Uma cidade construída em seu processo de patrimonialização : modos de narrar, ler e preservar Brasília
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Data
2015
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Editor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Resumo
Este trabalho aborda o processo de patrimonialização de Brasília até 1990, numa trajetória que remonta ao ano de sua inauguração, em 1960. A pesquisa investiga o modo como foram construídos discursos de valoração e engendradas propostas e ações tanto de preservação da cidade quanto de seu reconhecimento enquanto patrimônio cultural, e de como esse processo resultou em três âmbitos de preservação: local, nacional e mundial. Como forma de analisar os aspectos que informaram os discursos e alimentaram as justificativas para a preservação de uma cidade ainda muito jovem, primeiro sítio contemporâneo reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, são analisadas narrativas a respeito de Brasília, referentes à sua suposta pré-existência, às histórias de sua construção tida como épica, e sua relativa filiação à urbanística dos CIAMs. Como maneira de observar as leituras da cidade ao longo do tempo, foram selecionados três encontros de especialistas que se debruçaram a pensar os espaços da capital. Por fim, o trabalho buscará uma análise aprofundada tanto das ações que engendraram sua efetiva patrimonialização quanto problematizará o objeto de valoração e seu peculiar instrumento de preservação: a maior poligonal urbana tombada do mundo, protegida a partir da manutenção das escalas urbanísticas que informam seu projeto, de plano-piloto a Plano Piloto de Brasília.
Descrição
273 f.
SUMÁRIO
Introdução
i. Das temáticas e questões referentes ao processo de patrimonialização de Brasília. Pág. 14.
ii. Da organização e composição dos capítulos. Pág. 22.
iii. Anotações sobre documentos, pesquisa e métodos. Pág. 29.
1. Capítulo I – Entre origens, epopeias e modernidades: histórias a construir Brasília. Pág. 34.
1.1. A “invenção” de uma capital ou a problematização da “pré-existência” de Brasília.
Pág. 35.
1.2. A construção como epopeia moderna: os atores e o cenário. Pág. 47.
1.2.1. Personagens em construção, personagens na construção. Pág. 49.
1.2.2. O cenário e a ribalta da modernidade: da encenação à crítica a Brasília. Pág.
54.
1.3. A cidade de filiação modernista: entre referências e reelaborações. Pág. 62.
1.3.1. Na trilha do modernismo brasileiro: diálogos entre tradição e modernidade.
Pág. 67.
1.3.2. Da urbanística dos CIAMs à crítica de Brasília: pontos de partida, pontos de
fuga. Pág. 70.
2. Capítulo II – nas trilhas do tempo, três modos de ver e ler Brasília: a síntese das artes, a
cidade ameaçada, a realidade “polinucleada”. Pág. 77.
2.1. O Congresso Internacional Extraordinário de Críticos de Arte, 1959: uma cidade
feita de expectativas. Pág. 81.
2.2. I Seminário de Estudos dos Problemas Urbanos de Brasília, 1974: diagnósticos e
proposições sob o Regime Militar. Pág. 98.
2.3. Simpósio Brasília: concepção, realidade, destino, 1986: discursos de preservação
no processo de redemocratização. Pág. 115.
3. Capítulo III – Patrimônio Cultural em Brasília: um inventário de ações e discursos. Pág. 133.
3.1. Entre ações e intenções: as trajetórias múltiplas da preservação de Brasília: 1960-
1980. Pág. 135.
3.1.1. A Lei San Tiago Dantas: o Plano Piloto “já nasceu tombado”, ou deu ensejo
à uma “monstruosa” transformação? Pág. 136.
3.1.2. Entre ações e avaliações do patrimônio histórico e artístico em Brasília pelo
IPHAN de Rodrigo Melo Franco de Andrade. Pág. 140.
3.1.3. O Conselho de Supervisão e Controle de Arquitetura, Arte e Urbanismo de
Brasília: tramitação e “inoportunidade”. Pág. 144.
3.1.4. Atuação de Belmira Finageiv na formação de estruturas institucionais de
preservação em Brasília. Pág. 148.
3.1.5. O “tombamento projetivo” do patrimônio de “cimento e ferro”: Brasília como
força-motriz para criação do CNRC de Aloísio Magalhães. Pág. 152.
3.1.6. Início da década de 1980: notícias desencontradas da preservação de Brasília,
e a visão crítica a respeito do patrimônio cultural. Pág. 162.
3.1.7. Entre preservação do todo e o tombamento do particular: proteção para Praça
dos Três Poderes contida no documento “Brasília 57-85”. Pág. 166.
3.2. Discursos da construção de um objeto patrimonial: a consagração da capital como
patrimônio local, nacional, mundial. Pág. 169.
3.2.1. A iniciativa de patrimonialização de Brasília sob Aloísio Magalhães: a
estruturação do GT-Brasília. Pág. 171.
3.2.2. Tombamento de Brasília: de estratégia de proteção ao discurso do
congelamento. Pág. 173.
3.2.3. Elaboração da metodologia e seleção de objetos patrimoniais, ou a construção
de uma comunidade candanga imaginada. Pág. 181.
3.2.4. O patrimônio entra na agenda política sob José Aparecido de Oliveira. Pág.
189.
3.2.5. Do anteprojeto ao decreto: o patrimônio moderno na Unesco e a estratégia de
proteção brasileira. Pág. 193.
3.3. Desvendar o plano e compreender o objeto: produção de sentidos e a atribuição de
valores. Pág. 213.
3.3.1. Escalas Urbanísticas: à guisa de (mais) uma explicação. Pág. 219.
3.3.2. A “maior poligonal tombada do mundo” ou o detalhe que muda tudo: o
entorno do bem tombado. Pág. 223.
4. Considerações Finais. Pág. 241.
5. Referências.
5.1. Bibliografia. Pág. 250.
5.2. Fontes e documentos. Pág. 262.
5.3. Acervos e arquivos. Pág. 263.
5.4. Jornais e revistas. Pág. 263.
5.5. Legislação. Pág. 265.
6. Anexos.
6.1. Correspondência de Ítalo Campofiorito ao governador José Aparecido de Oliveira
datada de 23 de setembro de 1987. Pág. 267.
6.2. Correspondência transcrita de Lucio Costa a Ítalo Campofiorito, folhas 6 a 8 do
Processo de Tombamento nº 1.305-T-90 “Conjunto Urbanístico (Plano Piloto), Brasília/
Distrito Federal”. Pág. 268.
6.3. Correspondência de Ítalo Campofiorito a Jayme Zettel, em 10 de setembro de 1992.
Pág. 271.
6.4. Correspondência de Ítalo Campofiorito a Jayme Zettel, em 15 de setembro de 1992.
Pág. 273.
Palavras-chave
Patrimônio cultural, Brasília, História, Preservação, Cultural heritage, History, Preservation
Citação
PERPÉTUO, Thiago Pereira. Uma cidade construída em seu processo de patrimonialização: modos de narrar, ler e preservar Brasília. 2015. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2015.
