Navegando por Autor "Motta, Lia"
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Item A cobertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro : restauração ou reconstrução?(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Machado, Erika Pereira; Motta, Lia; Gallois, Catherine J. S.; Gallois, Catherine J. S. (supervisora); Motta, Lia (orient.); Gallois, Catherine J. S. (supervisora e coorient.); Ribeiro, Marcus Tadeu Daniel; Gonçalves, Cristiane SouzaEsta pesquisa propõe o debate conceitual acerca das intervenções executadas na cobertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no período de 2007-2010. O referido bem foi escolhido como objeto de estudo, pois passou por uma das maiores obras já realizada no País, no âmbito do patrimônio cultural edificado. O processo foi documentado por completo pela equipe de Fiscalização da Superintendência do IPHAN no Rio de Janeiro. O acompanhamento de todas as etapas da intervenção permitiu analisar a transposição entre os planos teórico e prático, que visa desenvolver um projeto integral de conservação e restauro. A reflexão sobre critérios e conceitos adotados nessa obra resultou no questionamento central da pesquisa: afinal, a cobertura do Theatro Municipal foi restaurada ou reconstruída? Como os aspectos conceituais ficaram em segundo plano em todo o processo, foi definido aqui um universo teórico que embasasse o debate das questões encontradas durante o acompanhamento das obras. Este universo inclui referências das principais linhas teóricas de restauração e Cartas Patrimoniais, bem como a análise das publicações brasileiras no âmbito da elaboração de projetos e procedimentos de restauro para o patrimônio edificado. O estudo de caso detém-se na análise crítica sobre intervenções executadas na cobertura do Theatro Municipal, baseada no universo teórico pré-estabelecido.Item A partir de uma memória esparsa, a prática da arquitetura no Iphan: o caso do Museu Paulista(2024) Carneiro, Fernanda Gibertoni; Pereira Filho, Hilário Figueiredo; supervisora: Padua, Carolina Dal Ben; Pereira Filho, Hilário Figueiredo; Costa, Eduardo Augusto; Motta, Lia; Padua, Carolina Dal BenA partir da prática profissional no Iphan busco compreender como se dão os registros do trabalho dos profissionais da arquitetura frente à gestão da conservação e restauração do patrimônio cultural imóvel protegido pela instituição. Os diversos arquivos e suportes institucionais e a experiência dos técnicos da instituição compõem uma memória esparsa que abriga um importante conhecimento a respeito do patrimônio cultural brasileiro. Por meio da identificação desses diferentes arquivos e fontes pretende-se refletir sobre os caminhos e apresentar as questões que permeiam o trabalho de intervenções em bens edificados tombados. Como estudo de caso foi abordado o acompanhamento das ações para restauração e modernização do edifício monumento do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, mais conhecido como Museu do Ipiranga, realizado entre os anos de 2018 e 2022.Item A proteção do patrimônio arqueológico no planejamento urbano: um panorama da Ilha de São Luís/MA(2025) Martinho, Ana Elisa da Silva; Campos, Luana Cristina da Silva; Supervisora: Lena Carolina Andrade Fernandes Ribeiro Brandão; Campos, Luana Cristina da Silva; Motta, Lia; Cali, Plácido; Brandão, Lena Carolina Andrade Fernandes RibeiroEstatuto da Cidade estabelece a proteção do patrimônio arqueológico como uma das diretrizes a orientar o desenvolvimento urbano. Nesta dissertação, objetivamos discutir em que medida a arqueologia tem sido incorporada no planejamento urbano dos municípios brasileiros, com ênfase em um estudo de caso envolvendo os municípios que compõem a Ilha de São Luís, no Maranhão. No primeiro capítulo, são apresentados os fundamentos jurídicos e teóricos quanto à arqueologia e ao planejamento urbano, sendo discutidas interfaces existentes entre esses dois temas, como o federalismo cooperativo e a arqueologia preventiva. Discute-se ainda os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade que podem ser usados em prol da preservação patrimonial. No segundo capítulo, é apresentado panorama de como o patrimônio arqueológico é incluído nas constituições estaduais e em legislações de planejamento territorial, tais como leis orgânicas, planos diretores e leis de uso e ocupação do solo, de quarenta e cinco municípios, considerando, dentre eles, todas as capitais federais. São discutidas previsões identificadas nessas legislações, a partir de três eixos principais: identificação, proteção e valorização. Além disso, são abordados os cenários da arqueologia em âmbito municipal