Vassouras entra na Roda : a trajetória do Caxambu entre 1847 e 1888

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Data

2015

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Editor

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional

Resumo

Para os autores do Dossiê O Jongo do Sudeste, essa forma de expressão afro-brasileira, que se caracterizava pela percussão de tambores, dança coletiva e prática de magia, foi marginalizada ao longo do século XIX, nas regiões de lavoura do café da região Sudeste, junto ao Rio Paraíba do Sul. O presente trabalho investigou a existência do Jongo enquanto prática na realidade de Vassouras, no mesmo período. Tendo como baliza os anos de 1847 – quando da publicação de um Manual sobre a instalação de uma fazenda de café, momento de mudanças nas relações entre os senhores e escravos da localidade –, e a abolição da escravatura em 1888 – período em que a pesquisa debateu o processo de marginalização do Caxambu em Vassouras. Uma série de imposições homologadas através de Posturas Municipais e Jurídicas tentou conter a onda revolucionária negra, demonstrando que as festas eram motivo de apreensão dos brancos pela facilidade que as mesmas proporcionavam à reunião de grande número de escravos e homens livres em torno dos tambores. Os fazendeiros vassourenses, ao contrário do que se esperaria, fizeram uma série de concessões à prática no período citado, sendo as festas incluídas como parte integrante do cenário local. Indo de encontro à dimensão marginal, o Caxambu se manteve e os negros se reuniam, ainda em torno da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário no Bairro do Alto do Rio Bonito, a qual teve importante papel sobre a manutenção e sobrevivência da prática no local.

Descrição

123 f.

Palavras-chave

Jongo (dança), Caxambu, Escravidão - Brasil, Patrimônio imaterial, Vassouras (RJ), Século XIX

Citação

CONCEIÇÃO, Iran Souza da. Vassouras entra na Roda: a trajetória do Caxambu entre 1947 e 1888. 2015. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2015.