Patrimônio Mundial
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Item Paisagens cariocas: trajetória de uma candidatura Rio de Janeiro 2024(2024) Zambelli, Andre Luiz Meuser; LEAL, Claudia Feierabend Baeta; LEAL, Claudia Feierabend Baeta (presidente); Borde, Andréa de Lacerda Pessôa; Telles, Mario F. de PragmácioEste trabalho tem por objetivo contribuir para a reflexão e discussão sobre a categoria paisagem cultural adotada pela Unesco tomando como ponto de partida a inscrição das Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar na Lista do Patrimônio Mundial em 2012. Considerando que essa inscrição introduziu novos desafios para a gestão de uma grande metrópole urbana, a análise metodológica da pesquisa procurou contextualizar a evolução da proteção do patrimônio cultural no Brasil e no Rio de Janeiro, destacando a institucionalização dos órgãos responsáveis pela execução das políticas de proteção do patrimônio cultural e a evolução da atual legislação voltada para a proteção dos nossos bens culturais. A busca pela modernização da cidade e a urbanização praticada ao longo do tempo, culminaram em significativas transformações no território que permitiram uma forma peculiar de apropriação dos espaços públicos e conformaram a paisagem que foi patrimonializada pelo órgão internacional de Patrimônio Cultural. Esse processo também é analisado e discutido na perspectiva do modo como a questão da paisagem entrou na pauta das discussões dos especialistas em patrimônio, passando pelas duas candidaturas apresentadas em 2002 e 2011. A pesquisa, portanto, visa a demonstrar que a inscrição das Paisagens Cariocas como Patrimônio Mundial não deveria constituir um fim, mas o começo de um trabalho colaborativo entre a municipalidade e a sociedade, por meio da implementação de políticas públicas eficazes que integrem os compromissos públicos assumidos com vistas à sua conservação e o bem-estar de quem habita essa paisagem no presente e no legado que podemos deixar para as gerações futuras.Item Patrimônio cultural e equilíbrio social: a inserção socioespacial do bairro Rio Grande nas áreas patrimoniais de Diamantina(2024) França, Débora Maria Ramos do Nascimento; Sotratti, Marcelo Antônio; Supervisor e engenheiro Carlos Emanuel Lopes Ferreira; Sotratti, Marcelo Antônio; Motta, Lia; Nascimento, Flavia Brito do; Ferreira, Carlos Emanuel LopesDiamantina teve seu conjunto arquitetônico e urbanístico inscrito no Livro do Tombo de Belas Artes pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938 e foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1999. Posteriormente, em 2010, a Serra dos Cristais, que integra o município, foi tombada pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (CONEP). A Serra dos Cristais, com sua beleza singular, desempenha papel crucial na moldura do centro histórico, fazendo com que o conjunto urbano arquitetônico de Diamantina esteja perfeitamente integrado à paisagem severa e grandiosa, criando um contexto único para o município. Todavia, apesar de ter sido mencionada na justificativa de tombamento de Diamantina pela UNESCO, a Serra dos Cristais não foi incluída no perímetro inscrito, nem no tombamento do IPHAN. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), que não possui escritório técnico local, enfrenta limitações em suas ações, e o tombamento não conseguiu conter a ocupação irregular. Recentemente, uma Unidade de Conservação foi estabelecida em parte da Serra dos Cristais, porém sem abordar a área ocupada, não atacando o problema de forma eficaz. A gestão da área, que deveria ser compartilhada, está predominantemente sob a responsabilidade da prefeitura do município, que, apesar de inúmeras revisões jurídicas, enfrenta limitações práticas. Até o momento, não foram desenvolvidos projetos habitacionais para a população que ocupa a Serra dos Cristais, nem concebidos projetos urbanísticos que incluam adequadamente a comunidade do bairro Rio Grande nas discussões. Enquanto isso, a UNESCO segue critérios internacionalmente estabelecidos, muitas vezes baseados em valores e referências europeias, sem pleno reconhecimento da diversidade dos países em desenvolvimento. Este trabalho destaca como a vulnerabilidade