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    A cobertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro : restauração ou reconstrução?
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Machado, Erika Pereira; Motta, Lia; Gallois, Catherine J. S.; Gallois, Catherine J. S. (supervisora); Motta, Lia (orient.); Gallois, Catherine J. S. (supervisora e coorient.); Ribeiro, Marcus Tadeu Daniel; Gonçalves, Cristiane Souza
    Esta pesquisa propõe o debate conceitual acerca das intervenções executadas na cobertura do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no período de 2007-2010. O referido bem foi escolhido como objeto de estudo, pois passou por uma das maiores obras já realizada no País, no âmbito do patrimônio cultural edificado. O processo foi documentado por completo pela equipe de Fiscalização da Superintendência do IPHAN no Rio de Janeiro. O acompanhamento de todas as etapas da intervenção permitiu analisar a transposição entre os planos teórico e prático, que visa desenvolver um projeto integral de conservação e restauro. A reflexão sobre critérios e conceitos adotados nessa obra resultou no questionamento central da pesquisa: afinal, a cobertura do Theatro Municipal foi restaurada ou reconstruída? Como os aspectos conceituais ficaram em segundo plano em todo o processo, foi definido aqui um universo teórico que embasasse o debate das questões encontradas durante o acompanhamento das obras. Este universo inclui referências das principais linhas teóricas de restauração e Cartas Patrimoniais, bem como a análise das publicações brasileiras no âmbito da elaboração de projetos e procedimentos de restauro para o patrimônio edificado. O estudo de caso detém-se na análise crítica sobre intervenções executadas na cobertura do Theatro Municipal, baseada no universo teórico pré-estabelecido.
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    A saga da preservação do patrimônio urbano de Cuiabá/MT : políticas públicas nas tensões entre progresso e preservação
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2023) Guimarães, Maria Bárbara Thame; Motta, Lia; Pereira Filho, Hilário Figueiredo; Hirata, Amélia (supervisora); Motta, Lia (orient.); Pereira Filho, Hilário Figueiredo (coorient.); Brandão, Joseane Paiva Macedo; Mascaro, Luciana Pelaes; Hirata, Amélia (supervisora)
    A dissertação busca discutir a trajetória da preservação do patrimônio cultural urbano em Cuiabá, compreendendo as demandas sociais e as respostas do poder público. Os objetivos são analisar os processos de formação e modernização da cidade que envolvem disputas e conflitos, discutir as medidas de proteção operadas pelo poder público e analisar a apropriação do patrimônio para promoção turística. O recorte geográfico compreende o Centro Histórico de Cuiabá, tombado pelo Iphan em 1987, e outros sítios de valor cultural, visando a compreensão das políticas de preservação operadas na cidade de forma conjunta. A metodologia é referenciada em pesquisa documental, publicações especializadas sobre patrimônio cultural urbano, políticas públicas e história e desenvolvimento urbano de Cuiabá, em associação à experiência durante as práticas profissionais no Iphan/MT. Verificou-se que o tombamento e a Instrução Normativa de 1994 que o regulamenta em termos práticos são parte de um conjunto maior de ações governamentais que devem ser operadas para a preservação dos sítios urbanos, devendo haver cooperação entre os agentes públicos, capacitação técnica e continuidade nas ações para resultados satisfatórios.
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    A valoração como patrimônio cultural do "raio que o parta" : expressão do modernismo popular, em Belém/PA
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Cardoso, Andréia Loureiro; Motta, Lia; Borges, Tatiana Carepa Roffé (supervisora); Motta, Lia (orient.); Borges, Tatiana Carepa Roffé (supervisora); Sorgine, Juliana Ferreira; Cavalcanti, Lauro Augusto de Paiva
    O “Raio que o parta” é uma denominação utilizada pelos belenenses para definir um tipo de decoração composta por azulejos policromados, aplicada na arquitetura popular e que foi bastante utilizada na capital paraense nas décadas de 50 e 60 do século XX. A pesquisa se propõe analisar o valor patrimonial dessa manifestação plástica, diante dos novos discursos sobre a diversidade cultural, abrangendo a noção de “Referência Cultural”. Além de abordar as suas especificidades a partir da compreensão de temas como a modernidade, Arquitetura Moderna e estética Kitsch.
