Navegando por Autor "Leal, Claudia Feierabend Baeta"
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Item A perda nos processos de patrimonialização : vila operária como patrimônio cultural(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2018) Oliveira, Daniella Christina Acioli do Carmo de; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Guerreiro, Thalianne de Andrade Leal (supervisora); Leal, Claudia Feierabend Baeta (orient.); Leal, Thalianne de Andrade (supervisora); Santos, Helena Mendes dos; Nascimento, Flávia Brito doA partir dos processos em instrução para tombamento na Superintendência do IPHAN em Alagoas, foram identificados três processos com a temática sobre Vilas Operárias brasileiras. Assim, diante da prática institucional atual, surgiram questionamentos acerca da possibilidade de Vilas Operárias serem Patrimônio Cultural. Para investigar mais aprofundadamente o tema, foram analisados os contextos históricos e econômicos dos espaços operários, bem como estudadas as formas como as Vilas Operárias se relacionam com a história da arquitetura e do urbanismo. Além disto, foram analisados processos de tombamento existentes na instituição – incluindo, além dos processos dos bens tombados, processos indeferidos e em instrução –, para compreender de que modo o IPHAN vem lidando com esse tipo de bem em seus 80 anos de existência. Para o melhor entendimento das análises realizadas, foram analisados três processos em instrução para tombamento sobre Vilas Operárias, encontrados na Superintendência do IPHAN em Alagoas. Os processos em questão foram: Vila Operária em Delmiro Gouveia, Vila Operária em Fernão Velho e Destilaria Central de Rio Largo, onde foram analisadas as perdas e aspectos existentes, que ainda possibilitem a atribuição de valor a essa tipologia tão importante para preservação da memória da classe operária brasileira e da história da industrialização nacional.Item Acervo botânico do Sítio Roberto Burle Marx : valorização e conservação(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014) Tofani, Sandra Regina Menezes; Motta, Lia; Souza, Marlon da Costa (supervisor); Motta, Lia (orient.); Coelho, Marcus Alberto Nadruz; Leal, Claudia Feierabend BaetaO trabalho visa apresentar a importância do acervo botânico do Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx – SRBM e como este, foi constituído, ao longo dos anos, e protegido como bem cultural. Propõe uma reflexão sobre a sua conservação no contexto da gestão do Sítio, diante do mau estado de conservação, diagnosticado no inventário realizado na Família Araceae. São discutidas as prioridades estabelecidas para a gestão dos diferentes acervos que compõem o SRBM, incluindo-se o paisagístico, o museológico e o arquitetônico, além do botânico, considerando-se que este último justificou a existência do local, dando-lhe sentido e razão de ser. Roberto Burle Marx, em sua trajetória profissional, é considerado um intelectual com múltiplas habilidades artísticas e homem com conhecimentos de botânica, que, com a utilização e valorização da flora brasileira, contribuiu de forma impressionante no campo da botânica e do paisagismo através da sua coleção de plantas. Reconhecido mundialmente pelos seus projetos paisagísticos, buscou, juntamente com os botânicos, a valorização e o emprego de plantas nativas, que pudessem, um dia, fazer parte do vocabulário paisagístico. Isso o levou a realizar expedições de coletas de plantas, resultando na constituição do seu acervo botânico. A procura por um local, para abrigar a coleção de plantas que crescia, ocorreu na década 1940, quando comprou o Sítio Santo Antônio da Bica, hoje SRBM. A preocupação com a perpetuação do seu acervo levou Burle Marx e alguns botânicos ao envolvimento com instituições públicas, recorrendo a estas para garantir a preservação do local, iniciada com o seu tombamento pelo Governo Estadual, seguida pela doação do Sítio para o Governo Federal e o tombamento por esta mesma instância governamental. As discussões sobre a caracterização do Sítio de diferentes maneiras – centro cultural, museu, museu vivo, museu multidisciplinar, reserva natural, jardim histórico e jardim botânico – proposta nesta dissertação é importante para uma reflexão sobre as prioridades estabelecidas na sua gestão como patrimônio cultural, levando a discussões sobre os instrumentos e procedimentos para sua preservação e especialmente a conservação do acervo botânico: os planos de manejos, os inventários e as práticas cotidianas de conservação.Item Cartografia do patrimônio cultural : uma análise da cartografia no âmbito dos inventários nacionais do Iphan(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2015) Martins, Ana Betânia de Souza Pimentel; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Leal, Claudia Feierabend Baeta (orient.); Teixeira, Luciano dos Santos; Sotratti, Marcelo AntônioO tema que instigou o desenvolvimento desta pesquisa é a Cartografia no âmbito da construção das práticas de preservação do IPHAN, notadamente as práticas ligadas a identificação e conhecimento do patrimônio cultural brasileiro. A metodologia partiu da análise documental dos manuais dos instrumentos de identificação, os chamados Inventários Nacionais, especificamente o Inventário Nacional de Bens imóveis – Sítios Urbanos (INBISU) e o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC). Buscou-se compreender a realização daqueles inventários nacionais com a fundamentação conceitual realizada no 1º capítulo analisou-se aqueles inventários que tiveram entre suas diretrizes a produção de mapas do patrimônio cultural. Com relação aos inventários conclui-se que: Percebe-se que a cartografia ou a informação cartográfica foi requerida no contexto de elaboração dos dois instrumentos de identificação, INBI-SU e INRC, sendo vista prioritariamente como ferramenta de localização; A