socioespacial do bairro Rio Grande contrasta com as ações de preservação da Serra dos Cristais e do centro histórico de Diamantina, evidenciando a necessidade urgente de uma gestão integrada que promova a inclusão social em áreas de importância ambiental e cultural para o município.Item Ir e vir em Brasília: a gestão da malha viária e a preservação do patrimônio mundial(2024) Corrêa, Laura Girade; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Perpétuo, Thiago Pereira; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Perpétuo, Thiago Pereira; Brandão, Joseane Paiva Macedo; Reis, Carlos MadsonEsta dissertação tem como objetivo geral estudar, a partir da análise do objeto, os ajustes e alterações sugeridos ou já efetuados na malha viária projetada por Lucio Costa em conjunto com as políticas de preservação do tombamento dentro do IPHAN, mais precisamente na Superintendência do Distrito Federal aliadas à gestão de competência do Governo do Distrito Federal. A análise foi realizada com foco na gestão do sítio tombado do ponto de vista da preservação em atendimento às regras do tombamento, de sistema viário, de gestão, como também junto aos processos e projetos que fazem parte desse tema. A metodologia de pesquisa baseou-se na análise do processo de tombamento de Brasília, bem como da legislação de proteção e preservação do sítio definido como Patrimônio Mundial. O estudo foi efetuado com levantamento de documentação, projetos, processos e propostas que tratam da alteração ou ajustes na malha viária que transitam entre os órgãos de coordenação, gestão, fiscalização e obras no Distrito Federal e no IPHAN. Os estudos foram baseados no histórico da concepção do projeto do Plano Piloto, os conceitos sobre sistema viário, planejamento urbano, direito urbanístico e políticas socioeconômicas que tratam sobre esses processos. As perguntas sobre o tema foram efetuadas para identificar os impactos e as dificuldades com o intuito de analisar os pedidos que tratam da gestão da cidade. Buscou-se, enfim, elaborar estudos, soluções ou ajustes da malha viária considerando a atual realidade em contrapartida com os anos que passaram e os que seguem à frente, com destaque à importância de se manter o regramento estabelecido pela legislação federal e distrital que trata os pontos principais, preservando o partido e projeto urbanístico sem prejudicar o tombamento.Item Museus e a comunicação do patrimônio cultural: a experiência do Museu de Sítio Histórico de Congonhas(Iphan, 2020) REIS, Sérgio Rodrigo; THOMPSON, Analucia; SILVA, Antônio Odaque da (Supervisor das práticas supervisionadas); THOMPSON, Analucia (Presidente) - Mestrado Profissional do Iphan; CHAGAS, Mário de Souza - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio); SILVA, Antônio Odaque da - Museu de Congonhas; CASCO, Ana Carmen Amorim Jara - Mestrado Profissional do IphanAs potencialidades da instalação de um museu para a interpretação, valorização e a comunicação de um patrimônio da humanidade presente na cidade histórica de Congonhas, em Minas Gerais, são temas da dissertação. Especificamente, pretende-se avaliar a instalação de museus de sítio a partir das teorias do campo do patrimônio cultural e da museologia acerca da comunicação (interpretação e valorização) de um bem cultural protegido; identificar as condições socioeconômicas e culturais específicas do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos e da comunidade de seu entorno e, ainda, ponderar as possíveis contribuições da instalação desse museu para o bem cultural protegido. São reflexões que abrem perspectivas para se pensar nos desafios de gestão do patrimônio cultural brasileiro diante das questões da contemporaneidade.Item Os olhares sobre o bairro histórico de Paraty/RJ: análise de intervenções na arquitetura civil e no espaço público(Iphan, 2015) PRIESTER, Mariana Freitas; THOMPSON, Analucia; BAZZANELLA, André (Supervisores das práticas profissionais na unidade); THOMPSON, Analucia (orientadora); BAZZANELLA, André (supervisor e coorientador) – ET Costa Verde/IPHAN; SANTOS, Helena Mendes dos - (Mestrado/IPHAN); GUIMARAENS, Maria da Conceição Alves de – FAU/UFRJAspectos das intervenções realizadas no Conjunto arquitetônico tombado