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    Acervo botânico do Sítio Roberto Burle Marx : valorização e conservação
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014) Tofani, Sandra Regina Menezes; Motta, Lia; Souza, Marlon da Costa (supervisor); Motta, Lia (orient.); Coelho, Marcus Alberto Nadruz; Leal, Claudia Feierabend Baeta
    O trabalho visa apresentar a importância do acervo botânico do Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx – SRBM e como este, foi constituído, ao longo dos anos, e protegido como bem cultural. Propõe uma reflexão sobre a sua conservação no contexto da gestão do Sítio, diante do mau estado de conservação, diagnosticado no inventário realizado na Família Araceae. São discutidas as prioridades estabelecidas para a gestão dos diferentes acervos que compõem o SRBM, incluindo-se o paisagístico, o museológico e o arquitetônico, além do botânico, considerando-se que este último justificou a existência do local, dando-lhe sentido e razão de ser. Roberto Burle Marx, em sua trajetória profissional, é considerado um intelectual com múltiplas habilidades artísticas e homem com conhecimentos de botânica, que, com a utilização e valorização da flora brasileira, contribuiu de forma impressionante no campo da botânica e do paisagismo através da sua coleção de plantas. Reconhecido mundialmente pelos seus projetos paisagísticos, buscou, juntamente com os botânicos, a valorização e o emprego de plantas nativas, que pudessem, um dia, fazer parte do vocabulário paisagístico. Isso o levou a realizar expedições de coletas de plantas, resultando na constituição do seu acervo botânico. A procura por um local, para abrigar a coleção de plantas que crescia, ocorreu na década 1940, quando comprou o Sítio Santo Antônio da Bica, hoje SRBM. A preocupação com a perpetuação do seu acervo levou Burle Marx e alguns botânicos ao envolvimento com instituições públicas, recorrendo a estas para garantir a preservação do local, iniciada com o seu tombamento pelo Governo Estadual, seguida pela doação do Sítio para o Governo Federal e o tombamento por esta mesma instância governamental. As discussões sobre a caracterização do Sítio de diferentes maneiras – centro cultural, museu, museu vivo, museu multidisciplinar, reserva natural, jardim histórico e jardim botânico – proposta nesta dissertação é importante para uma reflexão sobre as prioridades estabelecidas na sua gestão como patrimônio cultural, levando a discussões sobre os instrumentos e procedimentos para sua preservação e especialmente a conservação do acervo botânico: os planos de manejos, os inventários e as práticas cotidianas de conservação.
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    Anchieta : um sítio histórico urbano em evidência
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Borges, João Marcos Chapinel; Motta, Lia; Miceli, Aline Barroso (supervisora); Motta, Lia (orient.); Miceli, Aline Barroso (supervisora); Teixeira, Luciano dos Santos; Duarte, Cristovão Fernandes
    Como tema central, discute-se a atribuição de valor patrimonial ao sítio urbano de Anchieta/ES, onde se situa o conjunto arquitetônico jesuítico, tombado pelo IPHAN em 1943, com inscrição no Livro do Tombo Histórico (LH). Duas noções são relevantes na discussão: o sítio, e não apenas do conjunto arquitetônico, como testemunho da ocupação jesuítica no território brasileiro; e agregação de elementos arquitetônicos e urbanísticos que, apesar de representativos de períodos posteriores à ocupação do sítio pelos jesuítas, representam a continuidade do processo de ocupação e domínio do território iniciado no século XVI. Faz-se uma periodização a fim de situar as alterações nos contextos sócio-econômico e urbano local. Em seguida, analisa-se o discurso comum do IPHAN na época do tombamento buscando-se evidenciar dados associados à valorização do monumento tombado. Cotejam-se duas perspectivas historiográficas distintas (a História Cientificista do século XIX e a Nova História, do século XX) adotando-se a mais atual ao contexto em questão. A partir daí defende-se um entendimento mais amplo de valor histórico. Discutem-se meios de instrumentalização de práticas de preservação frente aos valores atribuídos.
