Urbs Adamantina : da gestão à preservação
Carregando...
Data
2018
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Resumo
Após oito décadas de início da política federal de preservação do patrimônio, com a criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN, atual IPHAN), em 1937, num âmbito no qual a necessidade de se difundir e valorizar as ideias de nação e de identidade nacional se concretizou através do resgate e proteção das “vilas coloniais”, avista-se hoje um rol de cidades com áreas de interesse cultural mais ou menos diversificadas, pressionadas pela forte tendência de transformação tipológica dos seus acervos arquitetônicos, associada a diversas questões socioeconômicas e dinâmicas urbanas. É essa a realidade contemporânea de Diamantina, cidade do Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais. Nas duas últimas décadas do século XX, a criação de várias instituições de ensino, como a UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri), e o incremento do turismo local trouxeram novo dinamismo à cidade, tombada pelo SPHAN ainda em 1938. Em 1999, com a candidatura e inclusão da cidade na Lista do Patrimônio Mundial, Diamantina sinalizava para uma preocupação com a gestão de sua área urbana patrimonializada, cenário no qual foram desenvolvidos o Plano Diretor municipal e outras leis visando a sua devida salvaguarda. Todavia, a gestão contemporânea do patrimônio de Diamantina encontra, ainda, desafios e impasses para a eficaz preservação de seu núcleo acautelado. Esta pesquisa propõe, assim, uma via interpretativa sobre os processos de valorização e gestão da área tombada. Destarte, a dissertação partiu de um exame sobre as leituras acerca da formação do tecido urbano “histórico” da cidade, perpassando pela análise sobre como a gestão do IPHAN, e sua interação com outras esferas públicas, propiciou (ou não) a preservação desse conjunto urbano, discutindo, assim, os instrumentos e modos de gestão empreendidos no território acautelado e sua interface com a sociedade civil de Diamantina.
Descrição
380 f.
Palavras-chave
Diamantina (MG), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Brasil), Gestão, Preservação, Conjunto urbano, Centro Histórico, Diamantina (MG), Patrimônio cultural
Citação
BARROS FILHO, Edilson Borges de. Urbs adamantina: da gestão à preservação. 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2018.