nas cidades de São Paulo e Florianópolis, que possuem legislações e práticas consideradas relevantes sobre o tema. A partir dos casos e das legislações levantadas, são propostos indicadores de análise da atuação municipal nessa temática. Nos capítulos terceiro e quarto, apresenta-se estudo de caso considerando os municípios de Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar e São Luís, no Maranhão. Com a contextualização da arqueologia e do planejamento urbano nesses municípios, é debatido como a arqueologia é representada na gestão urbana da ilha, destacando-se a predominância dos estudos arqueológicos preventivos realizados no âmbito do licenciamento ambiental municipal. São apresentados dados quanto a tais estudos, discutindo-se seus avanços e limitações. Avaliou-se que tal instrumento acompanhou o desenvolvimento urbano da Ilha ao longo dos últimos 15 anos, permitindo a identificação de sítios e a adoção de medidas de salvaguarda previstas na Instrução Normativa nº 01/2015. São também analisados sítios localizados em áreas protegidas, a possibilidade de criação de zonas de proteção voltadas ao patrimônio arqueológico, bem como ações civis públicas em face da atuação municipal quanto aos sambaquis da Panaquatira e da Maiobinha. Apesar dos importantes resultados do licenciamento ambiental, outras medidas administrativas e legislativas dos municípios da ilha estão aquém do necessário para promover a gestão do patrimônio arqueológico. A pesquisa como um todo demonstra que o que hoje denominamos de "arqueologia preventiva", isto é, os estudos arqueológicos no âmbito do licenciamento ambiental, é um instrumento fundamental mas não suficiente para promover a adequada salvaguarda do patrimônio arqueológico, sobretudo em contextos urbanos, alvos de constantes modificações. Assim, a compreensão do que se entende enquanto arqueologia preventiva deveria ser ampliada, de modo a abarcar também instrumentos de planejamento urbano e da política ambiental, com estratégias que incluam zoneamento arqueológico, criação de áreas de proteção e regulamentação de instrumentos urbanísticos. Ressalta-se ainda a necessidade de desenvolvimento do federalismo cooperativo de modo a fortalecer a capilarização das políticas públicas relacionadas ao patrimônio arqueológico.Item A saga da preservação do patrimônio urbano de Cuiabá/MT : políticas públicas nas tensões entre progresso e preservação(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2023) Guimarães, Maria Bárbara Thame; Motta, Lia; Pereira Filho, Hilário Figueiredo; Hirata, Amélia (supervisora); Motta, Lia (orient.); Pereira Filho, Hilário Figueiredo (coorient.); Brandão, Joseane Paiva Macedo; Mascaro, Luciana Pelaes; Hirata, Amélia (supervisora)A dissertação busca discutir a trajetória da preservação do patrimônio cultural urbano em Cuiabá, compreendendo as demandas sociais e as respostas do poder público. Os objetivos são analisar os processos de formação e modernização da cidade que envolvem disputas e conflitos, discutir as medidas de proteção operadas pelo poder público e analisar a apropriação do patrimônio para promoção turística. O recorte geográfico compreende o Centro Histórico de Cuiabá, tombado pelo Iphan em 1987, e outros sítios de valor cultural, visando a compreensão das políticas de preservação operadas na cidade de forma conjunta. A metodologia é referenciada em pesquisa documental, publicações especializadas sobre patrimônio cultural urbano, políticas públicas e história e desenvolvimento urbano de Cuiabá, em associação à experiência durante as práticas profissionais no Iphan/MT. Verificou-se que o tombamento e a Instrução Normativa de 1994 que o regulamenta em termos práticos são parte de um conjunto maior de ações governamentais que devem ser operadas para a preservação dos sítios urbanos, devendo haver cooperação entre os agentes públicos, capacitação técnica e continuidade nas ações para resultados satisfatórios.Item A valoração como patrimônio cultural do "raio que o parta" : expressão do modernismo popular, em Belém/PA(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Cardoso, Andréia Loureiro; Motta, Lia; Borges, Tatiana Carepa Roffé (supervisora); Motta, Lia (orient.); Borges, Tatiana Carepa Roffé (supervisora); Sorgine, Juliana Ferreira; Cavalcanti, Lauro Augusto de PaivaO “Raio que o parta” é uma denominação utilizada pelos belenenses para definir um tipo de decoração composta por azulejos policromados, aplicada na arquitetura popular e que foi bastante utilizada na capital paraense nas décadas de 50 e 60 do século XX. A pesquisa se propõe analisar o valor patrimonial dessa manifestação plástica, diante dos