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    Bens tombados, novos contextos sociais e a qualificação dos entornos : um estudo de Santo Amaro das Brotas em Sergipe
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2018) Vilela, Nathália Assis Pereira; Motta, Lia; Motta, Lia (orient.); Duarte, Cristóvão Fernandes; Brandão, Joseane Paiva Macedo; Sousa, Antônio Miguel Lopes de
    Esta dissertação discute a abrangência multidisciplinar atribuída ao entorno dos bens tombados pelas discussões patrimoniais atuais, e fundamenta-se na noção de referência cultural indicada pela Constituição Federal de 1988. Considerando que na prática institucional os métodos de delimitação e gestão das áreas de entorno dos bens tombados pelo IPHAN em poucos casos acompanharam a evolução conceitual defendida pelos discursos internacionais e do instituto nacional – o que é verificado pela predominância da abordagem tradicional de entorno centrada no critério da visibilidade –, buscou-se refletir a respeito de uma abordagem que acompanhasse a atualização do tema. Desta forma, tendo a cidade de Santo Amaro das Brotas, em Sergipe, como exemplo e sítio da pesquisa de campo, colocou-se em questão como os bens religiosos tombados individualmente em um contexto anterior, a partir de determinados valores e objetivos de construção de identidades, em seus novos contextos sociais podem contribuir para a preservação das relações estabelecidas entre eles, suas áreas de entorno e o uso social do conjunto que formam. E em que medida, a partir de um estudo de entorno que considere os aspectos sociais, culturais e ambientais, esses bens religiosos podem contribuir para a qualificação dos sítios a eles relacionados e para a construção de uma identidade urbana. Constata-se, com base nessa experiência, que esses bens, em seus novos contextos sociais, se constituem como importantes referências identitárias a serem consideradas nos estudos de delimitação e qualificação dos entornos, segundo concepções atuais dessa figura jurídica do Decreto lei 25 de 1937.
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    Entre os morros e a lagoa : laguna cidade documento
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2016) Jaramillo, Maria Matilde Villegas; Motta, Lia; Stello, Vladimir Fernando; Cittadin, Ana Paula (supervisora); Motta, Lia (orient.); Stello, Vladimir Fernando (coorient.); Chuva, Márcia Regina R.; Pessoa, José
    O presente trabalho tem como objetivo desenvolver uma reflexão sobre o Centro Histórico de Laguna/SC, a partir do conceito cidade-documento, considerando suas características históricas, arquitetônicas e urbanas, assim como as transformações ocorridas a partir de 1985, ano do seu Tombamento pelo IPHAN. De comprovada importância histórica e cultural, Laguna é uma das primeiras cidades fundadas no atual Estado de Santa Catarina e palco de acontecimentos que marcaram a história do sul do país. Seu Centro Histórico possui um conjunto urbano e arquitetônico com características próprias implantado em uma área protegida por um sistema natural formado pelo complexo de morros e a Lagoa de Santo Antônio. Essas características somadas a sua história de conquista do território sul brasileiro, fizeram com que fosse tombada como Patrimônio Nacional, quando lhe foi atribuído o valor de cidade–documento, valorizando as diferentes características tipológicas e morfológicas, manifestações que marcaram a sua trajetória de ocupação e sua paisagem natural. Partindo da formação e desenvolvimento de Laguna, onde são evidenciadas as diferentes formas de apropriação de seus espaços que refletiram na configuração urbana atual e da análise dos valores atribuídos a este Centro Histórico, faz-se uma reflexão sobre o conceito de cidade–documento, assim como também uma análise do processo oficial de proteção do patrimônio cultural na cidade, partindo do primeiro tombamento, no ano de 1954 (IPHAN) da antiga Casa de Câmara e Cadeia até o tombamento do Centro Histórico. Suas causas e efeitos, seus atores e responsáveis. A partir destes elementos se fez uma análise das transformações e permanências, utilizando os estudos de morfologia e tipologia urbana para identificar os processos que definem