitos e instrumentos legais aplicados ao tema, foi apresentado um panorama geral do turismo arqueológico no Brasil, e realizado um estudo de caso no município de Serranópolis-GO, com foco nos sítios rupestres e na relação entre agentes e instituições que atuam na atividade turística. Entre os problemas do uso turístico de sítios arqueológicos discutidos nesse trabalho, destaca-se a priorização dos turistas em detrimentos das comunidades locais na visitação aos sítios para a realização de atividades educativas e de lazer. Essa questão foi analisada a partir de entrevistas realizadas com agentes de Serranópolis que representam o poder público municipal, a iniciativa privada, as instituições locais e a rede pública de ensino. Como resultados das discussões desenvolvidas foram apontados alguns elementos para a elaboração de um Plano Nacional de Turismo Arqueológico pelo Iphan.
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    Patrimônio na pedra: gestão e preservação dos sítios de arte rupestre da Zona Arqueológica de Taperuaba, Sobral-CE
    (Iphan, 2015) ROCHA, Áurea Letícia Garcia; THOMPSON, Analucia; VIEIRA, Verônica (Coorientador); THOMPSON, Analucia (orientadora); TEIXEIRA, Luciano dos Santos – PEP/MP/IPHAN; ETCHEVARNE, Carlos Alberto - UFBA
    A gestão do patrimônio arqueológico desponta como um desafio para as instituições governamentais, não governamentais e agentes culturais. Os sítios arqueológicos de arte rupestre demandam complexas ações para a sua preservação e fruição, que não estão limitadas apenas à realização de pesquisas arqueológicas ou estruturação dos sítios para visitação turística. No Brasil, a “socialização” do patrimônio arqueológico com a musealização in situ dos vestígios arqueológicos é compreendida, pelo principal órgão gestor do patrimônio cultural no país – IPHAN, como uma das formas de gestão, prática comumente associada aos sítios de arte rupestre. A zona arqueológica de Taperuaba, situada no noroeste do estado do Ceará, localizada entre os municípios de Sobral e Irauçuba, é uma região efetivamente promissora ao desenvolvimento e implantação de projetos museais ao ar livre, voltados à preservação e à divulgação da arte rupestre do estado. Os 34 sítios arqueológicos identificados até, o momento, evidenciam o potencial que pode e deve ser utilizado como vetor para o empoderamento e desenvolvimento sustentável da comunidade local. Este trabalho tem o objetivo de refletir sobre o processo de patrimonialização da arte rupestre no campo das políticas culturais e dos mecanismos legais empregados para a gestão dos sítios arqueológicos. Nesse sentido, parte da análise da legislação interna e de documentos internacionais que abordam, direta ou indiretamente, os sítios de arte rupestre, e das experiências externas e internas de gestão desses bens culturais. Pretende-se, assim, contribuir com propostas para o debate em torno de diretrizes necessárias para se pensar o plano de gestão e/ou manejo dos sítios rupestres. Dentre as sugestões apontadas, destaca-se a necessidade de estabelecimento de uma administração democrático-participativa, baseada na gestão compartilhada, com plano de manejo de médio porte e preservação integrada (considerando-se os elementos naturais e culturais) do território. Outras medidas sugeridas são importantes para subsidiar o processo gerencial dos sítios, como por exemplo: a composição de um grupo de pesquisa pluridisciplinar; a criação de uma instituição para o estudo sistemático no campo da arqueologia e arte rupestre; a formação de parcerias entre os proprietários das áreas com sítios rupestres e a instituição gestora.
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    Anna Pantoni Eseru - as formas de compreensão e preservação dos sítios arqueológicos em comunidades indígenas: um estudo de caso sobre a comunidade Camararém I e II, Terra Indígena Makuxi, Roraima - Brasil
    (Iphan, 2022) MARQUES, Elder Silva; CAMPOS, Luana Cristina da Silva; CAMPOS, Luana Cristina da Silva (Presidenta) - Mestrado Profissional do Iphan; OLIVEIRA, Jorge Eremites de - Universidade Federal de Pelotas (UFPel); BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo - Mestrado Profissional do Iphan; SEBASTIÃO, Lidomar Lili - Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Aquidauana/MS
    A presente dissertação, Anna Pantoni Eseru, tem como objetivo identificar e discutir as formas de compreensão e preservação que os indígenas Makuxi possuem sobre os lugares identificados como sítios arqueológicos na área de abrangência das comunidades indígenas Camararém, localizadas na Terra Indígena Makuxi, no Estado de Roraima, extremo norte do Brasil. Assim como, a partir de uma abordagem mais ampla da definição de sítio arqueológico, contextualiza a história da etnia Makuxi, passando pelo registro das informações orais e pelo mapeamento dos lugares dotados de significados estruturantes para uma percepção da cosmologia Makuxi como vestígios arqueológicos, buscando problematizar questões por vezes transversais, tais como as noções de lugar, patrimônio, preservação, memória, identidade e pertencimento, dialogando com ponto de vista indígena. Dessa forma, a presente proposta contribuirá com a discussão sobre os contrapontos entre o conhecimento arqueológico científico ocidental e os conhecimentos tradicionais indígenas junto às políticas públicas para a preservação do patrimônio arqueológico.
