Patrimônio Ferroviário
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Item Valorização e valoração: reflexões a partir da preservação do patrimônio ferroviário da RFFSA no Espírito Santo(2024) Marques, Stephanie Côrrea; MOTTA, Lia; Supervisora: Elisa Machado Taveira; Motta, Lia (Presidente) - Mestrado Profissional do Iphan; Taveira, Elisa Machado; Nascimento, Flavia Brito do; Thompson, Analucia; Leal, Claudia Feierabend BaetaEsta dissertação examina a efetividade da Valoração como instrumento de preservação do patrimônio ferroviário brasileiro, com foco no Espírito Santo. A pesquisa parte do problema das lacunas na preservação do patrimônio cultural, evidenciada pela predominância de bens tombados de caráter religioso e colonial, em detrimento de outras tipologias, como a ferroviária. A Valoração surge como uma resposta à necessidade de proteger o vasto espólio da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), a partir da Lei 11.483/2007, que atribuiu ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a responsabilidade de gestão de bens de valor cultural. Contudo, a partir da análise da legislação, dos documentos institucionais e da experiência da autora na Superintendência do Iphan no Espírito Santo, fragilidades são evidenciadas na política de Valoração, como a seleção de bens isolados, que desarticula a lógica sistêmica das ferrovias, comprometendo a preservação da memória de maneira integrada. Além disso, a política foi marcada por sua dependência da cessão de bens para os municípios, que nem sempre fornece recursos ou continuidade administrativa para garantir sua proteção efetiva. O estudo também examina a complexa relação entre Tombamento e Valoração, num contexto constitucional de garantia de preservação do patrimônio cultural por meio de outros instrumentos de acautelamento. Através de entrevistas com atores-chave do processo de Valoração, são apresentados contrapontos à tese da inefetividade, ao reconhecer a importância simbólica do instrumento, ainda que dependente de aprimoramentos. Com base em elementos de avaliação executiva de políticas públicas, o estudo destaca a necessidade de um modelo mais robusto e sistêmico que contemple a memória e a complexidade do patrimônio ferroviário, e aponta observações para o fortalecimento da Valoração.Item O caminho até aqui: a patrimonialização cultural dos bens ferroviários pelo Iphan/MG entre 2007 e 2023 pelo instrumento da Valoração Rio de Janeiro 2025(2025) Cardoso, Andrea Aon Martins; Thompson, Analucia; Supervisor: José Neves Bittencourt; Thompson, Analucia; Inoue, Luciana Massami; Motta, Lia; Bittencourt, José NevesPretende-se com esta dissertação apresentar a atuação do Iphan no reconhecimento e acautelamento dos bens da extinta Rede Ferroviária Federal S.A., a partir da obrigação legal dada pelo art. 9º da Lei 1.483/2007, e os caminhos tomados para a normatização necessária à atuação da autarquia para o atendimento da primeira normativa dada pela portaria 407/2010 e, atualmente, pela Portaria 17/2022 que, após revogar a primeira, passou a regulamentar a proteção do Iphan sobre a categoria de bens definidos como “Patrimônio Cultural Ferroviário” e criou a categoria específica de acautelamento: “Valoração”. A portaria instituiu também o procedimento administrativo necessário para a valoração, gestão e administração dos bens reconhecidos como de valor para a preservação da memória ferroviária. Serão abordados também as problemáticas e conflitos para a atuação da autarquia federal de proteção ao patrimônio cultural, em especial por se tratar de uma categoria de referências culturais que teve uma atuação de reconhecimento determinada ao Iphan que não partiu da ampliação da noção de bem cultural e sim de uma determinação legal externa à autarquia, trazendo também novas obrigações administrativas ao Instituto. Também buscou-se abordar os aspectos que levaram à revisão normativa interna, considerando que outros instrumentos de preservação de demais categorias de patrimônio ainda não foram submetidos a este processo. A perspectiva, é que depois de se compreender a trajetória de patrimonialização e alargamento da noção de “referências culturais”, perpassando sobre atuação da Superintendência do Iphan em MG sobre a patrimonialização do espólio da Rede, seja possível se debruçar na compreensão da formação do conceito criado para operacionalizar a demanda, partindo de uma análise conforme Koselleck e de documento-monumento, segundo Le Goff, para se chegar a uma abordagem conceitual para a leitura desse universo de bem, se desdobrando na identificação e seleção dos bens que ainda devem integrar a Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, a partir de uma teoria de análise de que esses bens são documentos da história de formação do Estado Brasileiro.Item PORTARIA IPHAN Nº 87, DE 17 DE MARÇO DE 2023(Iphan, 2023-03-20) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)Dispõe sobre a delimitação da poligonal e a definição de diretrizes de preservação e de critérios de intervenção para a área de entorno da Estação Ferroviária de Joinville, localizada no estado de Santa Catarina (SC), bem objeto de tombamento federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan.Item Lugar e referência nos processos de patrimonialização dos bens culturais ferroviários: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, Mato Grosso do Sul(Iphan, 2018) OLIVEIRA, Vinicius Martins de; LEAL, Claudia Feierabend Baeta; Supervisor das práticas profissionais na unidade: Juliano Martins Doberstein; LEAL, Claudia Feierabend Baeta (Presidente); PINHEIRO, Maria Lúcia Bressan - Universidade de São Paulo (USP); SOTRATTI, Marcelo Antonio (MESTRADO/IPHAN)Esta pesquisa tem como tema o conceito de Lugar associado aos processos de patrimonialização dos bens culturais ferroviários, no caso, aqueles classificados no âmbito da Lei 11.483/2007, através da qual se administram as atividades, critérios e metodologia referentes ao processo de seleção e inscrição (Valoração) desses bens no mapa do patrimônio nacional. Foram considerados para fins de análise aqueles bens operacionais e não operacionais, móveis e imóveis da extinta RFFSA, em nosso caso: a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil em Mato Grosso do Sul, sua história de origem, as narrativas de construção e evolução, as memórias compartilhadas com os passageiros e funcionários, o seu declínio, assim como sua conversão das antigas estruturas e objetos em patrimônio. A construção do trabalho se deu através de identificação e análise de material institucional documental textual e iconográfico da ferrovia, como também entrevista com pessoas que foram inspiradas pelos aspectos simbólicos do trem. A pesquisa objetivou refletir sobre os sistemas patrimoniais desta categoria, buscando reinterpretar os locais através de perspectivas teóricas multidisciplinares (arquitetura e geografia, principalmente); além de buscar compreender o processo de patrimonialização desses bens culturais ferroviários nas três esferas. Deste modo, escolhi o trecho pantaneiro da ferrovia, com o objetivo de entender não apenas o conceito de Lugar como categoria de análise, mas visando incorporar essa leitura dentro de outras referências e narrativas relacionadas à cultura e memória ferroviária como contributos para a patrimonialização e tentando entender as percepções e sentimentos das pessoas sobre o território ferroviário.Item Da Central a Japeri: um manifesto em prol do patrimônio cultural inserido no cotidiano do transporte ferroviário do Rio de Janeiro(Iphan, 2017) CAMPOS, Mariana Costa; Sotratti, Marcelo Antônio; d’El-Rei Pinto , Bartolomeu Homem (Supervisor das práticas profissionais na unidade); SOTRATTI, Marcelo Antonio (Presidente); BARBOSA, Jorge Luiz - Universidade Federal Fluminense (UFF); BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo - MESTRADO/IPHANEsta pesquisa examina a relação dos bens patrimonializados inseridos no cotidiano do transporte ferroviário de passageiros da região metropolitana do Rio de Janeiro com o Iphan, a concessionária SuperVia e os usuários, todos responsáveis em diferentes instâncias e circunstâncias por sua preservação e conservação, bem como pelo resultado de eventuais intervenções. Em primeiro lugar, estuda a construção do patrimônio ferroviário e