O território é Pequena África: desafios e perspectivas da gestão turística no sítio arqueológico do Cais do Valongo,
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Data
2022
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Editor
Iphan
Resumo
Esta dissertação propõe uma reflexão sobre os desafios e perspectivas do turismo na preservação do sítio arqueológico do Cais do Valongo, localizado na região da Pequena África no Rio de Janeiro, que simboliza a memória sensível de cerca de 2 milhões de africanos que desembarcaram no maior porto escravista das Américas. O estudo dialoga como o Afroturismo pode ser uma ferramenta que permite a ressignificação dessa memória por meio do conceito de afrocentricidade. Além disso, aborda como o racismo institucional, através de políticas públicas e instrumentos jurídicos, vem atuando como um obstáculo para a preservação desse importante patrimônio. O Cais do Valongo representa um local de memória que denuncia os horrores da escravidão, e o turismo pode desempenhar um papel crucial na construção de narrativas que valorizem a cultura afro-brasileira e destaquem a resiliência daqueles que sofreram e sobreviveram a essa barbárie. A afrocentricidade é um conceito essencial que coloca a cultura afrodescendente no centro das discussões sobre a memória pública da escravidão, destacando sua importância na ressignificação desse patrimônio. O sítio arqueológico do Cais do Valongo tem recebido reconhecimento internacional como um local de memória da Diáspora Africana nas Américas, e sua importância tem sido destacada pela UNESCO. No entanto, o racismo institucional tem sido um obstáculo para a preservação desse patrimônio, criando desafios significativos que precisam ser enfrentados. Esta pesquisa utiliza uma abordagem multidisciplinar que envolve análise documental, pesquisas de campo, entrevistas com agentes chave, revisão bibliográfica e análise de políticas de turismo. O objetivo é fornecer uma compreensão abrangente da transformação do Cais do Valongo e seu impacto no turismo, na preservação da memória afro-brasileira e nas lutas contra o racismo institucional. A preservação do Cais do Valongo é fundamental para que as futuras gerações e o público global compreendam a extensão dos horrores infligidos às pessoas escravizadas e reconheçam a resiliência daqueles que sofreram e sobreviveram a essa barbárie. É uma oportunidade de promover a justiça social, a valorização da cultura afro-brasileira e o enfrentamento do racismo que persiste na sociedade.
Descrição
130 f.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 14
REFERENCIAL TEÓRICO METODOLÓGICO 29
INSERÇÃO NO CAMPO E PLANO DE REDAÇÃO 30
CAPÍTULO 1 – TURISMO E SUAS CATEGORIAS PARA UMA CONCEPÇÃO NEGRA 33
1.1 O Turismo 33
1.2 O Turismo étnico-afro, afrocentrado e afroturismo 39
1.3 Patrimônio Afro-brasileiro 41
1.4 Produção socio espacial da pequena áfrica carioca , invisibilidade da cultura negra, da história
e da memória da escravidão
51
CAPÍTULO 2 – AFROCENTRICIDADE COMO CONTRIBUIÇÃO PARA A MEMÓRIA
NEGRA
61
2.1 Afrocentricidade e memória negra 61
2.2 Mapeamento de sujeitos, redes e instituições do comitê gestor do Sítio Arqueológico do
Cais do Valongo na gestão turística do bem
62
2.3 Protagonismo negro: agentes chaves na região da Pequena África- Cais do Valongo 71
CAPÍTULO 3 – O RACISMO INSTITUCIONAL NA CONDUÇÃO DAS AÇÕES DE
PRESERVAÇÃO DO Cais DO VALONGO: O QUE ESTÁ SENDO FEITO?
89
3.1 Racismo Institucional 89
3.2 Cais do Valongo - o que está sendo feito: relatoria da audiência pública do Cais do Valongo
no dia 12/05/2021
93
CONSIDERAÇÕES FINAIS 121
REFERÊNCIAS 122
ANEXOS 128
Palavras-chave
Cais do Valongo - Rio de Janeiro (RJ), Afrocentricidade, Racismo institucional, Turismo, Memória afro brasileira, Patrimônio mundial
Citação
DIAS, Aline Karina de Araújo. O Território é Pequena África: desafios e perspectivas da gestão turística no sítio arqueológico do Cais do Valongo, 130 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2022.