novos discursos sobre a diversidade cultural, abrangendo a noção de “Referência Cultural”. Além de abordar as suas especificidades a partir da compreensão de temas como a modernidade, Arquitetura Moderna e estética Kitsch.Item Acervo botânico do Sítio Roberto Burle Marx : valorização e conservação(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014) Tofani, Sandra Regina Menezes; Motta, Lia; Souza, Marlon da Costa (supervisor); Motta, Lia (orient.); Coelho, Marcus Alberto Nadruz; Leal, Claudia Feierabend BaetaO trabalho visa apresentar a importância do acervo botânico do Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx – SRBM e como este, foi constituído, ao longo dos anos, e protegido como bem cultural. Propõe uma reflexão sobre a sua conservação no contexto da gestão do Sítio, diante do mau estado de conservação, diagnosticado no inventário realizado na Família Araceae. São discutidas as prioridades estabelecidas para a gestão dos diferentes acervos que compõem o SRBM, incluindo-se o paisagístico, o museológico e o arquitetônico, além do botânico, considerando-se que este último justificou a existência do local, dando-lhe sentido e razão de ser. Roberto Burle Marx, em sua trajetória profissional, é considerado um intelectual com múltiplas habilidades artísticas e homem com conhecimentos de botânica, que, com a utilização e valorização da flora brasileira, contribuiu de forma impressionante no campo da botânica e do paisagismo através da sua coleção de plantas. Reconhecido mundialmente pelos seus projetos paisagísticos, buscou, juntamente com os botânicos, a valorização e o emprego de plantas nativas, que pudessem, um dia, fazer parte do vocabulário paisagístico. Isso o levou a realizar expedições de coletas de plantas, resultando na constituição do seu acervo botânico. A procura por um local, para abrigar a coleção de plantas que crescia, ocorreu na década 1940, quando comprou o Sítio Santo Antônio da Bica, hoje SRBM. A preocupação com a perpetuação do seu acervo levou Burle Marx e alguns botânicos ao envolvimento com instituições públicas, recorrendo a estas para garantir a preservação do local, iniciada com o seu tombamento pelo Governo Estadual, seguida pela doação do Sítio para o Governo Federal e o tombamento por esta mesma instância governamental. As discussões sobre a caracterização do Sítio de diferentes maneiras – centro cultural, museu, museu vivo, museu multidisciplinar, reserva natural, jardim histórico e jardim botânico – proposta nesta dissertação é importante para uma reflexão sobre as prioridades estabelecidas na sua gestão como patrimônio cultural, levando a discussões sobre os instrumentos e procedimentos para sua preservação e especialmente a conservação do acervo botânico: os planos de manejos, os inventários e as práticas cotidianas de conservação.Item Análise do mercado de trabalho do conservador-restaurador de bens móveis e integrados : uma visão do sistema de preservação a partir da Superintendência do Iphan no Rio de Janeiro(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2019) Redini, Luana Lara Safar; Nakamuta, Adriana Sanajotti; Nunes, Claudia Regina; Nakamuta, Adriana Sanajotti (orient.); Motta, Lia; Gonçalves, Cristiane Souza; Nunes, Claudia ReginaEsta dissertação tem por objetivo analisar o mercado de trabalho formal da conservaçãorestauração na cidade do Rio de Janeiro, à luz das problemáticas observadas durante as atividades práticas supervisionadas constantes do Programa de Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural do Iphan, pela presente autora, no período compreendido entre os anos 2016 e 2018, na Superintendência do Rio de Janeiro. Para tanto, apresentamos referenciais teóricos acerca dos principais conceitos relativos ao Patrimônio Cultural móvel e integrado e ao campo da conservação e restauração, além de documentos institucionais produzidos a partir das vistorias e fiscalizações realizadas pelo setor de conservação e restauração do Iphan-RJ. Ademais são apresentadas as restaurações dos bens móveis e integrados do “Palácio das Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ”, do Painel de autoria da artista Djanira da Mota e Silva, localizado no Salão Nobre do Liceu Municipal Cordolino Ambrósio (Campus I), do jardim das Princesas do Museu nacional da Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, RJ, e suas respectivas fontes de recurso financeiro – Pronac e TAC. Construímos então, o lugar do conservadorrestaurador ao longo da história e apresentamos ainda a Restauração da Imagem Sacra de Santa Bárbara da Capela da Fortaleza de Santa Cruz de Niterói, RJ, com a finalidade de ilustrar as consequências