o lugar. Foram analisadas as intervenções ocorridas entre 1985 e 2015 a fim de entender se a Instituição aplicou o conceito de cidade-documento, valor atribuído no tombamento, na preservação do Centro Histórico de Laguna. Comprovou-se que, apesar de estar ocorrendo uma grande discussão a respeito deste conceito, o mesmo não vem sendo utilizado em sua totalidade. Entendendo que este patrimônio deve ser tratado como um todo, formado por um conjunto heterogêneo e dinâmico, é importante pensar em uma base teórico-conceitual que possibilite solucionar a questão da implantação de novas construções em áreas consolidadas, tentando resolver o conflito entre modernidade e continuidade, recuperando e melhorando os centros históricos e sua relação com a sociedade, tendo uma postura crítica diante das transformações geradas pelo mundo moderno. Isto envolveria não apenas aspectos formais, mas os usos dos sítios e seus imóveis, além do estabelecimento de procedimentos de interação e de decisão mais participativas com a comunidade.
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    Estudos de percepção espacial no entorno do sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo com vistas à valorização do monumento
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Silva, Fabrício Rocha da; Motta, Lia; Sotratti, Marcelo; Ballester, Candice dos Santos (supervisora); Motta, Lia (orient.); Ballester, Candice dos Santos (supervisora); Arnaut, Jurema Kopke Eis; Tabacow, José
    Este trabalho apresenta uma metodologia de análise espacial, onde, os valores de memória e identidade somam-se a um detalhado sistema de compreensão da morfologia urbana da área de entorno do Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, fornecendo informações substanciais para o disciplinamento das áreas circundantes ao monumento. Os critérios de análise relacionam aspectos objetivos e subjetivos e tem como principal interesse a qualificação do entorno do sítio e a consequente valorização do monumento. O procedimento visa identificar e reforçar os traços caracterizadores da paisagem de São Miguel das Missões, representada principalmente pela interação das ruínas na paisagem.
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    Fiscalização ao patrimônio cultural edificado : uma contribuição para a avaliação da eficácia da Portaria do Iphan nº 187/2010 a partir de sua aplicação em Manuaus-AM
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2020) Benzecry, Rafael Frank; Motta, Lia; Pedrosa, Ana Carla Cruz; Motta, Lia (orient.); Rabello, Sonia; Dantas, Fabiana Santos; Sousa, Antonio Miguel Lopes de; Pedrosa, Ana Carla Cruz (supervisora)
    A fiscalização federal ao patrimônio cultural edificado de Manaus-AM é a temática tratada na presente dissertação. Limitando-se ao quadriênio de 2015 a 2018, objetivou-se analisar a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para contribuir com a análise da eficácia da Portaria nº 187/2010, que trata sobre os procedimentos e as sanções administrativas aplicados pela instituição e previstos no Decreto-lei nº 25/1937. Ao todo, foram estudados 56 processos administrativos, que demonstraram diversos desafios de ordem conceitual e operacional que impactam no exercício do poder de polícia administrativa da entidade, e, por consequência, na proteção do patrimônio cultural. Há mais de 80 anos, o Iphan possui instrumentos coercitivos disponíveis para salvaguardar bens culturais no Brasil, mas se demorou quase sete décadas para se regulamentar tal poder-dever. Após uma década de vigência, a referida portaria torna-se o objeto principal do presente trabalho como forma de auxiliar no seu aperfeiçoamento, bem como no desejo de contribuir com a busca de melhores resultados e entendimentos a nível nacional. Longe de ser uma pesquisa meramente quantitativa, buscou-se, por meio de um estudo indutivo, focado em determinada localidade e período de tempo, levantar questões que poderão ser amadurecidas pelas instâncias decisórias do Iphan e, caso levadas em consideração, espera-se que possam impactar positivamente nos resultados almejados pelo órgão em todas as suas unidades que assumem o mister de vigiar o rico e diverso acervo cultural brasileiro.