de Paraty foram avaliados nesta pesquisa. O objeto de estudo desta dissertação diz respeito às intervenções e às apropriações no Conjunto arquitetônico, a partir dos anos iniciais de atuação do IPHAN no sítio, quando da elevação da cidade a Monumento do Estado, em 1945. Buscamos perceber em que medida essas intervenções ajudam a entender a relação dos usuários com o patrimônio gerido pelo IPHAN. O período de vivência e trabalhos no Escritório Técnico da Costa Verde permitiu acompanhar de perto as problemáticas e demandas inerentes àquele sítio. A partir do entendimento das categorias de autenticidade, identidade e tradição, são analisadas as intervenções autorizadas ou recomendadas pelo IPHAN e as apropriações, por meio dos valores atribuídos ao patrimônio por seus usuários. As normas de proteção utilizadas pelo IPHAN estão, em muitos casos, baseadas na interpretação da categoria de autenticidade. As mudanças socioeconômicas ocorridas no Conjunto arquitetônico, originadas pelo incremento da atividade turística, que se tornou a principal atividade econômica que sustenta o município, refletem-se na percepção dos usuários sobre sua identidade. Notamos que o termo tradição é explorado por uma parcela de paratienses e que as categorias identidade e tradição associam-se a visões sobre as intervenções preservacionistas na cidade, pois o significado de patrimônio relaciona-se com a representação simbólica da memória. Acreditamos ser necessário o retorno ao diálogo entre o pessoal, o coletivo e o institucional para que se descubram novos olhares para a proteção do Conjunto arquitetônico, com o intuito de estabelecer uma revisão de normativas, de forma a assumir uma conduta de preservação coerente que faça sentido para a realidade local.Item Entre blocos, o céu e a terra: história dos parâmetros de ocupação do solo de Brasília(iPHAN, 2023) PORTILHO, Cristiano Wilson Pimenta; CHUVA, Márcia Regina Romeiro; GOULART, Maurício Guimarães (Supervisor das práticas profissionais na unidade); CHUVA, Márcia Regina Romeiro (MESTRADO/IPHAN); MOTTA, Lia (MESTRADO/IPHAN); REIS, Carlos Madson (Seduh/GDF); GOULART, Maurício Guimarães (IPHAN/DF)Este trabalho aborda a trajetória do desenvolvimento da legislação urbanística de Brasília desde a sua inauguração, enquanto dispositivo importante ao processo de sua proteção na qualidade de bem patrimonial cultural. A pesquisa investiga o contexto da implantação da cidade e das tomadas de decisão institucionais de gestão e planejamento urbano que determinaram sobre o processo de territorialização, as priorizações na ocupação do sítio e a tradução das intenções do projeto do Plano Piloto de Lucio Costa nas formas urbana e arquitetônica ensejadas, que determinaram a lógica da setorização e da legislação urbanística enquanto norteadora dos limites físicos das edificações moldados por parâmetros de ocupação do solo. Em vista de constantes pressões externas ao poder público para modificar a legislação urbanística em busca de maior potencial construtivo e ganho de capital, o que pode inferir em desrespeito aos critérios de tombamento de Brasília, busquei compreender a dinâmica de criação e aperfeiçoamento dos tipos de instrumentos urbanísticos existentes com o fim de verificar as alterações mais significativas nos parâmetros de ocupação do solo e o seu impacto nos espaços livres que caracterizam a escala bucólica enquanto princípio estruturante do urbanismo modernista. Para tanto, determinei um recorte territorial associado à Macroárea de Proteção A, criada pela legislação de preservação do Iphan, e realizei uma análise comparativa entre a legislação urbanística original, a vigente e a proposta trazida pelo Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB).Item Cultura, lacunas e Diamantina: atualização do Inventário Nacional de Bens Móveis e Integrados em estudo de caso(Iphan, 2022) PAULINO, Joana Braga; CHUVA, Márcia Regina Romeiro; MATTA, Junno Marins da (supervisor) - Escritório Técnico do Iphan em Diamantina / MG; CHUVA, Márcia Regina Romeiro (Presidente) - Mestrado Profissional do Iphan; LANARI, Raul Amaro de Oliveira - Universidade Federal de Goiás (UFG); MATTA, Junno Marins da (supervisor) - Escritório Técnico do Iphan em Diamantina / MG; LEAL, Claudia Feierabend Baeta - Mestrado Profissional do IphanA presente pesquisa propõe evidenciar a atualização do Inventário Nacional de Bens Móveis e Integrados (INBMI), implantado na década de 90 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), enquanto ação efetiva de preservação do patrimônio cultural diante da problemática das lacunas nos acervos de bens móveis e integrados eclesiásticos do Brasil. A prática de conferência desses inventários em igrejas da cidade de Diamantina, Minas Gerais, mostrou a ocorrência de dispersão, deterioração e ausência/desaparecimento entre os objetos que compõem esses acervos de bens culturais materiais - situações as quais o presente estudo entende como lacuna. A partir dessa experiência, a pesquisa propõe um estudo de caso tendo as coleções de cinco igrejas de Diamantina como amostra. Nesse contexto, são apresentadas análises em torno da atribuição de valor a esses bens, da forma como as lacunas interrompem as vivências culturais referentes a essas coleções, do contexto de política do patrimônio que se enquadra essa categoria de objetos e das alterações percebidas nos bens, conforme comparação do inventário da década de 90 e as condições atuais de localização e estado de conservação dos mesmos. A discussão se faz importante quando observado que a atualização do INBMI foi uma oportunidade de detectar bens em situação de vulnerabilidade, seja por apresentarem danos materiais ou por não terem sido localizados em seus acervos de origem. A partir disso, tal conferência se mostrou como ação necessária à gestão e preservação dos bens móveis e integrados que compõem o patrimônio cultural brasileiro.Item O papel das normativas na preservação e ocupação do conjunto arquitetônico e paisagístico de São Luís – MA(Iphan, 2014) PACHECO, Ellis Monteiro dos Santos; SANTOS, Helena Mendes dos; PESTANA, Raphael Gama (Supervisores das práticas profissionais na unidade); SANTOS, Helena Mendes dos (orientadora); SORGINE, Juliana Ferreira Sorgine – (MESTRADO/IPHAN ); BRANCO, Sandra – FIOCRUZ/IPHANO presente trabalho - O papel das normativas na preservação e ocupação do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de São Luís – MA - se propõe a analisar elementos a serem considerados no momento da elaboração das novas diretrizes que nortearão as intervenções e sua análise técnica, a partir das características que constituem as arquiteturas responsáveis por elevar o centro antigo de São Luís à categoria de Conjunto Arquitetônico e Paisagístico, tombado no âmbito federal, levando em consideração a real possibilidade de combinação harmônica entre esses elementos e as proposições de inserção de unidades e materiais contemporâneos. Tem por objetivo contribuir para a proposição das diretrizes de proteção que congreguem os anseios de preservar as características que tornam essa cidade patrimônio cultural protegido nos âmbito federal e mundial, e possibilitar a apropriação contemporânea desses bens imóveis, garantindo a sua permanência no cenário urbano de São Luís e gerando, consequentemente, a dinamização dessa área da cidade.Item Parâmetros urbanísticos e a preservação do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico da Cidade de Goiás(iPHAN, 2014) OLIVEIRA, Karine Camila; SANTOS, Helena Mendes dos; ANGELO, Edinéa de Oliveira (Supervisores das práticas profissionais na unidade); SANTOS, Helena Mendes dos (orientadora); MOTTA, Lia (MESTRADO/Iphan ); GONÇALVES, Cristiane Souza – Universidade Cruzeiro do Sul/SPEste trabalho propõe uma reflexão sobre a interface entre os campos do planejamento e preservação urbana, através da análise de como os parâmetros urbanísticos contribuem para a preservação do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico da cidade de Goiás, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Observa-se a necessidade de se ampliar e integrar as discussões entre os campos do planejamento e preservação urbana, especialmente no que se refere à gestão dos bens culturais urbanos. Nesse sentido, no contexto das atividades institucionais de preservação realizadas pelo Escritório Técnico do Iphan em Goiás, primeiramente buscou-se identificar os valores atribuídos à cidade pelo tombamento