sofridas pelo patrimônio em decorrência da falta de regulamentação da profissão do conservador-restaurador no Brasil.Item Anchieta : um sítio histórico urbano em evidência(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Borges, João Marcos Chapinel; Motta, Lia; Miceli, Aline Barroso (supervisora); Motta, Lia (orient.); Miceli, Aline Barroso (supervisora); Teixeira, Luciano dos Santos; Duarte, Cristovão FernandesComo tema central, discute-se a atribuição de valor patrimonial ao sítio urbano de Anchieta/ES, onde se situa o conjunto arquitetônico jesuítico, tombado pelo IPHAN em 1943, com inscrição no Livro do Tombo Histórico (LH). Duas noções são relevantes na discussão: o sítio, e não apenas do conjunto arquitetônico, como testemunho da ocupação jesuítica no território brasileiro; e agregação de elementos arquitetônicos e urbanísticos que, apesar de representativos de períodos posteriores à ocupação do sítio pelos jesuítas, representam a continuidade do processo de ocupação e domínio do território iniciado no século XVI. Faz-se uma periodização a fim de situar as alterações nos contextos sócio-econômico e urbano local. Em seguida, analisa-se o discurso comum do IPHAN na época do tombamento buscando-se evidenciar dados associados à valorização do monumento tombado. Cotejam-se duas perspectivas historiográficas distintas (a História Cientificista do século XIX e a Nova História, do século XX) adotando-se a mais atual ao contexto em questão. A partir daí defende-se um entendimento mais amplo de valor histórico. Discutem-se meios de instrumentalização de práticas de preservação frente aos valores atribuídos.Item As dinâmicas das duas metades : tombamento e patrimônio etnográfico no Iphan(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2013) Paiva, Ana Cristina de Souza Gonçalves; Thompson, Analucia; Castro, Adler Homero Fonseca de (supervisor); Thompson, Analucia (orient.); Castro, Adler Homero Fonseca de (supervisor); Motta, Lia; Maggie, YvonneNeste trabalho é proposta uma análise crítica da ação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – na aplicação do instrumento do tombamento para preservação do patrimônio cujo valor atribuído é o etnográfico, considerando as especificidades desse tipo de bem cultural frente aos instrumentos jurídicos do tombamento e do registro. Retornando às primeiras décadas do século XX, busco compreender a constituição da categoria de patrimônio etnográfico nas políticas públicas preservacionistas federais, abordando o debate travado entre Mario de Andrade e Heloísa Alberto Torres. Em seguida, apresento a conformação dessa categoria ao texto legal do Decreto-Lei 25/37, assim como a configuração do patrimônio etnográfico do Iphan nesses 70 anos. A partir da análise de alguns processos de tombamento, dedico-me ainda à analise da interface entre este tipo de acautelamento e o registro de patrimônio imaterial, debruçando-me sobre algumas questões presentes no cotidiano daqueles que lidam com bens etnográficos patrimonializados no universo jurídico-estatal do Iphan, tais como a atribuição de valor, a autenticidade e a gestão patrimonial.Item Bens tombados, novos contextos sociais e a qualificação dos entornos : um estudo de Santo Amaro das Brotas em Sergipe(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2018) Vilela, Nathália Assis Pereira; Motta, Lia; Motta, Lia (orient.); Duarte, Cristóvão Fernandes; Brandão, Joseane Paiva Macedo; Sousa, Antônio Miguel Lopes deEsta dissertação discute a abrangência multidisciplinar atribuída ao entorno dos bens tombados pelas discussões patrimoniais atuais, e fundamenta-se na noção de referência cultural indicada pela Constituição Federal de 1988. Considerando que na prática institucional os métodos de delimitação e gestão das áreas de entorno dos bens tombados pelo IPHAN em poucos casos acompanharam a evolução conceitual defendida pelos discursos internacionais e do instituto nacional – o que é verificado pela predominância da abordagem tradicional de entorno centrada no critério da visibilidade –, buscou-se refletir a respeito de uma abordagem que acompanhasse a atualização do tema. Desta forma, tendo a cidade de Santo Amaro das Brotas, em Sergipe, como exemplo e sítio da pesquisa de campo, colocou-se em questão como os bens religiosos tombados individualmente em um contexto anterior, a partir de determinados valores e objetivos de construção de identidades, em seus novos contextos sociais podem contribuir para a preservação das relações estabelecidas entre eles, suas áreas de entorno e o uso social do conjunto que formam. E em que medida, a partir de um estudo de entorno que considere os aspectos