sua concepção enquanto categoria de análise pelo Iphan. Ao definir como recorte espacial o eixo formado pela 1ª seção da estrada de ferro D. Pedro II, atual ramal Japeri, expõe os valores atribuídos à este patrimônio e discute sua função social. A seguir, analisa o desenvolvimento desta tecnologia, com o pioneirismo e a influência britânica, e as configurações que se fizeram necessárias à sua implantação no Rio de Janeiro. Percorre o trajeto deste ramal com a identificação socioespacial de territórios formados e transformados a partir de sua instalação. Desvenda, pelo contraste entre as imagens suburbanas e a paisagem aclamada da cidade, sua dimensão simbólica, na resistência de suas manifestações culturais, exemplificada com o bairro de Madureira. Já com o bairro de Engenho de Dentro demonstra algumas das políticas territoriais incidentes. Por meio da observação participativa e da coleta de depoimentos espontâneos dos usuários, este trabalho apresenta como diagnóstico a má condição do sistema de transportes e a falta de diálogo entre órgãos afetos e população afetada, para o não reconhecimento deste patrimônio e sua situação de abandono mesmo quando em operacionalidade. Evocando o formato de manifesto, sugere a necessidade de um novo olhar, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas, tendo em vista o enorme potencial de alcance deste patrimônio. Por fim, com base no plano de resiliência da Cidade do Rio de Janeiro, visa fornecer subsídios para a formulação de um projeto específico para a gestão destes bens.Item PORTARIA IPHAN Nº 17, DE 29 DE ABRIL DE 2022(Iphan, 2022) INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)PORTARIA IPHAN Nº 17, DE 29 DE ABRIL DE 2022. Dispõe sobre os critérios de valoração e o procedimento de inscrição de bens na Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, visando à proteção da memória ferroviária, em conformidade com o art. 9º, da Lei nº 11.483, de 31 de maio de 2007.Item LEI Nº 11.483, DE 31 DE MAIO DE 2007.(Iphan, 2007) INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)LEI Nº 11.483, DE 31 DE MAIO DE 2007. Dispõe sobre a revitalização do setor ferroviário, altera dispositivos da Lei no 10.233, de 5 de junho de 2001, e dá outras providências.Item DECRETO Nº 6.018, DE 22 DE JANEIRO DE 2007(iPHAN, 2007) INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)Regulamenta a Medida Provisória no 353, de 22 de janeiro de 2007, que dispõe sobre o término do processo de liquidação e a extinção da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA, altera dispositivos da Lei no 10.233, de 5 de junho de 2001, e dá outras providências.Item I Fórum Nacional do Patrimônio Cultural : sistema nacional de patrimônio cultural: desafios, estratégias e experiências para uma nova gestão, Ouro Preto/MG, 2009 - volume 3(Iphan, 2012) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) - Brasil; SUTTI, Weber (coord.)O texto apresenta um histórico do processo de implantação das ferrovias, no Brasil, desde as políticas financeiras lançadas pelo Governo Imperial do Brasil - na tentativa de atrair investidores -, até à mplantação das ferrovias e da crise no setor determinada pela 2a. Guerra Mundial. Abrange a aquisição das ferrovias pelo Governo Federal, a criação da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), em 1957, e sua desestatização no início da década de 1990, pelo então presidente Fernando Collor. Por fim, cita a Medida Provisória nº 353/2007 que extinguiu a RFFSA e a Lei nº 11.483/2007 que atribuiu ao Iphan à preservação e difusão da Memória Ferroviária. Desde então, cabe ao Instituto avaliar - dentre todo o espólio oriundo da extinta RFFSA - quais bens são detentores de valor histórico, artístico e cultural.Item Um século de estradas de ferro(UNB, 2013) Finger, Anna Eliza; Schlee, Andrey Rosenthal (orientador)Este trabalho analisa o Patrimônio Ferroviário brasileiro produzido entre 1852 (início da construção da primeira linha) e 1957 (formação da Rede Ferroviária Federal – RFFSA), com enfoque na arquitetura de seus edifícios, dentro de uma perspectiva global de compreensão do acervo, considerando suas origens estrangeiras, o