O Jongo folclórico de Bias Fortes e as narrativas do patrimônio cultural

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Data

2018

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Editor

Iphan

Resumo

Esta dissertação apresenta uma investigação sobre o Jongo Folclórico de Bias Fortes, localizado em Minas Gerais. Por meio do levantamento da história, das características e do ritual dessa comunidade, é discutida a relação do jongo com o patrimônio cultural, tendo em vista que o Jongo no Sudeste é reconhecido como patrimônio cultural do Brasil desde 2005. Busca-se problematizar a política de patrimônio imaterial, atentandose para o registro e a salvaguarda do Jongo no Sudeste. São tomados como procedimentos metodológicos nesta pesquisa: levantamentos bibliográficos sobre a temática e trabalhos de campo junto ao Jongo Folclórico de Bias Fortes, a fim de dar atenção para suas falas e ações em contextos nos quais lhes foi permitido negociar o jongo, seja como prática, seja como patrimônio cultural.

Descrição

182 f. SUMÁRIO INTRODUÇÃO – UM CONVITE PARA ADENTRARMOS O UNIVERSO DO JONGO............................................................................................................................08 CAPÍTULO 1 - O JONGO ENQUANTO TEMA DE PESQUISA................................17 1.1 O jongo e os viajantes ...............................................................................................18 1.2 O jongo e o complexo banto......................................................................................26 1.3 O jongo e os folcloristas............................................................................................30 1.4 O jongo e as pesquisa em diversas áreas do conhecimento.......................................39 CAPÍTULO 2 – DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL AO PATRIMÔNIO CULTURAL: REGISTRO E SALVAGUARDA DO JONGO NO SUDESTE........................................................................................................................57 2.1 Constituição e transformação da noção de patrimônio cultural no Brasil.................58 2.2 Da noção ampliada: a criação do Registro................................................................74 2.3 A diversidade entra em cena: relações entre folclore, cultura popular e patrimônio cultural imaterial..............................................................................................................87 2.4 A patrimonialização do jongo: o Jongo no Sudeste..................................................90 2.4.1 O registro do Jongo no Sudeste..............................................................................90 2.4.2 A salvaguarda do Jongo no Sudeste.....................................................................100 CAPÍTULO 3 – O JONGO FOLCLÓRICO DE BIAS FORTES.................................112 3.1 O surgimento da cidade de Bias Fortes...................................................................113 3.2 O surgimento do Quilombo Colônia do Paiol e o jongo.........................................116 3.3 O jongo de Bias Fortes: do trabalho nas fazendas à Festa de Nossa Senhora do Rosário no Quilombo Colônia do Paiol.........................................................................120 3.3.1 A religiosidade e a magia no Jongo de Bias Fortes.............................................126 3.3.2 A cura no jongo de Bias Fortes............................................................................138 3.4 O jongo de Bias Fortes e o patrimônio cultural.......................................................147 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 165 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................172

Palavras-chave

Jongo, Patrimônio cultural, Política de patrimônio imaterial

Citação

FANTINI, Cláudia Regina Rossi. O Jongo Folclórico de Bias Fortes e as narrativas do patrimônio cultural, 2018. 182 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2018.