sociais, culturais e ambientais, esses bens religiosos podem contribuir para a qualificação dos sítios a eles relacionados e para a construção de uma identidade urbana. Constata-se, com base nessa experiência, que esses bens, em seus novos contextos sociais, se constituem como importantes referências identitárias a serem consideradas nos estudos de delimitação e qualificação dos entornos, segundo concepções atuais dessa figura jurídica do Decreto lei 25 de 1937.Item Casa-Grande da Cultura : (re)patrimonialização e revocacionamento do Paço Imperial no Rio de Janeiro (1980-1990)(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2021) Silva, Alessandra Schimite da; Chuva, Márcia Regina Romeiro; Saldanha, Claudia Werneck (supervisora); Chuva, Márcia Regina Romeiro (orient.); Nascimento, Flávia Brito do; Motta, Lia; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Saldanha, Claudia Werneck (supervisora)Este estudo propõe a análise dos processos de “repatrimonialização" e “revocacionamento” do edifício do Paço Imperial a partir da conjuntura dos anos 1980, com ênfase em suas aproximações e relações com as políticas públicas culturais federais elaboradas no período de abertura política e redemocratização. O objetivo é compreender a constituição deste espaço cultural identificando o ideário expresso em torno de seu projeto de “restauração” e institucionalização, bem como discutir as memórias, os sujeitos e as identidades mobilizadas para a construção de sua narrativa como patrimônio cultural e suas proposições de uso.Item Conflitos e tensões na fiscalização do patrimônio cultural edificado pelo Iphan em Ouro Preto e GACIM na Ilha de Moçambique : uma análise comparativa(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2019) Zunguene, Cláudio Diamantino; Guedes, Maria Tarcila Ferreira; Brandão, Joseane Paiva Macedo; Souza, André Henrique Macieira de (supervisor); Guedes, Maria Tarcila Ferreira (orient.); Brandão, Joseane Paiva Macedo (coorient.); Motta, Lia; Tamaso, Izabela Maria; Gonçalves, Cristiane SouzaNesta dissertação procuramos estudar a fiscalização com a finalidade de perceber os conflitos e tensões que envolvem os moradores e as entidades preservacionistas de Ouro Preto, MG e da Ilha de Moçambique, MZ o IPHAN e GACIM, respectivamente. Por meio de uma análise comparativa, com base na metodologia da história oral, foram feitas entrevistas com moradores e técnicos das duas instituições públicas na qualidade de agentes ativos na preservação do patrimônio e o estudo documental. A pesquisa objetivou entender, comparar e discutir o tipo de narrativas produzidas nestas duas cidades face aos conflitos e tensões resultantes das ações de fiscalização do patrimônio edificado, entendendo que, na articulação entre discursos e intervenções urbanas, é possível concluir também que as narrativas produzidas não são meras percepções imaginárias, porque elas também fazem a cidade. A pesquisa concluiu que há uma necessidade urgente de melhorar os procedimentos administrativos, a comunicação com os moradores das duas cidades, para que por meio da fiscalização se reforce a coesão, o compromisso na proteção do patrimônio por todos os detentores das referências culturais do lugar.Item Conservação arqueológica : reflexões e possibilidades(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2018) Chiossi, Bruno Perea; Domingues, Evandro; Domingues, Evandro (orient.); Motta, Lia; Pagani, Carlo; Leal, Ana Paula da RosaA presente pesquisa propõe a observação e a discussão das diferentes atividades relacionadas ao campo da conservação de bens arqueológicos móveis, nas diversas etapas que envolvem as pesquisas arqueológicas decorrente da implantação de empreendimentos que passam pelo licenciamento ambiental em nível nacional, privilegiando processos orientados pela Portaria SPHAN n° 07, de 1988, e Portaria IPHAN n° 230, de 2002. Com esta intenção, partimos da documentação disponível no Centro Nacional de Arqueologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para o desenvolvimento de dois bancos de dados. No primeiro, foram analisados 58 processos administrativos, buscando as atividades de conservação apresentadas nas etapas em campo, totalizando a análise de 18% do universo amostral levantado. No segundo, em relação às atividades de conservação efetuadas nas instituições de guarda e pesquisa, foram apreciadas 49 das instituições listadas no Cadastro Nacional de Instituições de Guarda e Pesquisa. Ao final apresentamos um caso chave triado a partir do cruzamento dos bancos de dados e relacionamos este com o panorama encontrado no levantamento qualitativo e quantitativo dos processos e instituições de