contexto histórico, econômico e social em que foi produzido no Brasil, e investigando suas características particulares, visando à produção de uma base teórica e metodológica para sua análise e entendimento. Para sua compreensão, foram pesquisadas as origens estrangeiras da tecnologia, relacionada ao contexto europeu pós-Revolução Industrial, estudando a formação dos programas de necessidades, partidos e tipologias, principais materiais e técnicas empregados, e a definição do caráter e linguagem desses edifícios. De forma a compreender o que levou o Brasil a importar a tecnologia ferroviária, bem como os efeitos de sua implantação, foi analisado o panorama político e econômico do país durante o século XIX, suas relações com os países exportadores da tecnologia, seu papel no panorama sul americano, bem como seu perfil econômico e social, que influenciaram a implantação das linhas. Foram abordadas as leis existentes e criadas que viabilizaram as primeiras experiências, e os planos viários traçados para o país visando melhorar suas condições de articulação territorial, buscando compreender o papel desempenhado pelas ferrovias em cada momento em relação às estratégias políticas e econômicas estabelecidas para o país, e propondo uma periodização com base em fatos marcantes que tenham alterado os rumos da implantação da malha férrea no país. Baseado em pesquisas bibliográficas e inventários produzidos pelo IPHAN, foram selecionadas linhas construídas em todo o país em diferentes períodos, utilizadas como estudos de caso, identificando aspectos como a motivação de sua implantação, origem das companhias ferroviárias e capital investido, escolha do traçado e outras características específicas, indicando “elementos chave” (pátios, edifícios, obras de arte e equipamentos complementares) para sua compreensão, além de outros que, por suas características arquitetônicas, merecessem atenção. A partir desses elementos, complementados por exemplos de edifícios de destaque construídos por outras companhias em outros locais, foram analisados os mesmos aspectos – programas de necessidades, partidos e tipologias, materiais e técnicas, caráter e linguagem –, buscando semelhanças ou diferenças entre a arquitetura ferroviária produzida no Brasil e seus referenciais estrangeiros, e procurando compreender as transformações sofridas por essa ao longo do período de análise.Item Cartilha de orientação para proposição de Projetos de Trens Turísticos e Culturais(Iphan, 2010) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Brasil); Ministério do TurismoO presente documento fornece orientações práticas e objetivas para a apresentação de Projetos Turísticos e Culturais de Cunho Ferroviário no Brasil. Apresenta informações sobre as ferrovias no Brasil, diretrizes para o envio de projetos, bem como questionário de apoio e res. Respectivas instruções de preenchimento, para simplificar e dar celeridade aos trâmites necessários à aprovação desses projetos. Os procedimentos descritos nesta cartilha aplicam-se somente a projetos que culminem com a operação de trens turísticos e culturais de passageiros, com ou sem solicitação de recursos financeiros provenientes do governo federal.Item Trilhando memórias: reflexões acerca das identidades dos trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré(Iphan, 2012) Alencar, Carolina Pena de; Teixeira, Luciano; Mônica Castro de Oliveira (supervisão); Luciano Teixeira (presidente) Mônica Castro de Oliveira (supervisora) Analucia Thompson (PEP/MP) Paulo Fontes (FGV)Resumo: Esta pesquisa tem como tema a memória associada às relações de trabalho, os modos de vida, as práticas de preservação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré empreendidas pelos antigos ferroviários membros da Cooperativa dos Trabalhadores do Ramo Ferroviário e da Manutenção da Construção Civil recuperada por meio de entrevistas com estes trabalhadores. A pesquisa objetivou refletir sobre as teias sociais ainda presentes e atuantes em torno deste patrimônio cultural, através de apontamentos de ações e práticas de um grupo social que guarda relações de uma memória comum; além de buscar compreender o processo