federal e as normativas incidentes sobre o solo urbano de Goiás, buscando-se traçar um paralelo entre as intencionalidades do planejamento urbano e da preservação das estruturas arquitetônicas e urbanísticas de Goiás. Também foi possível avaliar a aplicação e as limitações dos parâmetros urbanísticos estabelecidos como dispositivos de gestão do patrimônio urbano e identificar os embates entre as normas de preservação e as demandas cotidianas de intervenções. Espera-se que o trabalho contribua para aprofundar as discussões sobre o planejamento urbano enquanto mecanismo legítimo de preservação do patrimônio cultural urbano, capaz de vincular a manutenção dos valores atribuídos e a qualidade de vida nas cidades.Item Sítios arqueológicos de registro rupestre: gestão compartilhada e as ações de preservação do Iphan no Parque Nacional Serra da Capivara e Entorno - Piauí, Brasil.(Iphan, 2012-12) LUZ, Carolina Francisca Marchiori da; GUIMARÃES, Lygia Maria; OLIVEIRA, Ana Stela de Negreiros (Supervisores das práticas profissionais na unidade); GUIMARÃES, Lygia Maria (Mestrado/Iphan); OLIVEIRA, Ana Stela de Negreiros - IPHAN; SANTOS, Renata – (Mestrado/Iphan); GOMES, Denise Maria Cavalcante Gomes – Museu Nacional/UFRJA questão que norteia esta dissertação teve como base o estudo das ações de preservação que foram financiadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no recorte temporal de 2001 – 2006, que considerou quatro projetos que contemplaram as iniciativas de proteção e de socialização nos sítios de registro rupestre, localizados dentro do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, e seu entorno. O presente trabalho examina ainda o modelo de gestão compartilhada, adotado pelo Instituto Chico Mendes da Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), em cooperação estrita com Iphan, no que cabe ao gerenciamento deliberativo do Parque e aos aspectos relativos à responsabilidade e à atuação de cada órgão, na preservação do acervo de registros rupestres nesta região. Discute como esses registros podem ser entendidos como documentos dos povos antigos, dentro do contexto do reconhecimento da história de ocupação do sudeste do Piauí, onde se encontra o arsenal de informação sobre o universo pré-histórico do Brasil.Item A presença do Iphan nas Missões: concepções e projetos de patrimônio(Iphan, 2019) HORDEJUK, Cristiano de Souza; CHUVA, Marcia Regina Romeiro; BELTRAMI, Ana (Supervisora das práticas supervisionadas); CHUVA, Marcia Regina Romeiro; POSSAMAI, Zita Rosane - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); LEAL, Claudia Feierabend Baeta (MESTRADO/ IPHAN)Esta dissertação faz uma análise das práticas de preservação institucionais do Iphan implementadas nos elementos culturais localizados na Região das Missões, no estado do Rio Grande do Sul, durante os seus 80 anos de atuação, buscando compreender os discursos de patrimônio que se evidenciam a partir das intenções (expressas em leis, planos e programas), das práticas e as (in)coerências entre ambos, considerando principalmente as ideias de Parque Histórico Nacional das Missões. São abordados os elementos patrimonializados institucionalmente (materiais e imateriais, tombados e registrados), como também os demais elementos passíveis de patrimonialização que compõem o mosaico cultural da região noroeste do estado do Rio Grande do Sul, que representam a diversidade de agentes formadores deste território conhecido como Região das Missões. Chama-se a atenção para a complexidade existente no pensamento e realização das políticas públicas de patrimônio, considerando que este é um campo de disputas onde as questões são diretamente vinculadas a emoções, afetos, interesses e preferências dos mais variados gostos e agentes, assim como por projetos heterogêneos e contraditórios.Item O território é Pequena África: desafios e perspectivas da gestão turística no sítio arqueológico do Cais do Valongo,(Iphan, 2022) DIAS, Aline Karina de Araújo; BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo (MESTRADO/IPHAN); AMARAL, Marília (Supervisora das práticas profissionais na unidade); SOTRATTI, Marcelo Antonio; BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo (MESTRADO/IPHAN); NOGUEIRA, Nilcemar (Museu do Samba)Esta dissertação propõe uma reflexão sobre os desafios e perspectivas do turismo na preservação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, localizado na região da Pequena África no Rio de Janeiro, que simboliza a memória sensível de cerca de 2 milhões de africanos que desembarcaram no maior porto escravista das Américas. O estudo dialoga como o Afroturismo pode ser uma ferramenta que permite a ressignificação dessa memória por meio do conceito de afrocentricidade. Além disso, aborda como o racismo institucional, através de políticas públicas e instrumentos jurídicos, vem atuando como um obstáculo para a preservação desse importante patrimônio. O Cais do Valongo representa um local de memória que denuncia os horrores da escravidão, e o turismo pode desempenhar um papel crucial na construção de narrativas que valorizem a cultura afro-brasileira e destaquem a resiliência daqueles que sofreram e sobreviveram a essa barbárie. A afrocentricidade é um conceito essencial que coloca a cultura afrodescendente no centro das discussões sobre a memória pública da escravidão, destacando sua importância na ressignificação desse patrimônio. O sítio arqueológico do Cais do Valongo tem recebido reconhecimento internacional como um local de memória da Diáspora Africana nas Américas, e sua importância tem sido destacada pela UNESCO. No entanto, o racismo institucional tem sido um obstáculo para a preservação desse patrimônio, criando desafios significativos que precisam ser enfrentados. Esta pesquisa utiliza uma abordagem multidisciplinar que envolve análise documental, pesquisas de campo, entrevistas com agentes chave, revisão bibliográfica e análise de políticas de turismo. O objetivo é fornecer uma compreensão abrangente da transformação do Cais do Valongo e seu impacto no turismo, na preservação da memória afro-brasileira e nas lutas contra o racismo institucional. A preservação do Cais do Valongo é fundamental para que as futuras gerações e o público global compreendam a extensão dos horrores infligidos às pessoas escravizadas e reconheçam a resiliência daqueles que sofreram e sobreviveram a essa barbárie. É uma oportunidade de promover a justiça social, a valorização da cultura afro-brasileira e o enfrentamento do racismo que persiste na sociedade.Item Dos processos de valoração do patrimônio moderno às práticas de conservação em Brasília: o caso do restauro do Palácio do Planalto(Iphan, 2014) MENDONÇA, Alba Nélida de; CASCO, Ana Carmen Amorim Jara; GIANNECCHINI, Ana Clara; PERPÉTUO, Thiago Pereira (Supervisores das práticas profissionais na unidade); CASCO, Ana Carmen Amorim Jara; PERPÉTUO, Thiago Pereira; NAKAMUTA, Adriana Sanajotti Nakamuta – (MESTRADO/IPHAN); PESSOA, José Simões de Belmont Pessôa – UFFEste trabalho pondera sobre o processo de preservação de exemplares da arquitetura, urbanismo e paisagismo modernos como patrimônio cultural e reflete sobre os métodos e as práticas de restauro que vêm sendo adotados pelo Iphan em Brasília. A pesquisa investiga a relação entre os valores atribuídos nos processos de tombamento e as práticas de conservação acordadas pelo Iphan, especialmente através do caso do restauro do Palácio do Planalto, realizado entre 2008 e 2010. Como discussão mais ampla, pretende-se ilustrar as dificuldades de conservação dos palácios de Brasília, especialmente através do estudo de caso, considerando que todas as obras são de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, todos os edifícios foram concebidos sob uma mesma orientação estética e construídos durante um período histórico comum, com técnicas e materiais próprios da arquitetura moderna. Trata-se, portanto, de um estudo analítico que irá refletir sobre os desafios de atuação do Iphan em relação à restauração de exemplares arquitetônicos modernos enquanto patrimônio recente.Item O dom de Roberto Burle Marx: colecionismo, perpetuação, consagração e magia(Iphan, 2023-12-14) BARCELLOS, Nathalie Rodrigues; THOMPSON, Analucia; STORINO, Claudia Maria Pinheiro (Supervisora das práticas profissionais na unidade); THOMPSON, Analucia; SALADINO, Alejandra (MESTRADO/IPHAN); ABREU, Regina Maria do Rego Monteiro de (UNIRIO); STORINO, Claudia Maria