guarda as quais estes materiais foram destinados.Item Diálogos entre preservação e urbanismo : o tombamento e a gestão do conjunto histórico e paisagístico de Antonina-PR(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014) Santos, Lilian Louise Fabre; Nakamuta, Adriana Sanajotti; Soares, Moisés Stival; Nakamuta, Adriana Sanajotti (orient.); Motta, Lia; Gonçalves, Cristiane SouzaA presente pesquisa surgiu a partir de uma demanda real de trabalho na Superintendência do IPHAN no Paraná, relacionada à gestão de preservação do Conjunto Histórico e Paisagístico de Antonina, tombado em 2012 pelo órgão. Diferentemente da maioria das cidades históricas consagradas pelo tombamento federal, Antonina apresenta um conjunto arquitetônico heterogêneo, descaracterizado e em péssimo estado de conservação, de modo que a iniciativa do IPHAN de proteger essa cidade até o momento ignorada pela historiografia brasileira demonstrou uma mudança substancial na atribuição de valor cultural para patrimonialização das cidades históricas. Para propor qualquer ação preservacionista, neste contexto infrequente, mostrou-se necessário primeiramente compreender as motivações que levaram o IPHAN a tombar Antonina, quais foram os valores atribuídos ao conjunto e quais as intenções do órgão com esta ação. Após a assimilação dos objetivos atuais do IPHAN e da complexidade de se gerir uma cidade de acordo com os preceitos contemporâneos de preservação do patrimônio cultural, descreveremos o processo de elaboração da Normativa de Antonina, instrumento base para a gestão do conjunto, apontando alguns questionamentos que surgiram no processo e problematizando sua eficácia no contexto proposto. Assinalando por fim, e necessidade de se estabelecer uma relação de comprometimento entre os três principais agentes envolvidos: IPHAN, Prefeitura de Antonina e sociedade civil, com intuito de construir políticas públicas de preservação do Conjunto Histórico e Paisagístico de Antonina que promovam o desenvolvimento qualitativo da cidade.Item Entorno de bens tombados(Iphan, 2010) Motta, Lia; Thompson, AnaluciaEste livro é o resultado de pesquisa realizada nos acervos arquivísticos e bibliográficos do Iphan, no Rio de Janeiro, e da reunião de informações sobre o tema entorno de bens tombados. Um panorama da história e evolução conceitual do tema, desde as referências internacionais até a experiência brasileira, destacando o trabalho do Iphan a partir da aplicação das noções de visibilidade e vizinhança – definidas no Decreto-Lei nº 25 de 1937 – e, posteriormente, do conceito de entorno, que abrange a ambiência e a historicidade dos contextos que envolvem os bens tombados. Reprodução de documentos importantes, resultados de seminários e portarias que regulamentam procedimentos administrativos, incluindo entorno, e a proposta da criação do Livro de Entorno.Item Entre os morros e a lagoa : laguna cidade documento(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2016) Jaramillo, Maria Matilde Villegas; Motta, Lia; Stello, Vladimir Fernando; Cittadin, Ana Paula (supervisora); Motta, Lia (orient.); Stello, Vladimir Fernando (coorient.); Chuva, Márcia Regina R.; Pessoa, JoséO presente trabalho tem como objetivo desenvolver uma reflexão sobre o Centro Histórico de Laguna/SC, a partir do conceito cidade-documento, considerando suas características históricas, arquitetônicas e urbanas, assim como as transformações ocorridas a partir de 1985, ano do seu Tombamento pelo IPHAN. De comprovada importância histórica e cultural, Laguna é uma das primeiras cidades fundadas no atual Estado de Santa Catarina e palco de acontecimentos que marcaram a história do sul do país. Seu Centro Histórico possui um conjunto urbano e arquitetônico com características próprias implantado em uma área protegida por um sistema natural formado pelo complexo de morros e a Lagoa de Santo Antônio. Essas características somadas a sua história de conquista do território sul brasileiro, fizeram com que fosse tombada como Patrimônio Nacional, quando lhe foi atribuído o valor de cidade–documento, valorizando as diferentes características tipológicas e morfológicas, manifestações que marcaram a sua trajetória de ocupação e sua paisagem natural. Partindo da formação e desenvolvimento de Laguna, onde são evidenciadas as diferentes formas de apropriação de seus espaços que refletiram na configuração urbana atual e da análise dos valores atribuídos a este Centro Histórico, faz-se uma reflexão sobre o conceito de cidade–documento, assim como também uma análise do processo oficial de proteção do patrimônio cultural na cidade, partindo do primeiro tombamento, no ano de 1954 (IPHAN) da antiga Casa de Câmara e Cadeia até o tombamento do Centro Histórico. Suas causas e efeitos, seus atores e responsáveis. A partir destes elementos se fez uma análise das transformações e permanências, utilizando os estudos de morfologia e tipologia urbana para identificar os processos que definem o lugar. Foram analisadas as intervenções ocorridas entre 1985 e 2015 a fim de entender se a Instituição aplicou o conceito de cidade-documento, valor atribuído no tombamento, na preservação do Centro Histórico de Laguna. Comprovou-se que, apesar de estar ocorrendo uma grande discussão a respeito deste conceito, o mesmo não vem sendo utilizado em sua totalidade. Entendendo que este patrimônio deve ser tratado como um todo, formado por um conjunto heterogêneo e dinâmico, é importante pensar em uma base teórico-conceitual que possibilite solucionar a questão da implantação de novas construções em áreas consolidadas, tentando resolver o conflito entre modernidade e continuidade, recuperando e melhorando os centros históricos e sua relação com a sociedade, tendo uma postura crítica diante das transformações geradas pelo mundo moderno. Isto envolveria não apenas aspectos formais, mas os usos dos sítios e seus imóveis, além do estabelecimento de procedimentos de interação e de decisão mais participativas com a comunidade.Item Estudos de percepção espacial no entorno do sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo com vistas à valorização do monumento(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Silva, Fabrício Rocha da; Motta, Lia; Sotratti, Marcelo; Ballester, Candice dos Santos (supervisora); Motta, Lia (orient.); Ballester, Candice dos Santos (supervisora); Arnaut, Jurema Kopke Eis; Tabacow, JoséEste trabalho apresenta uma metodologia de análise espacial, onde, os valores de memória e identidade somam-se a um detalhado sistema de compreensão da morfologia urbana da área de entorno do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, fornecendo informações substanciais para o disciplinamento das áreas circundantes ao monumento. Os critérios de análise relacionam aspectos objetivos e subjetivos e tem como principal interesse a qualificação do entorno do sítio e a consequente valorização do monumento. O procedimento visa identificar e reforçar os traços caracterizadores da paisagem de São Miguel das Missões, representada principalmente pela interação das ruínas na paisagem.Item Fábricas de tecidos no sertão maranhense : patrimônio industrial não consagrado(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2021) Magalhães, Danielle Nogueira; Teixeira, Luciano dos Santos; Alves, Marise Ferreira (supervisora); Teixeira, Luciano dos Santos (orient.); Motta, Lia; Pinheiro, Maria Lúcia BressanEsta pesquisa se dedica ao estudo do patrimônio industrial, especificamente, de uma parcela do legado da Indústria Têxtil no Maranhão, as primeiras fábricas de tecidos implantadas no interior maranhense, nas cidades de Caxias e Codó. O objetivo geral é discutir valores culturais relacionados aos remanescentes dessa indústria, que se desenvolveu no séc. XIX e XX, de modo a demonstrar seu significado cultural e contribuir para sua preservação. Para tanto, são apresentados conceitos relevantes acerca do tema, os estudos iniciais sobre o Patrimônio Industrial e de que forma se desenvolveu o reconhecimento dos seus valores culturais no Brasil, através da atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em seguida, faz-se uma breve contextualização histórica, posicionando internacional e nacionalmente o desenvolvimento da indústria de produção de tecidos; e apresenta-se de maneira geral o parque industrial têxtil implantado no Estado do Maranhão, tratando mais profundamente dos remanescentes de três complexos industriais de tecidos cujas edificações ainda permanecem erguidas no interior do Estado: (i) Companhia Industrial Caxiense; (ii) Companhia União Caxiense; (iii) Companhia Manufatureira e Agrícola do Maranhão (CMAM). Por fim, discute-se parte dos valores culturais identificados por meio de uma metodologia que envolve registro e análise da memória oral, pesquisa histórica, levantamento e análise de dados sobre técnica e tecnologia, sobre a arquitetura fabril e sua relação com o espaço urbano, compondo uma paisagem industrial. A discussão desses valores tem por propósito firmar as bases de argumentação para a necessidade de preservar e conservar os antigos complexos industriais de tecidos maranhenses, documentos relevantes do ramo mais importante da Indústria Nacional Brasileira naquele período, a Indústria Têxtil.Item Fiscalização ao patrimônio cultural edificado : uma contribuição