A perda nos processos de patrimonialização : vila operária como patrimônio cultural

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Data

2018

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Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Resumo

A partir dos processos em instrução para tombamento na Superintendência do IPHAN em Alagoas, foram identificados três processos com a temática sobre Vilas Operárias brasileiras. Assim, diante da prática institucional atual, surgiram questionamentos acerca da possibilidade de Vilas Operárias serem Patrimônio Cultural. Para investigar mais aprofundadamente o tema, foram analisados os contextos históricos e econômicos dos espaços operários, bem como estudadas as formas como as Vilas Operárias se relacionam com a história da arquitetura e do urbanismo. Além disto, foram analisados processos de tombamento existentes na instituição – incluindo, além dos processos dos bens tombados, processos indeferidos e em instrução –, para compreender de que modo o IPHAN vem lidando com esse tipo de bem em seus 80 anos de existência. Para o melhor entendimento das análises realizadas, foram analisados três processos em instrução para tombamento sobre Vilas Operárias, encontrados na Superintendência do IPHAN em Alagoas. Os processos em questão foram: Vila Operária em Delmiro Gouveia, Vila Operária em Fernão Velho e Destilaria Central de Rio Largo, onde foram analisadas as perdas e aspectos existentes, que ainda possibilitem a atribuição de valor a essa tipologia tão importante para preservação da memória da classe operária brasileira e da história da industrialização nacional.

Descrição

211 f. SUMÁRIO INTRODUÇÃO....................................................................................................................... 26 1 TERRITÓRIOS DE CONTROLE SOCIAL: VILAS OPERÁRIAS A PARTIR DAS NARRATIVAS HISTÓRICAS DAS RELAÇÕES SOCIAIS, ARQUITETÔNICAS E URBANAS INDUSTRIAIS.................................................................................................... 34 1.1 INDUSTRIALIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO....................................................................... 34 1.2 RELAÇÕES SOCIAIS E COTIDIANO DAS VILAS OPERÁRIAS: DISCIPLINA E CONTROLE DO TRABALHADOR....................................................................................................................... 42 1.3 FORMAÇÃO DAS VILAS OPERÁRIAS: ARQUITETURA E URBANISMO INDUSTRIAL COMO INSTRUMENTOS DE CONTROLE SOCIAL................................................................................... 48 2 PATRIMONIALIZAÇÃO DAS VILAS OPERÁRIAS NO BRASIL: VILA OPERÁRIA É PATRIMÔNIO CULTURAL?...........................................................................................63 2.1 FASES DE PATRIMONIALIZAÇÃO DO IPHAN: DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL AO PATRIMÔNIO CULTURAL................................................................................. 63 2.2 INSTRUMENTOS DE PROCESSOS DE IDENTIFICAÇÃO E DE RECONHECIMENTO DOS BENS CULTURAIS............................................................................................................................. 66 2.3 A CONSTRUÇÃO DE UM NOVO PATRIMÔNIO: PRIMEIROS TOMBAMENTOS DO PATRIMÔNIO INDUSTRIAL........................................................................................................................... 68 2.4 VILAS E CONGÊNERES E SEUS PROCESSOS DE TOMBAMENTO NA BUSCA PELA PATRIMONIALIZAÇÃO DE VILAS OPERÁRIAS.......................................................................... 72 2.5 DEPOIS DO “VILAS E CONGÊNERES”: PROCESSOS DE TOMBAMENTO APÓS DÉCADA DE 1980.......................................................................................................................................94 3 PATRIMÔNIO INDUSTRIAL EM ALAGOAS: VILAS OPERÁRIAS EM PROCESSO DE PATRIMONIALIZAÇÃO...................................................................... 103 3.1 PATRIMÔNIO CULTURAL EM ALAGOAS: ATUAÇÃO DA SUPERINTENDÊNCIA DO IPHAN EM ALAGOAS NOS PROCESSOS DE PATRIMONIALIZAÇÃO............................................................103 3.2 REMANESCENTES DA INDUSTRIALIZAÇÃO EM ALAGOAS: UM PATRIMÔNIO NÃO (RE)CONHECIDO................................................................................................................... 106 3.3 VILAS OPERÁRIAS DE ALAGOAS: ENTRE TOMBAMENTO E PERDA................................... 114 3.3.1 Vila Operária de Delmiro Gouveia, Delmiro Gouveia – Alagoas........................ 118 25 3.3.2 Vila Operária de Fernão Velho, Maceió – Alagoas.............................................. 143 3.3.3 Vila Industrial Modernista: Destilaria Central, Rio Largo – Alagoas..................177 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................... 200 REFERÊNCIAS.................................................................................................................... 205 ANEXO A – MODELO DE FICHA UTILIZADO PARA A LEITURA E ANÁLISE DOS PROCESSOS......................................................................................................................... 209 ANEXO B – DOCUMENTO CONTIDO NOS PROCESSOS DAS VILAS OPERÁRIAS EM DELMIRO GOUVEIA E FERNÃO VELHO.............................................................210 ANEXO C – PEDIDO DE TOMBAMENTO DA VILA INDUSTRIAL MODERNISTA DE RIO LARGO/AL, PROCESSO T NÚMERO.............................................................. 211

Palavras-chave

Vila operária, Patrimônio industrial, Habitação social, Patrimônio cultural, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Brasil), Working class village, Industrial heritage, Social housing, Cultural heritage

Citação

OLIVEIRA, Daniella Christina Acioli do Carmo de. A perda nos processos de patrimonialização: vila operária como patrimônio cultural. 2018. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2018.