Patrimônio Arqueológico
URI Permanente para esta coleção
Navegar
Navegando Patrimônio Arqueológico por Assunto "Arqueologia subaquática"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
Item Entre sambaquis, redes e naufrágios: arqueologia costeira no Parque Arqueológico do Sul – SC(Iphan, 2014) DEMATHÉ, Alexandro; SALADINO, Alejandra; STELLO, Vladimir Fernando (Supervisores das práticas profissionais na unidade); SALADINO, Alejandra (orientadora); DOMINGUES, Evandro (MP/IPHAN); SEDA, Paulo Roberto Gomes – UERJO litoral sul do Estado de Santa Catarina, mais precisamente os municípios de Laguna e Jaguaruna, guardam, entre suas dunas, restingas, lagoas e pessoas, um imenso e rico patrimônio arqueológico. Parte desse patrimônio como os sambaquis, sítios cerâmicos, edifícios coloniais, entre outros, são conhecidos e algum deles foram amplamente estudados, por outro lado, outros estão depositados sob as águas dos rios, lagoas e do mar, sob diferentes formas e tipos, como, sítios pré-coloniais hoje submersos, antigas estruturas portuárias, sítios depositários e principalmente os sítios de naufrágios. Verificou-se que as pesquisas realizadas na região, contemplaram apenas o patrimônio dito consagrado não considerando o patrimônio arqueológico submerso, o que despertou uma grande inquietação, pelo fato de ser uma região com suas tradições e bases culturais voltadas ao mar. Dessa maneira, a pesquisa objetivou mapear os naufrágios ocorridos na região, percebendo sua relação com as pessoas e com o próprio desenvolvimento social e econômico regional. Partiu-se da premissa de que os sítios de naufrágios não representam apenas uma história trágico-marítima, mas um momento da história social, uma vez que contam histórias de pessoas, de rotas marítimas, de sociedades ligadas ao mar, de processos e ciclos econômicos. Foram mapeados diversos naufrágios, muitos deles permanecem vivos na memória dos pescadores mais antigos, alguns foram retratados e marcaram parte de um importante momento da história regional. Nesses sítios, além do tempo, o homem se apresenta como um dos principais agentes destruidores, que não percebe a importância e o potencial documental destes naufrágios. A pesquisa procurou trazer à tona um patrimônio que era esquecido, desguarnecido por uma legislação confusa, e desprotegido da ação de caçadores de tesouro e vendedores de sucata. Apresentamos os sítios arqueológicos de naufrágio como mais um patrimônio regional, que, juntamente com o patrimônio já consagrado, pode qualificar e ampliar a criação do Parque Arqueológico do Sul de Santa Catarina.
