Prevenir é melhor do que remediar: A Zeladoria aplicada à preservação do patrimônio arquitetônico público
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2025
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Resumo
Esta pesquisa trata de apresentar e investigar a Zeladoria aplicada na preservação do patrimônio arquitetônico público, como um instrumento atual e viável para este campo
disciplinar e como estratégia de política de Estado, por meio da revisão bibliográfica dos referenciais teóricos da restauração, bem como dos documentos doutrinários, normas e
legislação relacionados à manutenção, à conservação, à conservação preventiva e à restauração da arquitetura patrimonializada, tendo como marco temporal a Carta de Veneza
(1964). Também aborda as questões relacionadas ao conceito de cuidado, acionado por diversas disciplinas, como: Antropologia, Sociologia, Filosofia e Saúde, visto que o cuidado
se faz presente na gênese da Zeladoria. A questão norteadora da pesquisa é “em que medida a Zeladoria é um instrumento para viabilização da preservação do patrimônio arquitetônico público?” É apresentada a experiência da Assessoria de Arquitetura do Palácio Piratini como caso exemplar do emprego desse instrumento voltado à salvaguarda de edificação protegida por tombamento. É proposto um Protocolo de Zeladoria com procedimentos sistemáticos e periódicos para subsidiar as atividades voltadas à preservação das edificações patrimonializadas tuteladas pelo Estado.
Descrição
192 f.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 12
1. AS AÇÕES DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO
RELACIONADAS À ZELADORIA ....................................................................................... 23
1.1 Modalidades de intervenção ........................................................................................... 23
1.1.1 Intervenção .............................................................................................................. 27
1.1.2 Manutenção ............................................................................................................. 27
1.1.3 Conservação ............................................................................................................ 29
1.1.4 Conservação preventiva ........................................................................................... 30
1.1.5 Restauração ou Restauro ......................................................................................... 37
1.2 O cuidado para o zelo e para a preservação do patrimônio arquitetônico ...................... 39
1.3 A Zeladoria para a preservação ...................................................................................... 49
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E LEGAL PARA A ZELADORIA ............................. 57
2.1 Teorias do restauro para a Zeladoria .............................................................................. 57
2.1.1 Cesare Brandi .......................................................................................................... 57
2.1.2 Umberto Baldini ...................................................................................................... 61
2.1.3 Giovanni Carbonara ................................................................................................. 64
2.1.4 Beatriz Mugayar Kühl ............................................................................................. 66
2.1.5 Ignási de Solà-Morales ............................................................................................ 68
2.1.6 Salvador Muñoz Viñas ............................................................................................ 70
2.1.7 Tendências atuais em restauração............................................................................ 72
2.2. Documentos doutrinários - Cartas Patrimoniais, Recomendações e Declarações da
UNESCO relativas à manutenção, à conservação e à conservação preventiva .................... 78
2.2.1 Carta de Veneza (1964) ........................................................................................... 79
2.2.2 Carta Italiana do Restauro (1972) ............................................................................ 80
2.2.3 Carta Europeia do Patrimônio Arquitetônico (1975) .............................................. 81
2.2.4 Declaração de Amsterdã (1975) .............................................................................. 82
2.2.5 Convenção de Granada (1985) ................................................................................ 83
2.2.6 Documento de Nara (1994) ..................................................................................... 84
2.2.7 Princípios para a análise, conservação e restauro estrutural do patrimônio
arquitetônico (2003) ......................................................................................................... 85
2.2.8 Declaração de Québec (2008).................................................................................. 86
2.3 Legislação e normativas relativas à manutenção, à conservação e à conservação
preventiva ............................................................................................................................. 88
2.3.1 Documentação em âmbito nacional ......................................................................... 88
2.3.2 Normas Técnicas (NBR): ABNT ............................................................................ 95
2.3.3 Legislação no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul .......................................... 96
2.4 Considerações sobre os documentos doutrinários, legislativos e normativos
analisados ....................................................................................................................... 101
3 A VIABILIDADE DA ZELADORIA ................................................................................. 104
3.1 Prevenir: Plano Nacional de Conservação Preventiva da Espanha .............................. 104
3.2 Remediar: A grande enchente no Rio Grande do Sul de maio de 2024 e as
consequências para o patrimônio edificado: o que a água levou... ..................................... 109
3.3 Caso exemplar: Assessoria de Arquitetura do Palácio Piratini .................................. 120
3.3.1 O surgimento do Palácio Piratini ........................................................................... 122
3.3.2 Caracterização do Palácio Piratini ........................................................................ 130
3.3.3 Atividades similares à Zeladoria no Palácio Piratini ............................................ 154
3.4 Resultados das análises ................................................................................................. 164
4 PROTOCOLO DE ZELADORIA PARA O PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO
TUTELADO PELO ESTADO ............................................................................................... 170
4.1 Diretrizes e recomendações para a implantação da Zeladoria nas instituições públicas
tuteladas pelo Estado .......................................................................................................... 172
4.1.1 Diretrizes para o Plano de Gestão da Zeladoria .................................................... 173
4.1.2 Diretrizes para o Manual de Uso e de Conservação da Zeladoria ......................... 176
CONCLUSÃO ........................................................................................................................ 178
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 181
Bibliografia consultada ....................................................................................................... 188
ANEXO .................................................................................................................................. 190
Unidade de desenvolvimento das práticas profissionais: Secretaria de Estado da Cultura/RS
Palavras-chave
Preservação, Patrimônio arquitetônico público, Cuidar, Palácio Piratini
Citação
Bassin, Maria Clara Coelho. Prevenir é melhor do que remediar: A Zeladoria aplicada à preservação do patrimônio arquitetônico público. 2025. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2025.
