A igreja, a casa e o culto aos santos : as esculturas sacras mazaganenses que atravessaram o Atlântico

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2016

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Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Resumo

Este trabalho busca promover o diálogo entre História e Antropologia, no intuito de compreender o que Appadurai (2008) chama vida social das esculturas sacras mazaganenses, e acompanhar esses bens no contexto ritual e patrimonial em que estão inseridas, a fim de propor caminhos para a preservação desses bens. Sabemos que a origem desses artefatos está associada à fundação do lugar denominado Mazagão Velho. Em meados do século XVIII, por decisão da coroa Portuguesa, a cidade africana de Mazagão, localizada no norte do Marrocos, foi deslocada ao Brasil, para a região amazônica. Nesta condição, tanto pessoas quanto seus objetos atravessaram o oceano Atlântico e fizeram morada na Vila Nova de Mazagão – a qual fora fundada pelos representantes da Coroa Portuguesa no Norte do Brasil. Atualmente, a Vila Nova de Mazagão é denominada, simplesmente, Mazagão Velho. Grande parte dessas esculturas sacras deslocadas está integrada diretamente à vida social e cultural dos habitantes deste povoado: algumas estão, aliás, inseridas profundamente em contextos patrimoniais, em circuitos de heranças familiares, nas manifestações tradicionais e religiosas.

Descrição

165 f. SUMÁRIO RESUMO ................................................................................................................................. 06 ABSTRACT ............................................................................................................................. 07 LISTA DE ILUSTRAÇÕES .................................................................................................... 08 INTRODUÇÃO........................................................................................................................ 11 CAPÍTULO I ..........................................................................................................................23 1. DA INSTITUIÇÃO PARA A VILA DE MAZAGÃO VELHO: CONSTRUINDO CAMINHOS PARA A PESQUISA.......................................................................................23 1.1. O patrimônio cultural e o Iphan: reflexões e aproximações com o objeto de estudo..................... 23 1.1.1. A preservação do patrimônio no Brasil.................................. 24 1.1.2. O Iphan no Amapá, e as pesquisas sobre Mazagão Velho.................... 28 1.1.3. O contexto histórico de origem da Vila de Mazagão Velho: a ocupação da Amazônia brasileira no século XVIII.................... 31 1.1.4. A ocupação das terras do Cabo Norte ............................................ 32 1.1.5. A fortaleza militar do Marrocos e a vila mazaganense da Amazônia ................. 38 1.1.6. O povoado de Mazagão Velho................................................... 49 CAPÍTULO II.........................................................................................................................61 2. A IGREJA, A CASA E O CULTO AOS SANTOS: OS USOS DAS ESCULTURAS SACRAS EM MAZAGÃO VELHO.................................61 2.1. A igreja e a casa: a presença das esculturas sacras no povoado........ 61 2.1.1. O acervo da igreja católica de Nossa Senhora da Assunção .......... 63 2.1.2. O acervo religioso das casas mazaganenses................................. 68 2.1.3. O objeto sagrado como herança familiar..................................... 72 2.1.3.1. A família Jacarandá......................................................................... 73 2.1.3.2. A família Santos.............................................................................. 75 2.1.3.3. A família Videira......................................................................... 76 2.2. Os objetos em ação: os “santos antigos” na vida social dos mazaganenses....... 78 2.2.1. A casa, o santo e o devoto. ....................................................... 79 2.2.2. Os festejos dedicados aos santos católicos............................. 83 2.2.2.1. No batuque da Piedade..................................................... 89 2.2.2.2. A batalha entre mouros e cristãos...................................... 100 CAPÍTULO III ..............................................................................................................114 3. ONDE HÁ SANTO, HÁ FESTA: CONFLITOS E NEGOCIAÇÕES NA PRESERVAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO............................................114 3.1. Os “santos antigos” como patrimônio cultural e a ideia de musealizá-los......... 114 3.1.1 A importância das festas tradicionais na preservação dos “santos antigos”................ 121 3.1.2. A identificação do patrimônio festivo dos mazaganenses......... 125 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................139 FONTES DA PESQUISA ....................................................................................................147 1. Fontes orais.............................................................................................................................. 147 2. Fonte documentais.................................................................................................................. 147 3. Fontes Bibliográficas .............................................................................................................. 148 APÊNDICE(S):.....................................................................................................................154

Palavras-chave

Patrimônio cultural, Políticas culturais, Imagens sacras, Santos católicos, Mazagão Velho, Cultural heritage, Cultural policies, Sacred images, Catholic saints, County Kerry

Citação

RIBEIRO, Karina Nymara Brito. A igreja, a casa e o culto aos santos: as esculturas sacras mazaganenses que atravessaram o Atlântico. 2016. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2016.