de patrimonialização da estrada de ferro na perspectiva da afirmação de identidades por parte dos ferroviários e estabelecer um diálogo entre a apropriação dos bens culturais relacionados à ferrovia por parte Iphan e da Cootrafer. As narrativas deste grupo social se inserem dentro de um processo histórico que admite rupturas e (re)significações, através de vivências em um contexto carregado de mudanças de paradigmas e que, no presente, é marcado por discursos preservacionistas que dialogam com a distintas atribuições de valor do bem cultural e disputas pelo espaço físico do complexo ferroviário tombado. Desde modo, procurei trazer para a historiografia um olhar diferenciado a respeito da história da Madeira-Mamoré, tão rememorada pelo seu aspecto dramático mas que silenciou os seus trabalhadores, que durante anos deram vida à ferrovia.Item Patrimônio ferroviário : a questão do uso(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2019) Silva, Raquel Beatriz; Santos, Helena Mendes dos; Rocha, Isabel (supervisora); Santos, Helena Mendes dos (orient.); Rocha, Isabel (supervisora); Thompson, Analucia; Sampaio, Júlio Cesar RibeiroA presente pesquisa trata do processo de patrimonialização dos bens ferroviários com destaque na aplicação da Lei n.º 11.483/2007, que atribui ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) a função de receber e administrar os bens ferroviários integrantes do espólio da extinta Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA), reconhecidos como portadores de valor artístico, histórico e cultural. Para tal, examina-se a história das ferrovias, tanto na relação com a Revolução Industrial quanto aos aspectos socioeconômicos que guiaram a implantação das ferrovias no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro. Igualmente, averigua-se como as ferrovias foram capturadas pelo campo da preservação, bem como sua relação com a constituição do conceito de patrimônio industrial. Por fim, concentrase na problemática central da pesquisa com a investigação do lugar do uso no campo da preservação. Por meio do estudo desenvolvido foi possível perceber que o caráter homôgeneo das propostas está ligado a uma busca de enobrecimento dos bens com valores culturais reconhecidos. Diante desse contexto, constata-se que há uma grande necessidade de se ampliarem as discussões e que é necessário buscar uma atuação pautada em princípios participativos, inclusivos e interdisciplinares.Item Conjunto Floriópolis : os desafios da patrimonialização dos bens remanescentes da extinta RFFSA no Piauí(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2017) Santos, Ana Camila Moura dos; Santos, Helena Mendes dos; Anjos, Claudiana Cruz dos (supervisora); Santos, Helena Mendes dos (orient.); Thompson, Analucia; Branco, SandraA partir da publicação da Lei nº 11.483/2007, que encerrou o processo de liquidação e extinguiu a Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA, as atividades de proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN relacionadas ao patrimônio ferroviário brasileiro ganharam novos contornos, porque, além de determinar as atribuições dos órgãos sobre os bens que foram transferidos para a União a partir da extinção da RFFSA, a Lei definiu memória ferroviária como o conjunto formado pelo patrimônio cultural do setor ferroviário e o IPHAN como a instituição responsável pela preservação deste acervo. Como parte dos principais desafios do IPHAN para o cumprimento das responsabilidades advindas desta Lei é o cumprimento de uma política interinstitucional que resulta na realização de termos de parceria para a gestão, manutenção e uso, com o principal objetivo de garantir a reintegração dos bens remanescentes da ferrovia considerados como patrimônio cultural do cervo ferroviário à dinâmica social, econômica e cultural local, a Superintendência do IPHAN no Piauí realizou estudos e intervenção sobre o Conjunto Ferroviário de Floriópolis, situado na cidade em Parnaíba, próximo ao trecho mais antigo da Estrada de Ferro Central do Piauí. Com o presente estudo, pretendemos colaborar com a produção de conhecimento acerca da Estrada de Ferro Central do Piauí, e, em