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Item Escravidão no Brasil: os terreiros de candomblé e a resistência cultural dos povos negros(Iphan, 2000) Sant'Anna, MárciaSumário: 1. A reorganização dos cultos africanos no Brasil; 2. O modelo espacial de terreiro jêje-nagô; 3. Terreiros de candomblé: um patrimônio nacionalItem Arqueologia urbana: alguns aspectos da prática na França(VSAB, 2006) Pardi, Maria Lucia FrancoA arqueologia urbana requer organização, integração e diretrizes claras para a proteção do patrimônio. Experiências internacionais mostram que centros especializados podem padronizar inventários, métodos e resultados, produzir guias técnicos e avaliar o patrimônio urbano de forma sistemática. No Brasil, há necessidade de maior articulação entre profissionais e instrumentos que atuam sobre bens tombados, buscando otimizar o conhecimento produzido e incorporá-lo às políticas públicas, fortalecendo a preservação e garantindo retorno à sociedade.Item Brasília e a modernidade(Iphan, 2015) TORELLY, Luiz PhelippeO artigo do arquiteto e urbanista Luiz Philippe Torelly, Diretor de Articulação e Fomento do Iphan, analisa a inserção de Brasília no projeto da modernidade e a vincula historicamente a um conjunto de ideias urbanísticas que tem origem na renascença, nos utopistas e nas várias correntes urbanísticas do século XIX até meados do século XX. Este estudo analisa as influências e antecedentes que são fundamentais para elaborar a síntese que torna Brasília singular e única, que procura sua identidade na diversidade de suas três dimensões: cidade real, cidade monumento, cidade capital. A modernidade de Brasília, não é ser moderna, no sentido de novo que usualmente se emprega, é ser diversa em uma aparente unidade, é se apoderar de sua consciência e trajetória histórica.Item Triângulo da memória de Juiz de Fora(Iphan, 2015) SAMPAIIO, Julio Cesar RibeiroEste trabalho discute a implantação das consagradas Áreas de Proteção do Ambiente Cultural (Apacs), em Juiz de Fora (MG), considerando a experiência da cidade do Rio de Janeiro. Na terceira seção, as condições atuais e as legislações vigentes da área em questão são apresentadas e avaliadas por meio de procedimentos metodológicos especialmente desenvolvidos para este objetivo. A pesquisa recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), e do Programa de Iniciação Científica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Estas duas partes intermediárias fornecem os subsídios devidamente contextualizados, os quais embasam, no fechamento do artigo, a definição dos parâmetros básicos da Apac, as diretrizes complementares de conservação e desenvolvimento do "Triângulo da Memória".Item Museu das Bandeiras(Iphan, 2000) GALVÃO JUNIOR, José LemeO artigo aborda o Museu das Bandeiras em Goiás/GO.Item Museu Oficina Kuikare - processo integrado de resgate cultural Bakairi(Iphan, 1990) Maria Lúcia F. Pardi Oliveira: Concepção, coordenação geral e texto.Esta publicação procura relatar uma experiência de interação entre órgãos governamentais e a comunidade Bakairi, em trabalho conjunto, empenhados no resgate e fomento de sua cultura própria, já tão alterada pelo processo de contato com a sociedade nacional.Item O coração da cidade: observações sobre a preservação dos centros históricos(Iphan, 2000) MENEGUELLO, CristinaCentros históricosItem Jongo, patrimônio imaterial brasileiro(Iphan, 2005) Centro Nacional de Folclore e Cultura PopularEste texto é uma síntese dos resultados do inventário realizados por equipe do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan) no âmbito do Projeto Celebrações e Saberes da Cultura Popular. O inventário de referências do bem cultural jongo foi implementado com base na metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) desenvolvido pelo Iphan. Teve início em setembro de 2001 e desenvolveu-se em três fases de trabalho de campo e pesquisa de fontes. Teve a coordenação geral da antropóloga Dra. Letícia Vianna; pesquisa e orientação de equipe da antropóloga Dra. Elizabeth Travassos Lins e a colaboração dos assistentes de pesquisa: Letícia Dias, Rita Gama, Cleo Vieira, Carla Ramos, Aressa Rios, Lúcio Enrico, Thiago Aquino, André Fellipe, Adaílton Silva, Ricardo Moreno e Higor Higa. No decorrer do processo de inventário foi fundamental o apoio da Universidade do Rio de Janeiro (UniRio), do Grupo Cultural Jongo da Serrinha, da Rede da Memória do Jongo, do Grupo Cachuêra e de lideranças de várias comunidades