Pinheiro (IPHAN/RJ)Partimos, nesta dissertação, de uma compreensão ampliada do colecionismo de Roberto Burle Marx (1909 – 1994), entre os anos de 1949 e 1994, quando adquiriu o Sítio Santo Antônio da Bica, atual Unidade Especial Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx, até sua morte. O Sítio constituiu-se como o lugar “ideal” encontrado e modificado por Burle Marx para compor sua morada, abrigo de suas crescentes coleções e laboratório paisagístico. Dessa forma, compreendemos que a categoria museu casa é pertinente à interpretação da identidade institucional do Sítio Roberto Burle Marx. Foi possível verificar a afinidade entre os valores do modernismo brasileiro e o colecionismo de cultura material produzido pelo artista paisagista e suas coleções botânicas. Buscamos, assim, reconhecer a tendência modernista primitivista como linha interpretativa para o colecionismo do artista paisagista, especialmente para a diversidade de objetos que compõem a sua ação colecionadora de cultura material. O estudo e a análise da trajetória social de Roberto Burle Marx como colecionador foram relacionados à biografia cultural e à trajetória social de quatro exemplares referentes a essa coleção, identificada como primitivista.Item Mãos que preservam ruínas: artífices missioneiros e as práticas de preservação do patrimônio cultural em São Miguel das Missões/RS.(Iphan, 2022-07-06) ARAÚJO, Maria de Fátima Oliveira de; MICHELAN, Kátia Brasilino; SILVA, Adriana Almeida da (Supervisora das práticas supervisionadas ); MOTTA, Lia - Mestrado Iphan; BAUER, Letícia Brandt - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); SILVA, Adriana Almeida da - Escritório Técnico do Iphan em São Miguel das Missões/RS; MICHELAN, Kátia BrasilinoEsta pesquisa propõe reflexões acerca da importância da atuação dos artífices de manutenção para a conservação e a preservação do conjunto de sítios arqueológicos da experiência reducional missioneira de São Miguel Arcanjo, São Luiz Gonzaga, São João Batista e São Nicolau. Com saberes e experiências singulares no que diz respeito à conservação de ruínas jesuíticas missioneiras, esses profissionais atuam, desde a década de 1980, diretamente na conservação desse patrimônio e guardam memórias da atuação do Iphan na região. Em virtude da iminente aposentadoria desses profissionais, pretende-se contribuir para a construção de conhecimento acerca da atuação desses profissionais, suas histórias de vida, as relações construídas, os ofícios e os conhecimentos adquiridos no campo da conservação e a manutenção do patrimônio material, enfim, seu saber-fazer. Para tanto, foram conduzidas pesquisas de campo para o acompanhamento do cotidiano de trabalho dos artífices e entrevistas semiestruturadas a fim de documentar as experiências dos artífices.Item O Festival de Inverno de Ouro Preto e as práticas de preservação cultural na cidade(Iphan, 2017-08-31) ANDRADE, Lidiane Aparecida; SORGINE, Juliana Ferreira; SOUZA, André Henrique Macieira de (Spervisor das práticas profissionais na unidade); SORGINE, Juliana Ferreira; BRITTES, Juçara Gorski - Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo Brandão - (Mestrado Iphan)O Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana: Fórum das Artes, realizado pela Universidade Federal de Ouro Preto, com a parceria de diversas instituições, entre elas o IPHAN, se destaca como um dos mais importantes eventos culturais na cidade e também do Estado de Minas. Também se apresenta como uma referência dentre os festivais nacionais, além de se mostrar como um forte atrativo turístico. Criado durante a década de 1960 pela Universidade Federal de Minas Gerais e sediado na cidade de Ouro Preto até 1979, o evento foi reconfigurado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em 2004, assumindo novas diretrizes, dentre elas a preocupação com as questões relativas ao campo do patrimônio, além de se propor como uma ação efetiva de extensão universitária, visando à cidadania e tendo a cultura como um de seus pilares. O evento conta em sua estrutura com uma Curadoria de Patrimônio, estando esta, desde 2011, sob a responsabilidade da Casa do Patrimônio de Ouro Preto, celebrando, assim, uma parceria interinstitucional que