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    Sítios arqueológicos de registro rupestre: gestão compartilhada e as ações de preservação do Iphan no Parque Nacional Serra da Capivara e Entorno - Piauí, Brasil.
    (Iphan, 2012-12) LUZ, Carolina Francisca Marchiori da; GUIMARÃES, Lygia Maria; OLIVEIRA, Ana Stela de Negreiros (Supervisores das práticas profissionais na unidade); GUIMARÃES, Lygia Maria (Mestrado/Iphan); OLIVEIRA, Ana Stela de Negreiros - IPHAN; SANTOS, Renata – (Mestrado/Iphan); GOMES, Denise Maria Cavalcante Gomes – Museu Nacional/UFRJ
    A questão que norteia esta dissertação teve como base o estudo das ações de preservação que foram financiadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no recorte temporal de 2001 – 2006, que considerou quatro projetos que contemplaram as iniciativas de proteção e de socialização nos sítios de registro rupestre, localizados dentro do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e seu entorno. O presente trabalho examina ainda o modelo de gestão compartilhada, adotado pelo Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), em cooperação estrita com Iphan, no que cabe ao gerenciamento deliberativo do Parque e aos aspectos relativos à responsabilidade e à atuação de cada órgão, na preservação do acervo de registros rupestres nesta região. Discute como esses registros podem ser entendidos como documentos dos povos antigos, dentro do contexto do reconhecimento da história de ocupação do sudeste do Piauí, onde se encontra o arsenal de informação sobre o universo pré-histórico do Brasil.
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    O território é Pequena África: desafios e perspectivas da gestão turística no sítio arqueológico do Cais do Valongo,
    (Iphan, 2022) DIAS, Aline Karina de Araújo; BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo (MESTRADO/IPHAN); AMARAL, Marília (Supervisora das práticas profissionais na unidade); SOTRATTI, Marcelo Antonio; BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo (MESTRADO/IPHAN); NOGUEIRA, Nilcemar (Museu do Samba)
    Esta dissertação propõe uma reflexão sobre os desafios e perspectivas do turismo na preservação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, localizado na região da Pequena África no Rio de Janeiro, que simboliza a memória sensível de cerca de 2 milhões de africanos que desembarcaram no maior porto escravista das Américas. O estudo dialoga como o Afroturismo pode ser uma ferramenta que permite a ressignificação dessa memória por meio do conceito de afrocentricidade. Além disso, aborda como o racismo institucional, através de políticas públicas e instrumentos jurídicos, vem atuando como um obstáculo para a preservação desse importante patrimônio. O Cais do Valongo representa um local de memória que denuncia os horrores da escravidão, e o turismo pode desempenhar um papel crucial na construção de narrativas que valorizem a cultura afro-brasileira e destaquem a resiliência daqueles que sofreram e sobreviveram a essa barbárie. A afrocentricidade é um conceito essencial que coloca a cultura afrodescendente no centro das discussões sobre a memória pública da escravidão, destacando sua importância na ressignificação desse patrimônio. O sítio arqueológico do Cais do Valongo tem recebido reconhecimento internacional como um local de memória da Diáspora Africana nas Américas, e sua importância tem sido destacada pela UNESCO. No entanto, o racismo institucional tem sido um obstáculo para a preservação desse patrimônio, criando desafios significativos que precisam ser enfrentados. Esta pesquisa utiliza uma abordagem multidisciplinar que envolve análise documental, pesquisas de campo, entrevistas com agentes chave, revisão bibliográfica e análise de políticas de turismo. O objetivo é fornecer uma compreensão abrangente da transformação do Cais do Valongo e seu impacto no turismo, na preservação da memória afro-brasileira e nas lutas contra o racismo institucional. A preservação do Cais do Valongo é fundamental para que as futuras gerações e o público global compreendam a extensão dos horrores infligidos às pessoas escravizadas e reconheçam a resiliência daqueles que sofreram e sobreviveram a essa barbárie. É uma oportunidade de promover a justiça social, a valorização da cultura afro-brasileira e o enfrentamento do racismo que persiste na sociedade.