jongueiras. Por fim, foi também da maior importância o trabalho de Paulo Fortes e, sobretudo, de Andréa Falcão, na sistematização e edição dos resultados da pesquisaItem Histórico, legislação e patrimônio arquitetônico(Iphan, 1997) Andrade, Antônio Luiz Dias deO texto apresenta a trajetória da preservação do patrimônio cultural no Brasil, desde as primeiras preocupações com a conservação de cidades históricas e monumentos, passando pela criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) em 1936, até a ampliação de políticas de proteção urbana nas décadas seguintes. Destaca a evolução das práticas de tombamento de edifícios e núcleos urbanos, como Ouro Preto, Salvador e Olinda, e o desenvolvimento de programas integrados, como o de reconstrução das cidades históricas do Nordeste na década de 1970. O texto evidencia também os desafios enfrentados, incluindo limitações legais, recursos financeiros e a necessidade de integrar a preservação à função social dos bens culturais.Item Sobre o tema da gestão do patrimônio cultural(Iphan, 2015) Pestana, TilO artigo aborda as diretrizes e as estratégias de atuação dos gestores culturais relacionadas às políticas econômicas definidas, em 2009, no Fórum Nacional sobre Patrimônio Cultural. Apresenta a origem do pensamento que orienta o conceito de gestão do patrimônio cultural nos Estado Unidos e Europa a partir da segunda metade do século XX. Analisa a gestão do patrimônio cultural relacionado ao desenvolvimento socioeconômico no Brasil e a formação de gestores culturais. Conclui sobre a importância de se buscar vincular os conceitos de preservação e seu significado social considerando seu papel nos projetos que buscam uma transformação social.Item Do local ao internacional: quando o objeto é mais que um objeto(Iphan, 2005) Colóquio franco-brasileiroTradicionalmente produzidos para atender a necessidades de consumo das populações locais e regionais do norte do Estado de Minas Gerais, na última década os objetos cerâmicos do Candeal vêm sendo comercializados nos grandes centros urbanos do sudeste do país e mesmo no exterior. Neste percurso por mundos sociais distintos, multiplicam-se usos e significados de potes, pratos, panelas e travessas de barro. Utilitários, decorativos, feitos para auto-consumo, para presentear parentes e amigos, para gerar renda, demarcam espaços, estabelecem relações, definem identidades. Tornam-se mediadores sociais ao inserir o grupo de produtores em redes de relações muito mais amplas que aquelas que se estabelecem localmente. Esta comunicação propõe descrever o caminho que a cerâmica do Candeal percorre, da produção ao consumo em mundos sociais diferenciados, entendendo-a como um caso contemporâneo de produção do denominado artesanato tradicional brasileiro. A singularidade não impede a percepção da riqueza de expressões e o amplo campo de significados que está contido na produção artesanal. Ao contrário, o Candeal pode ser tomado como um caso exemplar que aponta caminhos para a ação de reconhecimento e valorização dos saberes e das formas de expressão dos estratos de baixa renda da sociedade brasileira.Item O ensino do desenho: programa para a reformulação do ensino de desenho no curso secundário, por solicitação do ministro Capanema(Iphan, 1940) COSTA, LucioO artigo discute o ensino do desenho na educação brasileira e apresenta proposta metodológica, pensando no desenho técnico, de observação e de criação.Item Patrimônio e produção cultural - Colóquio Franco-brasileiro sobre Diversidade Cultural - Paris(Iphan, 2005) ARANTES NETO, Antonio AugustoPalestra de abertura do Colóquio Franco-brasileiro sobre a Diversidade Cultural, realizado pelo Iphan em cooperação com a Biblioteca Nacional da França em Paris de 13 a 14 de outubro de 2005.Item Convenção para a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial(UNESCO, 2003) UNESCOO texto apresenta parte da resolução da UNESCO (2003) que reconhece a importância do patrimônio cultural imaterial como fonte de diversidade cultural e desenvolvimento sustentável. Baseada em instrumentos internacionais de direitos humanos, a organização alerta que a globalização, mudanças sociais e a intolerância ameaçam esse patrimônio, especialmente pela falta de recursos para sua proteção. Também destaca a ligação entre patrimônio imaterial, material e natural.Item Carta de Maria Elisa Costa à Fundação Athos Bulcão(Iphan, 1994) Costa, Maria ElisaA autora reflete sobre sua formação prática e diversificada, que lhe deu