especial, contribuir para a reflexão sobre os desafios na atuação do IPHAN sobre a preservação do acervo ferroviário remanescente da extinta RFFSA no Estado.Item O Iphan e o patrimônio ferroviário : a memória ferroviária como instrumento de preservação(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014) Prochnow, Lucas Neves; Thompson, Analucia; Freire, Maria Emília Lopes (supervisora); Thompson, Analucia (orient.); Freire, Maria Emília Lopes (supervisora); Chuva, Márcia Regina Romeiro; Carsalade, Flavio de LemosA dissertação parte de um problema colocado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pela Lei Federal nº 11.483/2007, a qual atribui a este órgão a preservação da memória ferroviária. Para compreender o percurso histórico do conceito de memória ferroviária, sua enunciação legal e atuação administrativa, utilizamos a metodologia da história dos conceitos. Identificamos o problema da memória ferroviária como sintoma da crise dos monumentos e do surgimento dos novos patrimônios, momento no qual a instituição responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro passa a rever suas práticas institucionais e renova-se conceitualmente. Para conferir em campo as premissas da pesquisa, investigamos o complexo ferroviário de Jaboatão dos Guararapes/PE, bem como sua influência na formação social e urbana da cidade.Item De espaço de trabalho a espaço de memória : estudo sobre o Museu do Trem do Rio de Janeiro(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2020) Figueiredo, Cintia da Silva; Sorgine, Juliana Ferreira; Pinto, Bartolomeu H. d'El-Rei (supervisor); Sorgine, Juliana Ferreira (orient.); Thompson, Analucia; Granato, Marcus; Oliveira, Mônica Castro de; Pinto, Bartolomeu Homem d'El-Rei (supervisor)A dissertação a seguir parte da perspectiva das ações de preservação de bens culturais ferroviários no Brasil, para conferir a experiência vivenciada pelo Museu do Trem do Rio de Janeiro (Museu do Trem-RJ) no seu processo de patrimonialização e musealização, compreendendo o período de 1984 a 2018. Com a finalidade de refletir sobre essas ações, este trabalho compreende brevemente o desenvolvimento das ferrovias em âmbito nacional; traça um panorama das primeiras iniciativas de patrimonialização e musealização de bens ferroviários no país; identifica e analisa os desdobramentos das ações do Estado na condução das ações de preservação e investiga os modelos de gestão do Museu do Trem-RJ pela Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), no período entre a sua inauguração em 1984 até a extinção da Rede em 2007, e da sua atual gestão, sob a responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de 2007 até os dias de hoje. A pesquisa recorreu teoricamente à revisão e análise bibliográfica dos debates nas categorias do patrimônio, da museologia e da memória. A metodologia concentrou-se na análise de documentos produzidos pela RFFSA e pelo IPHAN, além de avaliar periódicos e estudos acadêmicos produzidos sobre os processos de patrimonialização e musealização do sistema ferroviário. Por meio dessas fontes, este trabalho tem a pretensão de contribuir para a investigação de como o Museu do Trem-RJ constituiu-se como uma unidade museológica e encerrar com a reflexão de como se mantém como referência da memória ferroviária para a sociedade.Item Manual técnico do patrimônio ferroviário(IPHAN, 2010) Nizzola, Liliane Janine; Carneiro, Fernanda GibertoniA partir da promulgação da Lei 11.483, em 2007, o Iphan passou a ter atribuições específicas para a preservação da memória ferroviária brasileira. Desde então, o Iphan passou a administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta RFFSA e, a partir de 2007, tem realizado um amplo Inventário de Conhecimento do Patrimônio Cultural Ferroviário. No Manual Técnico do Patrimônio Ferroviário estão informações sobre a catalogação de edifícios, entre outras, além fatos históricos sobre a construção das primeiras ferrovias instaladas no Brasil. Em 1854, D. Pedro II participou da inauguração do primeiro trecho de linha férrea no país - Estrada de Ferro Petrópolis, ligando Porto Mauá à Fragoso, no Rio de Janeiro.