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    Entre sambaquis, redes e naufrágios: arqueologia costeira no Parque Arqueológico do Sul – SC
    (Iphan, 2014) DEMATHÉ, Alexandro; SALADINO, Alejandra; STELLO, Vladimir Fernando (Supervisores das práticas profissionais na unidade); SALADINO, Alejandra (orientadora); DOMINGUES, Evandro (MP/IPHAN); SEDA, Paulo Roberto Gomes – UERJ
    O litoral sul do Estado de Santa Catarina, mais precisamente os municípios de Laguna e Jaguaruna, guardam, entre suas dunas, restingas, lagoas e pessoas, um imenso e rico patrimônio arqueológico. Parte desse patrimônio como os sambaquis, sítios cerâmicos, edifícios coloniais, entre outros, são conhecidos e algum deles foram amplamente estudados, por outro lado, outros estão depositados sob as águas dos rios, lagoas e do mar, sob diferentes formas e tipos, como, sítios pré-coloniais hoje submersos, antigas estruturas portuárias, sítios depositários e principalmente os sítios de naufrágios. Verificou-se que as pesquisas realizadas na região, contemplaram apenas o patrimônio dito consagrado não considerando o patrimônio arqueológico submerso, o que despertou uma grande inquietação, pelo fato de ser uma região com suas tradições e bases culturais voltadas ao mar. Dessa maneira, a pesquisa objetivou mapear os naufrágios ocorridos na região, percebendo sua relação com as pessoas e com o próprio desenvolvimento social e econômico regional. Partiu-se da premissa de que os sítios de naufrágios não representam apenas uma história trágico-marítima, mas um momento da história social, uma vez que contam histórias de pessoas, de rotas marítimas, de sociedades ligadas ao mar, de processos e ciclos econômicos. Foram mapeados diversos naufrágios, muitos deles permanecem vivos na memória dos pescadores mais antigos, alguns foram retratados e marcaram parte de um importante momento da história regional. Nesses sítios, além do tempo, o homem se apresenta como um dos principais agentes destruidores, que não percebe a importância e o potencial documental destes naufrágios. A pesquisa procurou trazer à tona um patrimônio que era esquecido, desguarnecido por uma legislação confusa, e desprotegido da ação de caçadores de tesouro e vendedores de sucata. Apresentamos os sítios arqueológicos de naufrágio como mais um patrimônio regional, que, juntamente com o patrimônio já consagrado, pode qualificar e ampliar a criação do Parque Arqueológico do Sul de Santa Catarina.
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    Do passado para o futuro? políticas de gestão de acervos arqueológicos nas instituições de guarda e pesquisa do estado de Goiás.
    (Iphan, 2019) CERQUEIRA, Ádila Borges Figueira; SALADINO, Alejandra; CASTRO, Adler Homero Fonseca de; CARVALHO, Hellen Batista (Supervisora das práticas supervisionadas); SALADINO, Alejandra (Presidente) - Mestrado Profissional do Iphan; MESQUITA, Simone de Sousa Mesquita - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Museu de Astronomia (Unirio/MAST); CASTRO, Adler Homero Fonseca de - Mestrado Profissional do Iphan; CAMPOS, Luana Cristina da Silva - Mestrado Profissional do Iphan
    A presente pesquisa tem como objetivo investigar como se dá a implementação de políticas de emissão de endosso institucional e de gestão de acervos arqueológicos em duas instituições de guarda e pesquisa, uma universitária e outra municipal: Museu Antropológico (UFG) e Museu Francisco Honório de Campos, Jataí/GO. Pretende-se comparar, a partir da documentação dos dois museus, os protocolos de gestão de acervos nas duas instâncias, universitária e municipal. Foram escolhidos os seguintes parâmetros de gestão museológica, como critérios comparativos: estrutura da gestão; declaração de missão institucional; política institucional de aquisição; política de gestão do acervo. Inicialmente realizou-se uma contextualização da legislação e suas diretrizes relacionadas ao endosso institucional, com o objetivo de verificar quais as implicações destas normas no advento de novas tipologias de instituições de guarda e na gestão dos acervos. A escolha dos objetos de análise, Museu Antropológico e Museu Francisco Honório de Campos, se deu a partir da contextualização das instituições de endosso e guarda do estado de Goiás, divididas em dois grupos: universitárias e municipais. Apresenta-se a análise comparativa da política institucional de gestão museológica de dois museus, um universitário e outro municipal. Keywords: memory institutions, museums, legislation, management of collections.
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    O tráfico de bens arqueológicos: retirada local, preocupação nacional!