visa a ampliação do diálogo com a comunidade. A partir disso, esta pesquisa objetiva refletir acerca das práticas de promoção do patrimônio cultural tanto nas ações do Festival como um todo, quanto especificamente nas atividades realizadas no âmbito da curadoria do IPHAN, de 2011 a 2015, a fim de investigar o seu papel no processo de preservação da cidade de Ouro Preto.Item 7 povos: retratos de um território = 7 pueblos: retratos de un territorio = 7 missions: portraits of a region(Iphan, 2019) Espasandin, Cláudia Ardións; Brito, MarceloEste livro catálogo integra o conteúdo da Exposição itinerante 7 Povos – retratos de um território, a ser realizada nas cidades de São Miguel das Missões/RS, Porto Alegre/RS, Rio de Janeiro/RJ, Montevidéu, Uruguai e itinerâncias.Item Missões jesuíticas patrimônio da humanidade : celebrando a Convenção da UNESCO, 1972-2012(Iphan, 2013) Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Brasil)Coletânea dos trabalhos do Seminário que foi realizado de 26 a 28 de setembro de 2012, no Centro Cultural Borges, o prédio-sede da Fundação Ortega y Gasset, em Buenos Aires. Com abordagem analítica da problemática, das conquistas e das possibilidades da Convenção, o evento visava promover um balanço do impacto da aplicação da Convenção na região e refletir sobre os desafios ainda pendentes. O Seminário também incluiu como eixo temático um dos patrimônios culturais mais significativos, e compartilhado pelos países da região, que são as Missões Jesuíticas Guaranis. O material aqui exposto está organizado na primeira parte com as dissertações e fotografias dos palestrantes convidados e na segunda parte, com os expositores que apresentaram suas experiências de pesquisa e gestão.Item Comunicação e cidades patrimônio mundial no Brasil(Iphan/UNESCO, 2010) Machado, Jurema; Braga, SylviaEsta publicação enfoca, de maneira objetiva e concisa, um largo espectro de temas relacionados à gestão do patrimônio e do turismo cultural, de interesse tanto de gestores públicos como da comunidade e do setor privado local. O objetivo é alcançar um público heterogêneo e de perfil generalista, com um conjunto de orientações básicas, muitas delas de aplicação imediata e aplicáveis aos problemas ou equívocos mais frequentes sobre questões relacionadas ao Patrimônio Cultural Brasileiro. Entre os capítulos estão: Turismo, Patrimônio Cultural e Requalificação Urbana; Imagem, Informação e Promoção Turística dos Sítios Patrimônio Mundial; e Educação para o Patrimônio.Item As paisagens culturais como instrumento de educação patrimonial para as missões Jesuítico-Guarani: o caso de São Borja-Brasil(Iphan, 2014) Pinto, Muriel; Mendes, Francine Carvalho; Espíndola, Rosicler de Sá; Gonçalves, Ulisses SouzaO município de São Borja-RS está localizado na fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul e faz divisa com a municipalidade de Santo Tomé-Argentina. Devido à importância histórica, política e cultural que teve no passado, São Borja é reconhecida nacionalmente, no Brasil, como “Primeiro dos Sete Povos das Missões”, “berço do trabalhismo” e, principalmente, por “Terra dos presidentes”, o que contribuiu para o “título de cidade histórica”. Essa relevante trajetória histórica construiu símbolos culturais e narrativas sociais que estão representados através das paisagens culturais. Essas paisagens culturais abarcam as idéias de significado, pertencimento, valor, bem como a singularidade de um lugar. Em vista disso, está sendo realizado um Projeto de Extensão vinculado à UNIPAMPA, que visa contribuir com o processo de valorização e aprendizagem sobre a história, cultura, patrimônio, identidades e espaços sociais dessa cidade histórica. Essa iniciativa, intitulada Projeto ProextMec “Curso de Educação Patrimonial para os docentes da rede pública”, objetiva realizar oficinas e mini-cursos sobre diversas temáticas da realidade sociocultural local, assim como elaborar um livro didático e cartilha com técnicas para o ensino do patrimônio Histórico Cultural fronteiriço. Como instrumento metodológico de pesquisa, estão levantadas e analisadas diversas paisagens que representam o cotidiano sociocultural da fronteira.
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