para a avaliação da eficácia da Portaria do Iphan nº 187/2010 a partir de sua aplicação em Manuaus-AM(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2020) Benzecry, Rafael Frank; Motta, Lia; Pedrosa, Ana Carla Cruz; Motta, Lia (orient.); Rabello, Sonia; Dantas, Fabiana Santos; Sousa, Antonio Miguel Lopes de; Pedrosa, Ana Carla Cruz (supervisora)A fiscalização federal ao patrimônio cultural edificado de Manaus-AM é a temática tratada na presente dissertação. Limitando-se ao quadriênio de 2015 a 2018, objetivou-se analisar a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para contribuir com a análise da eficácia da Portaria nº 187/2010, que trata sobre os procedimentos e as sanções administrativas aplicados pela instituição e previstos no Decreto-lei nº 25/1937. Ao todo, foram estudados 56 processos administrativos, que demonstraram diversos desafios de ordem conceitual e operacional que impactam no exercício do poder de polícia administrativa da entidade, e, por consequência, na proteção do patrimônio cultural. Há mais de 80 anos, o Iphan possui instrumentos coercitivos disponíveis para salvaguardar bens culturais no Brasil, mas se demorou quase sete décadas para se regulamentar tal poder-dever. Após uma década de vigência, a referida portaria torna-se o objeto principal do presente trabalho como forma de auxiliar no seu aperfeiçoamento, bem como no desejo de contribuir com a busca de melhores resultados e entendimentos a nível nacional. Longe de ser uma pesquisa meramente quantitativa, buscou-se, por meio de um estudo indutivo, focado em determinada localidade e período de tempo, levantar questões que poderão ser amadurecidas pelas instâncias decisórias do Iphan e, caso levadas em consideração, espera-se que possam impactar positivamente nos resultados almejados pelo órgão em todas as suas unidades que assumem o mister de vigiar o rico e diverso acervo cultural brasileiro.Item Há “pedras” no meu curral : a paisagem dos monólitos de Quixadá-CE(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2017) Silva, Cláudio Antônio Vieira da; Casco, Ana Carmen Amorim Jara; Ferreira, Murilo Cunha (supervisor); Casco, Ana Carmen Amorim Jara (orient.); Motta, Lia; Santos, Cristiano Aprígio dos; Ferreira, Murilo Cunha (supervisor)Alçada a categoria de Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2004, a paisagem natural dos Monólitos de Quixadá teve seu valor cultural estabelecido, para fins de Tombamento, em função de sua excepcionalidade e feições notáveis, que lhes atribuíram significado cultural, consoante estabelecido em legislação federal. Ressalta-se que outros elementos e atributos intrínsecos ao Bem não foram considerados no ato do Tombamento naquele momento, a exemplo do caráter imaterial, da natureza do Bem em si e na consulta e opinião da sociedade civil local. Assim, o objetivo deste trabalho busca entender o processo de patrimonialização dos monólitos de Quixadá, juntamente com os desdobramentos ocasionados a partir do Tombamento daquele Bem Natural. Nesse contexto, a escolha pelo referencial teórico que abarcasse as particularidades do objeto de estudo e desse subsídio para alcançar os objetivos propostos teve impulso com a proposta de rerratificação da poligonal de tombamento. A articulação entre os conceitos de Paisagem e do Território, a partir do campo da geografia, foi de suma importância para compreender o objeto de estudo, viabilizando o entendimento em certas escolhas feitas pela Instituição durante o processo de patrimonialização que refletiu numa série de proposições e consequências socioculturais e políticas sobre os Monólitos. Para tanto, foram realizadas atividades de campo, observação livre e consultados, no tocante a trajetória conceitual, documentos sobre a salvaguarda e instrumentos de valoração dos bens naturais produzidos pelo IPHAN e a UNESCO; e a utilização de softwares de geoprocessamento para o mapeamento e georreferenciamento dos monólitos de Quixadá. O presente trabalho foi dividido em quatro capítulos: o I tem um caráter empírico e traz o objeto de estudo propriamente dito; o II tem um caráter teórico e orientador na construção do debate; o III contextualiza o tratamento dado ao patrimônio natural; e o IV traz a proposta de rerratificação do tombamento a partir de um zoneamento. Diante da complexidade em torno dos Monólitos de Quixadá percebeu-se que é fundamental aprofundar o entendimento dos valores atribuídos e faz-se necessário considerar a comunidade local em uma eventual rerratificação da poligonal, devendo incorporar novos olhares e ampliar os entendimentos em face da diversidade cultural que permeia os Monólitos de Quixadá.