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    Maracatus de Fortaleza : entre tradições, identidades e a formação de um patrimônio cultural
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2015) Souza, Marcelo Renan Oliveira de; Motta, Lia; Silva, Ítala Bianca Moraes; Silva, Ítala Bianca Moraes (supervisora); Motta, Lia (orient.); Brandão, Joseane Paiva Macedo; Reis, Daniel
    A população brasileira apresenta diferentes formas de expressar suas culturas e identidades. Em diferentes capitais do nosso país, percebemos a existência de várias manifestações culturais que, normalmente, se tornam símbolos dos grupos que as desenvolvem. Além disso, possuímos a identidade cultural dos estados e dos municípios. Processos de apropriação e redefinição das tradições e identidades culturais, como sugere Stuart Hall, podem partir tanto de elementos internos (ligados aos grupos detentores das tradições culturais), quanto dos elementos externos (ligados à intervenção das políticas públicas culturais), afetando as formas como ambos os lados compreendem suas próprias tradições. Nesse contexto, surge a necessidade de aprofundamento dos estudos sobre os maracatus da cidade de Fortaleza, no Ceará, diante do processo de patrimonialização desse bem cultural. Os maracatus cearenses encenam o desfile de uma corte de nobres negros, embalados por músicas percussivas, que têm como principal instrumento o triângulo metálico, chamado popularmente de ferro, e cânticos chamados de loas ou macumbas. Esses maracatus guardam características particulares relacionadas aos papéis femininos, que são assumidos por homens, e na cobertura do rosto com uma pintura facial preta – negrume –, formada por uma tinta artesanal confeccionada pelos próprios brincantes. Ainda que apontados como traços tradicionais, esses elementos sofrem constantes ressignificações quanto às suas justificativas e formas de uso na contemporaneidade. Este processo de reconhecimento e de identificação cultural em constante formação, engloba a multiplicidade e mutabilidade das práticas culturais que permeiam o universo de referências culturais dos maracatus fortalezenses ao longo dos anos. Como forma de reconhecimento e valorização dessas referências, ocorreu em 2011, no Ceará, a movimentação de um grupo de maracatu - Associação Cultural Maracatu Rei do Congo - em candidatar os maracatus do Ceará ao Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial, nas instâncias municipal, estadual e federal, o que potencializou a abertura de um processo de patrimonialização dessa expressão cultural sob a égide das políticas de preservação do patrimônio cultural. Dessa forma, através de uma pesquisa interdisciplinar pautada, sobretudo no levantamento historiográfico e etnográfico, focamos nossas análises especialmente nos Maracatus de Fortaleza, onde se encontram a maior parte dos grupos do Ceará, problematizando, neste estudo, o processo de patrimonialização dos Maracatus Cearenses na conjuntura da solicitação de seu Registro como Patrimônio Cultural Imaterial Municipal e Brasileiro.
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    O ofício do conservador-restaurador : concepções de patrimônio e transformações desde 1937
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Moreira, Catarine de Nazaré Aquino; Motta, Lia; Santos, João Carlos Velozo (supervisor); Motta, Lia (orient.); Guimarães, Lygia; Carsalade, Flávio
    O presente trabalho tem por objetivo analisar a práxis do conservador-restaurador de bens culturais e de que modo as concepções de patrimônio ganharam importância na tomada de decisão nos trabalhos de conservação e restauração. Pretende-se observar como os resultados das obras de conservação-restauração podem refletir na apreensão social do bem, além de situar e apresentar o contexto histórico vivido na política de preservação do patrimônio cultural no Brasil, desde 1937. Enfatizou-se o uso da noção de patrimônio como referência cultural da identidade e memória social e coletiva dos diferentes grupos da sociedade brasileira. Para tal, utilizou-se como objeto de estudo projetos de restauração realizados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – em dois tempos de atuação –, o primeiro apresentando projetos restaurativos realizados nos primeiros anos da instituição, e no segundo, mais atual, com projetos realizados no Norte do país, pela Superintendência do IPHAN no Pará. Buscou-se mostrar as ressignificações que o patrimônio material pode receber ao longo dos anos, influindo nas decisões do conservador-restaurador, destacando, ainda, a importância da miríade de informações envolvidas no ofício do conservador-restaurador. Essa se torna uma fonte documental importante e complementar, que nos permite entender como as práticas protecionistas são revistas, através da introdução de novas noções conceituais e o estreitamento da relação entre Estado e sociedade civil, influenciando nos critérios interventivos aplicados às obras.