um olhar intuitivo sobre as cidades. Observa que o crescimento urbano espontâneo costuma seguir o bom senso, mas que grandes intervenções externas rompem essa lógica e abrem espaço para expansão desordenada e desigual. Defende que o urbanista deve ter “discernimento preliminar”, isto é, clareza intuitiva sobre a realidade para orientar pesquisas, decisões e intervenções — sabendo quando agir, como agir e quando não atrapalhar.Item Mapas e patrimônio: a cartografia na identificação do patrimônio cultural(Iphan, 2015) Martins, Ana Betânia S. P.; Leal, Claudia F. BaetaResultado da pesquisa de mestrado sobre a Cartografia no âmbito das práticas de preservação do IPHAN, buscou-se analisar como as diretrizes dos inventários nacionais têm orientado o uso de mapas com vistas à identificação de bens culturais. Partiu-se da leitura dos manuais desses instrumentos tendo como parâmetro as características de duas abordagens mais usuais de Cartografia: de um lado, uma abordagem mais tecnicista e matemática da Cartografia, e, de outro, a que entende os mapas como um discurso, uma construção social e simbólica. Identificaram-se também usos diversos dos mapas, para além da localização: mapas como fonte histórica de conhecimento do sítio inventariado, como ilustração e como ferramenta de campo para levantamentos arquitetônicos e escolha de pessoas entrevistadas. O trabalho aponta a necessidade de se fazer um uso mais consciente dos mapas nas ações voltadas para o conhecimento do patrimônio, bem como a de buscar abordagens de cartografia que favoreçam o debate com a sociedade nesse processo.Item Patrimônio natural no Brasil(Iphan, 2004) DELPHIM, Carlos Fernando de MouraO artigo discute pontos sobre a paisagem natural, como a legislação, proteção, paisagens arqueológicas e a paisagem natural no BrasilItem Visibilidade e ambiência do Outeiro e Convento da Penha na Baía de Vitória(Iphan, 2000) FIGUEIREDO, Diva Maria Freire Figueiredo; MICELI, Caroline Maciel Lauar; BARROSO, AlineO artigo aborda a proteção do contexto paisagístico do Outeiro e Convento da Penha, situado em Vila Velha (ES), em uma perspectiva de integração dos valores materiais e imateriais do patrimônio cultural. Explora, como estudo de caso,a experiência do Iphan, com a delimitação e normatização do entorno desse monumento e apresenta as questões relacionadas à proteção dos entornos, entre outros aspectos. Destacam-se as noções de patrimônio imaterial e paisagem cultural brasileira, além dos instrumentos específicos de sua proteção. Nesse trabalho, estão as análises feitas pelo Iphan-ES sobre os impactos de dois empreendimentos imobiliários projetados para Vitória, capital do Estado, na vizinhança do monumento, entre 2005 e 2011, a fim de evidenciar o procedimento metodológico e os critérios de proteção do seu entorno.Item Recomendações de Campo Grande para reestruturação e gestão do geoparque Bodoquena Pantanal(Iphan; Superintendência do Iphan no Mato Grosso do Sul, 2009) Superintendência do Iphan no Mato Grosso do SulO artigo trata da OFICINA GEOPARQUE E GESTÃ, realizada entre os dias 16 e 19 de junho de 2009, no Centro de Convenções do Parque dos Poderes, em Campo Grande/MS, a O evento teve o objetivo de produzir subsídios e estabelecer consenso quanto à estruturação e gestão do Geoparque Bodoquena-Pantanal, bem como definir diretrizes, atribuições e prazos para os trabalhos subseqüentes. Contou com a participação de membros das seguintes entidades e instituições públicas governamentais.Item A Oktoberfest catarinense: folclore ou folklore? Patrimônio cultural brasileiro?(iPHAN, 2015) VIANNA, MárcioBlumenau, Santa Catarina, 26 de Outubro de 2015. Acaba de encerrar-se com muita animação e em grande estilo, a poucos metros daqui donde escrevo, a já tradicionalíssima “Oktoberfest”, agora em sua versão 2015. Assim, se tradição “patrimônio” é ̶ pois a priori “patrimônio” é herança, tanto que no próprio idioma Inglês usa-se o termo “heritage” para designá-lo ̶ este é um tema que enseja interessante discussão. É o que pretende investigar o presente artigo, fazendo-o metodologicamente a partir dos conceitos do próprio IPHAN: se conceitualmente as formas de expressão dos grupos formadores da sociedade brasileira são patrimônio cultural brasileiro, segundo a Constituição de 1988, por conseguinte a Oktoberfest de Blumenau ou a renda ‘irlandesa’ de Sergipe, entre outros tantos exemplos, podem alinhar-se no conceito. Podem?
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