Acervo botânico do Sítio Roberto Burle Marx : valorização e conservação
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Data
2014
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Editor
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Resumo
O trabalho visa apresentar a importância do acervo botânico do Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx – SRBM e como este, foi constituído, ao longo dos anos, e protegido como bem cultural. Propõe uma reflexão sobre a sua conservação no contexto da gestão do Sítio, diante do mau estado de conservação, diagnosticado no inventário realizado na Família Araceae. São discutidas as prioridades estabelecidas para a gestão dos diferentes acervos que compõem o SRBM, incluindo-se o paisagístico, o museológico e o arquitetônico, além do botânico, considerando-se que este último justificou a existência do local, dando-lhe sentido e razão de ser. Roberto Burle Marx, em sua trajetória profissional, é considerado um intelectual com múltiplas habilidades artísticas e homem com conhecimentos de botânica, que, com a utilização e valorização da flora brasileira, contribuiu de forma impressionante no campo da botânica e do paisagismo através da sua coleção de plantas. Reconhecido mundialmente pelos seus projetos paisagísticos, buscou, juntamente com os botânicos, a valorização e o emprego de plantas nativas, que pudessem, um dia, fazer parte do vocabulário paisagístico. Isso o levou a realizar expedições de coletas de plantas, resultando na constituição do seu acervo botânico. A procura por um local, para abrigar a coleção de plantas que crescia, ocorreu na década 1940, quando comprou o Sítio Santo Antônio da Bica, hoje SRBM. A preocupação com a perpetuação do seu acervo levou Burle Marx e alguns botânicos ao envolvimento com instituições públicas, recorrendo a estas para garantir a preservação do local, iniciada com o seu tombamento pelo Governo Estadual, seguida pela doação do Sítio para o Governo Federal e o tombamento por esta mesma instância governamental. As discussões sobre a caracterização do Sítio de diferentes maneiras – centro cultural, museu, museu vivo, museu multidisciplinar, reserva natural, jardim histórico e jardim botânico – proposta nesta dissertação é importante para uma reflexão sobre as prioridades estabelecidas na sua gestão como patrimônio cultural, levando a discussões sobre os instrumentos e procedimentos para sua preservação e especialmente a conservação do acervo botânico: os planos de manejos, os inventários e as práticas cotidianas de conservação.
Descrição
124 f.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO..................................................................................................... 16
1. ROBERTO BURLE MARX E A CONSTITUIÇÃO DO SEU ACERVO
BOTÂNICO ..........................................................................................................
21
1.1. Formação e trajetória profissional .................................................................. 21
1.2. O Paisagista .................................................................................................... 27
1.3. Expedições para coleta de plantas .................................................................. 35
1.4. A Preocupação de Burle Marx com a natureza .............................................. 42
2. A PROTEÇÃO DO ACERVO BOTÂNICO ................................................ 44
2.1. Sítio Santo Antônio da Bica ........................................................................... 44
2.2. Acervo Botânico ............................................................................................. 48
2.3. A proteção pelo tombamento Estadual ........................................................... 52
2.4. A Doação ........................................................................................................ 54
2.5. A proteção pelo tombamento Federal ............................................................. 57
2.6. A caracterização do bem tombado .................................................................. 64
3. CONSERVAÇÃO DO ACERVO BOTÂNICO ............................................ 72
3.1. Planos de Manejo ............................................................................................ 72
3.2. Os inventários na Preservação do patrimônio cultural ................................... 74
3.3. Inventário do Acervo botânico da Família Araceae ....................................... 81
3.4. Família Araceae .............................................................................................. 83
3.4.1. Característica da Área de Estudo ................................................................. 84
3.4.2. Levantamento das Espécies ......................................................................... 85
3.4.2.1. Espécies Raras e Espécies não Identificadas ............................................ 92
3.5. Diagnóstico de Conservação do Acervo Botânico Doenças e Pragas ............ 93
3.5.1. Aspectos Fitossanitários .............................................................................. 94
3.5.2. Principais Doenças Encontradas .................................................................. 95
3.5.2.1. Doenças Fungicas .................................................................................... 95
3.5.2.1.1. Antracnose ............................................................................................. 95
3.5.2.1.2. Mancha Foliares ..................................................................................... 96
3.5.2.1.3. Ferrugens ............................................................................................... 98
3.5.2.1.4. Manchas Vasculares .............................................................................. 99
3.5.2.1.5. Podridões de Colo e Raizes ................................................................... 99
3.5.2.2. Doenças Bacterianas ............................................................................... 100
3.5.2.2.1. Xantomonas ........................................................................................... 100
3.5.2.2.2. Podridões Moles .................................................................................... 101
3.5.3. Principais Pragas Encontradas ................................................................ 102
3.5.3.1. Pulgões ...................................................................................................... 102
3.5.3.2. Colchonilhas ............................................................................................. 103
3.5.3.3. Lagartas ..................................................................................................... 104
3.5.3.4. Coleoptero, Crisomelídeo sp. ................................................................... 104
3.5.3.5. Coleoptero, espécie não identificada ........................................................ 105
3.5.3.6. Inseto Tenthecoris bicolor Scott ............................................................... 106
3.5.3.7. Coleoptero, Hybosorus sp. ........................................................................ 106
3.5.3.8. Ácaros ....................................................................................................... 107
3.5.3.9. Tripes ........................................................................................................ 108
3.5.3.10. Larva minadora ....................................................................................... 108
3.5.4. Doenças Abióticas ...................................................................................... 109
3.5.4.1 Temperatura ............................................................................................... 109
3.5.4.2. Umidade .................................................................................................... 109
3.5.4.3. Luz ............................................................................................................ 110
3.5.4.4 Deficiência nutricional ............................................................................... 110
3.5.5. Medidas gerais de controle ....................................................................... 111
3.5.5.1. Controle preventivo .................................................................................. 111
3.5.5.2. Controle Alternativo para Pragas e Doenças encontradas ....................... 112
3.6. Informações geradas pelo inventário .......................................................... 113
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................... 116
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 119
Palavras-chave
Patrimônio cultural, Preservação, Acervo botânico, Inventário botânico, Sítio Roberto Burle Marx, Cultural heritage, Conservation, Botanical collection, Botanical inventory, Place Roberto Burle Marx, Acervo
Citação
TOFANI, Sandra Regina Menezes. Acervo botânico do Sítio Roberto Burle Marx: valorização e conservação. 2014. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro, 2014.
