As dinâmicas das duas metades : tombamento e patrimônio etnográfico no Iphan

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Data

2013

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Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Resumo

Neste trabalho é proposta uma análise crítica da ação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan – na aplicação do instrumento do tombamento para preservação do patrimônio cujo valor atribuído é o etnográfico, considerando as especificidades desse tipo de bem cultural frente aos instrumentos jurídicos do tombamento e do registro. Retornando às primeiras décadas do século XX, busco compreender a constituição da categoria de patrimônio etnográfico nas políticas públicas preservacionistas federais, abordando o debate travado entre Mario de Andrade e Heloísa Alberto Torres. Em seguida, apresento a conformação dessa categoria ao texto legal do Decreto-Lei 25/37, assim como a configuração do patrimônio etnográfico do Iphan nesses 70 anos. A partir da análise de alguns processos de tombamento, dedico-me ainda à analise da interface entre este tipo de acautelamento e o registro de patrimônio imaterial, debruçando-me sobre algumas questões presentes no cotidiano daqueles que lidam com bens etnográficos patrimonializados no universo jurídico-estatal do Iphan, tais como a atribuição de valor, a autenticidade e a gestão patrimonial.

Descrição

155 f. SUMÁRIO AGRADECIMENTOS 6 RESUMO 7 ÍNDICE DE FOTOGRAFIAS 9 ÍNDICE DE TABELAS 10 ÍNDICE DE GRÁFICOS 11 INTRODUÇÃO 14 CAPÍTULO 1: Entre etnógrafos e antropólogos: o etnográfico na década de 1930 24 1.1 Etnógrafos e a Sociedade de Etnografia e Folclore 24 1.2 Antropólogos no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista 29 1.3 O Etnográfico no anteprojeto de Mário de Andrade: disputa por classificações e formação de um campo de poder 32 CAPÍTULO 2: O Patrimônio Etnográfico do IPHAN no Contexto do Decreto-lei 25/37 43 2.1 O Decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937 44 2.2 Mapeando o patrimônio etnográfico do Iphan 48 2.2.1 O Livro do Tombo Arqueológico Etnográfico e Paisagístico dentre os bens tombados 50 2.2.2 O Patrimônio Etnográfico do Iphan (1938-2010) 53 2.2.3 Quem é etnográfico no Iphan I 60 2.2.4 Quem é etnográfico no IPHAN II 64 CAPÍTULO 3: Patrimônios vivos - algumas questões colocadas ao Decreto-lei 25/37 pelo patrimônio etnográfico 89 3.1 Luzitânia: o uso gera autenticidade? 91 3.2 Patrimônios vivos e a flexibilização dos efeitos do tombamento: Casa Branca 99 CAPÍTULO 4: Imaterialidades materializadas - interface entre o tombamento etnográfico e o registro de lugar 110 4.1 Um breve histórico 110 13 4.2 O registro no patrimônio imaterial 114 4.3 O registro de Lugar 115 4.4 Entre registro e tombamento 118 4.5 Patrimônios simbióticos e o tombamento 123 CONCLUSÃO 131 BIBLIOGRAFIA 136 Atas 136 Legislação 136 Documentos Internacionais 136 Fotografias 137 a) Localizadas no texto 137 b) Localizadas no Anexo - Patrimônio Etnográfico em Imagens 138 Processos 140 Referência Bibliográfica 142 ANEXO I – Patrimônio Etnográfico em Imagens

Palavras-chave

Patrimônio etnográfico, Tombamento, Registro, Decreto-lei 25/37, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Brasil), Ethnographic heritage, Listing, Registry, Law decree 25/37, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Brasil)

Citação

PAIVA, Ana Cristina de Souza Gonçalves. As dinâmicas das duas metades: tombamento e patrimônio etnográfico no Iphan. 2013. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2013.