O Iphan e o patrimônio ferroviário : a memória ferroviária como instrumento de preservação

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2014

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Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Resumo

A dissertação parte de um problema colocado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pela Lei Federal nº 11.483/2007, a qual atribui a este órgão a preservação da memória ferroviária. Para compreender o percurso histórico do conceito de memória ferroviária, sua enunciação legal e atuação administrativa, utilizamos a metodologia da história dos conceitos. Identificamos o problema da memória ferroviária como sintoma da crise dos monumentos e do surgimento dos novos patrimônios, momento no qual a instituição responsável pela preservação do patrimônio cultural brasileiro passa a rever suas práticas institucionais e renova-se conceitualmente. Para conferir em campo as premissas da pesquisa, investigamos o complexo ferroviário de Jaboatão dos Guararapes/PE, bem como sua influência na formação social e urbana da cidade.

Descrição

177 f. Sumário Introdução 1. Ferrovia: da privatização à patrimonialização 1.1 O Estado privatista: a extinção da RFFSA 1.2 O Estado preservacionista: a atribuição legal da preservação da memória ferroviária 1.2.1 A Coordenação Técnica do Patrimônio Ferroviário e a proposição de um novo instrumento de preservação 1.3 Os discursos e as práticas do Iphan 1.3.1 Bens tombados x Bens listados: complementaridade ou negação? 1.3.2 A prática nas Superintendências Estaduais: padronização administrativa e compreensão da memória ferroviária 1.3.3 A convivência de históricas práticas e novas concepções: o caso do Pátio Ferroviário das Cinco Pontas, em Recife/PE 1.4 O estatuto do patrimônio ferroviário: do monumento aos novos patrimônios 2. Percurso e formação do conceito de memória ferroviária 2.1 A História dos Conceitos: metodologia para estudo da formação do conceito memória ferroviária 2.2 Análise da memória ferroviária 2.2.1A memória ferroviária na literatura acadêmica 2.2.2 A memória ferroviária no IPHAN: as construções institucionais 2.2.2.1 O Conselho Consultivo do Iphan: seleção por erudição 2.2.2.2 A CTPF: preservação por atribuição legal e seleção por valor de gestão 2.2.3 A memória ferroviária pelo Um trem de histórias 2.3 Enquadrando o conceito 2.4 Memória social, patrimônio cultural e patrimônio ferroviário: da constituição dos discursos à execução das políticas 3. Passados presentes e presentes futuros 3.1 Passado: A história ferroviária no estado de Pernambuco 3.2 Evolução histórico-territorial da cidade 3.3 Passado-passado: Um trem de histórias e a memória ferroviária segundo seus agentes 3.4 As oficinas de Jaboatão dos Guararapes: ―o coração da Rede‖ 3.5 Presente-futuro: Ações de preservação do patrimônio ferroviário pelo Iphan/PE 3.5.1 O projeto de revitalização do SENAI-PE Considerações finais Referências bibliográficas Anexos Anexo I – Lei 11.483/2007 Anexo II – Portaria 407/2010 Anexo III – Portaria 441/2011

Palavras-chave

Patrimônio ferroviário, Memória ferroviária, História dos conceitos, Memória social, Railways heritage, Railway memory, History of concepts, Social memory

Citação

PROCHNOW, Lucas Neves. O Iphan e o patrimônio ferroviário: a memória ferroviária como instrumento de preservação. 2014. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2014.