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    O patrimônio cultural brasileiro em evidência : uma análise da Assessoria de Comunicação do Iphan
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2020) Diniz, Yara de Oliveira; Motta, Lia; Pardo, Ana Lúcia; Lustosa, Carmen Cira (supervisora); Gouthier, Débora Machado (supervisora); Motta, Lia (orient.); Pardo, Ana Lúcia (coorient.); Thompson, Analucia; Duarte, Jorge Menna; Lustosa, Carmen Cira (supervisora); Gouthier, Débora Machado (supervisora)
    A Comunicação foi e é, desde os primórdios do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), aliada desta autarquia federal. Nesse sentido, a dissertação apresenta o trabalho da Assessoria de Comunicação do Instituto, trazendo reflexões sobre as práticas de rotina dos profissionais deste setor, os resultados destas práticas e como os discursos jornalísticos produzidos no Iphan podem contribuir para a construção das narrativas patrimoniais divulgadas pela mídia. O estudo busca analisar, a partir de entrevistas, documentos, matérias jornalísticas, posts em redes sociais e referenciais teóricos sobre Comunicação e Patrimônio Cultural, qual a função da Assessoria de Comunicação do Instituto na preservação e difusão do Patrimônio Cultural Brasileiro. Para subsidiar as discussões teóricas, serão adotadas a Teoria do Agenda Setting e a Teoria do Gatekeeper.
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    Patrimônio cultural, sistemas e ações articuladas : a experiência de Cáceres e a formação de um sistema de preservação
    (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014) Arruda, Renato Fonseca; Motta, Lia; Teixeira, Luciano; Pereira, Maria Elisa Campos (supervisora); Motta, Lia (orient.); Teixeira, Luciano (coorient.); Pereira, Maria Elisa Campos (supervisora); Leal, Claudia Feierabend Baeta; Azevedo, Lia Calabre de
    Esta pesquisa analisa a constituição das ações sistêmicas de preservação do patrimônio cultural no Brasil, abordando a busca pela implantação de um sistema de preservação, constituído por órgãos das instâncias federal, estadual e municipal, e usando o processo de preservação em Cáceres como estudo de caso. A investigação foi norteada pela pergunta: em que medida o processo de preservação, que desencadeou o tombamento federal do sítio histórico de Cáceres, contribui para uma reflexão sobre a constituição de um sistema de preservação de patrimônio cultural? Ou melhor, considerando que o perímetro do centro histórico da cidade de Cáceres era protegido por tombamento do governo estadual e contava com bens patrimonializados em nível municipal, como o processo que desencadeou no tombamento federal do seu centro histórico, em 2010, ajuda a analisar a efetividade das ações sistêmicas de preservação? Desta forma, o trabalho é centrado em três esforços: o de apresentar uma análise da ideia de sistema no âmbito da preservação do patrimônio enquanto um instrumento para gestão compartilhada da preservação; o de compreender a ação do poder público municipal de Cáceres de modo a traçar um panorama da valoração e conservação do Marco do Jauru pelos governos municipal e federal, na década de 1970; o de compreender a institucionalização da política municipal e a ação estadual de preservação para a valoração do Centro Histórico de Cáceres, realizadas a partir do final da década de 1980, em suas relações com a política federal de preservação.
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