Patrimônio na pedra: gestão e preservação dos sítios de arte rupestre da Zona Arqueológica de Taperuaba, Sobral-CE

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Data

2015

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Iphan

Resumo

A gestão do patrimônio arqueológico desponta como um desafio para as instituições governamentais, não governamentais e agentes culturais. Os sítios arqueológicos de arte rupestre demandam complexas ações para a sua preservação e fruição, que não estão limitadas apenas à realização de pesquisas arqueológicas ou estruturação dos sítios para visitação turística. No Brasil, a “socialização” do patrimônio arqueológico com a musealização in situ dos vestígios arqueológicos é compreendida, pelo principal órgão gestor do patrimônio cultural no país – IPHAN, como uma das formas de gestão, prática comumente associada aos sítios de arte rupestre. A zona arqueológica de Taperuaba, situada no noroeste do estado do Ceará, localizada entre os municípios de Sobral e Irauçuba, é uma região efetivamente promissora ao desenvolvimento e implantação de projetos museais ao ar livre, voltados à preservação e à divulgação da arte rupestre do estado. Os 34 sítios arqueológicos identificados até, o momento, evidenciam o potencial que pode e deve ser utilizado como vetor para o empoderamento e desenvolvimento sustentável da comunidade local. Este trabalho tem o objetivo de refletir sobre o processo de patrimonialização da arte rupestre no campo das políticas culturais e dos mecanismos legais empregados para a gestão dos sítios arqueológicos. Nesse sentido, parte da análise da legislação interna e de documentos internacionais que abordam, direta ou indiretamente, os sítios de arte rupestre, e das experiências externas e internas de gestão desses bens culturais. Pretende-se, assim, contribuir com propostas para o debate em torno de diretrizes necessárias para se pensar o plano de gestão e/ou manejo dos sítios rupestres. Dentre as sugestões apontadas, destaca-se a necessidade de estabelecimento de uma administração democrático-participativa, baseada na gestão compartilhada, com plano de manejo de médio porte e preservação integrada (considerando-se os elementos naturais e culturais) do território. Outras medidas sugeridas são importantes para subsidiar o processo gerencial dos sítios, como por exemplo: a composição de um grupo de pesquisa pluridisciplinar; a criação de uma instituição para o estudo sistemático no campo da arqueologia e arte rupestre; a formação de parcerias entre os proprietários das áreas com sítios rupestres e a instituição gestora.

Descrição

131 f. SUMÁRIO INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 13 CAPÍTULO 1: A PATRIMONIALIZAÇÃO DOS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DE ARTE RUPESTRE ............................................................................................................................................ 18 1.1 LEGISLAÇÃO INTERNACIONAL ........................................................................................... 20 1.2 LEGISLAÇÃO NACIONAL ....................................................................................................... 32 1.3 LEGISLAÇÃO ESTADUAL E MUNICIPAL ............................................................................ 36 CAPÍTULO 2. GESTÃO CULTURAL DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO RUPESTRE .......... 42 2.1 GESTÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO RUPESTRE NA EUROPA ....................... 43 2.1.1 Caverna de Lascaux (França) ............................................................................................ 44 2.1.2 Caverna de Altamira (Espanha) ......................................................................................... 49 2.1.3 Parque Arqueológico do Vale do Côa (Portugal) .............................................................. 55 2.2 GESTÃO DO PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO RUPESTRE NO BRASIL ......................... 60 2.2.1 Parque Nacional Serra da Capivara (Piauí) ...................................................................... 66 2.2.2 Itacoatiaras do Rio Ingá (Paraíba) .................................................................................... 72 2.2.3 Sítio Abernal (Rio Grande do Norte) .................................................................................. 76 CAPÍTULO 3. GESTÃO PATRIMONIAL DA ZONA ARQUEOLÓGICA DE TAPERUABA........ 82 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA ZONA ARQUEOLÓGICA DE TAPERUABA .............................. 83 3.2 DIRETRIZES PARA A GESTÃO DO PATRIMÔNIO RUPESTRE DE TAPERUABA ......... 89 3.2.1 Bases Conceituais e Instrumentais ..................................................................................... 89 3.2.2. O caso da Zona Arqueológica de Taperuaba (ZAT): propostas de gestão ....................... 92 3.3 POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL ....................................................................... 97 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................... 103 REFERÊNCIAS ................................................................................................................................... 106 ANEXOS ............................................................................................................................................. 115

Palavras-chave

Zona arqueológica de Taperuaba, Patrimonialização da arte rupestre, Gestão patrimonial

Citação

SANTOS, Getúlio Alípio X. de J. Patrimônio na Pedra: gestão e preservação dos sítios de arte rupestre da Zona Arqueológica de Taperuaba, Sobral-CE. 2015. 131 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2015.