    (Iphan, 2016) CARVALHO, Denise Rosário de; DOMINGUES, Evandro; DOMINGUES, Evandro; MENDONÇA, Guilherme Cruz de - Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ); SALADINO, Alejandra (MESTRADO/IPHAN)
    O presente trabalho pretende abordar de modo reflexivo e conceitual a questão do tráfico de bens arqueológicos, um comércio de caráter ilícito. Tal abordagem procurará entender as ambiguidades inerentes ao tema e os desafios encontrados para combatê-lo, considerado que o alvo desse comércio é de bens culturais considerados como patrimônio nacional. A abordagem do texto é argumentativa, lógico-dedutiva, e busca explorar as características históricas, conceituais e legais apresentadas em torno do assunto. Desse modo, procurou-se refletir acerca do cenário e dos atores envolvidos na valoração e circulação dos bens arqueológicos, para entender as possíveis motivações em torno da comercialização ilegal desse tipo de artefato.
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    I Fórum Nacional do Patrimônio Cultural: sistema nacional de patrimônio cultural: desafios, estratégias e experiências para uma nova gestão, Ouro Preto/MG, 2009 - volume 2
    (Iphan, 2012) INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (BRASIL);; SUTTI, Weber (coordenação)
    As contribuições do setor de patrimônio arqueológico à implementação do Sistema Nacional de Cultura estão nesta publicação que evidencia, inclusive, a importância do fórum de discussões promovido pelo Iphan, sobre o potencial da pesquisa arqueológica em meio urbano. A arqueologia urbana ainda é um tema muito recente no Brasil, onde os primeiros artigos sobre o assunto surgiram, apenas, na década de 1990. Isso gerou um atraso no processo de reconhecimento do potencial arqueológico nos contextos urbanos. A partir de processos de licenciamento ambiental que detectaram vestígios mate-riais de ocupação pré-histórica em cidades como São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, arqueologia ganhou relevância. O estudo arqueológico passou a ser uma das condicionantes do licenciamento ambiental, o que determinou nova frente de trabalho nas cidades, a partir da perspectiva de uma arqueologia urbana preventiva.
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    Diretrizes para preservação de bens arqueológicos móveis
    (Iphan, 2025) LEAL, Ana Paula da Rosa (Organização); SILVA, Francini Medeiros da (Organização)
    Esta publicação tem o intuito de apresentar as diretrizes gerais adotadas e reconhecidas pelo Iphan para a preservação de bens arqueológicos móveis, visando a sua pesquisa, conservação e extroversão. Ela surgiu da necessidade de aprimorar as recomendações de conservação contidas na Portaria Iphan n.º 196/2016, e atender as demandas trazidas pelos coletivos que discutem o tema. Assim, a referida portaria foi submetida à revisão a partir da Consulta Pública n.º 01/2017, disponível entre 01 de setembro de 2017 e 31 de janeiro de 2018, publicada no Diário Oficial da União e amplamente divulgada pelo Iphan.
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    Patrimônio arqueológico e paleontológico de Alagoas
    (Iphan/Superintendência do Iphan em Alagoas, 2012) Teixeira, Luana (Organização)
    Esta é uma iniciativa de divulgação da diversidade e riqueza patrimonial existente no Estado de Alagoas, cujas manifestações materiais se reportam a diferentes períodos cronológicos, os quais contribuíram para a formação identitária da população alagoana contemporânea e para a história evolutiva da vida nesta área do Nordeste. Mostra que a presença humana no local é anterior à chegada do europeu ao Brasil, em 1500, e que grupos indígenas pré-coloniais estavam estabelecidos aqui e interagiam intensamente com o ambiente, modificando-o e adaptando-o conforme suas necessidades e interesses. Revela, também, a diversidade de fósseis de animais e de outros elementos da pré-história brasileira.
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    Manual de arqueologia histórica em projetos de restauração
    (Iphan, 2002) Najjar, Rosana; Duarte, Maria Cristina Coelho; Lyra, Cyrio Illídio Corrêa de Oliveira
    Este manual foi elaborado para atender exigências de orientação técnica na gestão dos projetos de restauração/conservação dos bens imóveis tombados sob tutela federal. Busca suprir a necessidade de estabelecimento de procedimentos padrões a serem adotados pelo Iphan, no que se refere às práticas de Arqueologia e do seu papel nas atividades de preservação e quais são os resultados esperados.
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    Cerâmicas arqueológicas da Amazônia: rumo a uma nova síntese
    (Iphan, 2016) Barreto, Cristiana ; Lima, Helena Pinto; Betancourt, Carla Jaimes
    Este livro reúne as contribuições da Oficina Internacional Cerâmicas Arqueológicas da Amazônia: Rumo a Uma Nova Síntese, realizada pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), em 2014. Apresenta o resultado de inúmeras pesquisas arqueológicas recentes e em curso, que lidam com a cerâmica como fonte de análise e interpretação, para reconstruir a enorme diversidade de ocupações humanas da região. Este livro representa a primeira obra de referência que traz uma sólida base para estudos contemporâneos de cerâmica, e os capítulos reúnem artigos sobre as diversas áreas da Amazônia e suas características culturais.