cartografia sistemática apareceu como abordagem predominante na identificação do uso de mapas nos manuais de inventários que desempenharam a função de localização e orientação. Observou-se também o uso de mapas como fonte histórica. Como exceções dessa forma de utilização predominante da cartografia destaca-se o projeto MAPEO, Cartografia cultural dos sítios sagrados do Noroeste Amazônico. Esta experiência constitui também instrumento de identificação do patrimônio cultural, a qual se diferem dos inventários no trato com mapas principalmente por trazerem no próprio conceito dos instrumentos a ideia de mapeamento como eixo central. Dessa forma, a cartografia sai da posição de ferramenta coadjuvante para localização de bens materiais que se relacionam com os patrimônios culturais, para assumir importância central no processo de identificação desses bens e referências culturais.Item Casa-Grande da Cultura : (re)patrimonialização e revocacionamento do Paço Imperial no Rio de Janeiro (1980-1990)(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2021) Silva, Alessandra Schimite da; Chuva, Márcia Regina Romeiro; Saldanha, Claudia Werneck (supervisora); Chuva, Márcia Regina Romeiro (orient.); Nascimento, Flávia Brito do; Motta, Lia; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Saldanha, Claudia Werneck (supervisora)Este estudo propõe a análise dos processos de “repatrimonialização" e “revocacionamento” do edifício do Paço Imperial a partir da conjuntura dos anos 1980, com ênfase em suas aproximações e relações com as políticas públicas culturais federais elaboradas no período de abertura política e redemocratização. O objetivo é compreender a constituição deste espaço cultural identificando o ideário expresso em torno de seu projeto de “restauração” e institucionalização, bem como discutir as memórias, os sujeitos e as identidades mobilizadas para a construção de sua narrativa como patrimônio cultural e suas proposições de uso.Item (Des)construindo uma comunidade imaginada : o caso da comunidade de Bento Rodriques atingida pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG)(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2022) Passos, Sibele Fernanda de Paula; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Simão, Maria Cristina Rocha; Cotta, Matheus Guerra (supervisor); Leal, Claudia Feierabend Baeta (orient.); Simão, Maria Cristina Rocha (coorient.); Pereira Filho, Hilário Figueiredo; Marques, Monique Sanches; Passos, Flora d'El Rei LopesEstruturada a partir de três pilares – a) construção da identidade no Quadrilátero Ferrífero (invenção de uma tradição minerária); b) ampliação sobre o entendimento de patrimônio cultural e a aplicabilidade deste novo entendimento a partir das instituições públicas; c) o papel das políticas públicas de patrimônio na defesa de direitos da comunidade de Bento Rodrigues (caso-referência) – essa pesquisa buscou refletir em qual medida as políticas de preservação do patrimônio podem contribuir para que grupos atingidos pela mineração acionem o Estado na busca por seus direitos. Para tanto, partiu-se de uma reconstituição historiográfica sobre o Quadrilátero Ferrífero a fim de desenvolver as discussões propostas. Esse recorte se justificou uma vez que a região se destaca tanto no que se refere a atividade da mineração quanto no que trata do acervo protegido como patrimônio cultural. Ademais, essa parcela do território vem nos últimos anos se destacando pelos diversos conflitos socioambientais ocasionados pelas empresas mineradoras. Assim, ao partir da construção de narrativas em prol da mineração na região, da discussão a respeito da ampliação conceitual sobre o entendimento de patrimônio cultural e do caso-referência da Comunidade de Bento Rodrigues – devastada pelo rejeito liberado após o rompimento da barragem de Fundão (pertencente à Samarco S.A, Vale S.A e BHP Billiton) –, buscou-se ponderar em qual medida as narrativas não hegemônicas e os bens culturais não acautelados podem ser incorporados pelas políticas públicas de patrimônio a fim de assegurar o direito e a fruição do patrimônio cultural nos termos do art. 216 da Constituição Federal de 1988.Item Diagnóstico da destruição : os efeitos da expansão urbana sobre os sítios arqueológicos em Manaus/AM(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2016) Barros, Elen Caroline de Carvalho; Ribeiro, Rafael Winter; Arnaut, Jurema Kopke; Wanderley, Elaine; Ribeiro, Rafael Winter (orient.); Arnout, Jurema Kopke (coorient.); Fernandes, Manoel Couto; Leal, Claudia Feierabend BaetaEsta dissertação tem como temática a análise dos principais fatores de destruição dos sítios arqueológicos localizados na zona urbana do município de Manaus/AM, tendo como marco temporal a implantação da Zona Franca. O foco está no uso de ferramentas de geoprocessamento e dados históricos para a identificação de agentes destrutivos atuantes no estado de conservação de sítios arqueológicos ao longo das décadas que se seguiram à implantação do Pólo Industrial de Manaus em 1969. Este trabalho buscou obter um panorama da preservação do patrimônio arqueológico através do levantamento de dados históricos - por meio dos processos administrativos do IPHAN/AM -, de dados de campo - obtidos em visitas in loco a sítios selecionados - e da análise do avanço da mancha urbana – por meio da manipulação de imagens de satélite em softwares específicos. Avaliou-se a influência dos órgãos de proteção, especialmente do IPHAN, das instituições de pesquisa e dos arqueólogos como agentes diretamente envolvidos nos processos e políticas estabelecidos para a preservação do patrimônio arqueológico. Identificou-se a atuação diferenciada dos fatores de destruição em cada uma das zonas administrativas do município, definidas pelo Plano Diretor de Manaus (2014). Através da análise de imagens de satélite constatou-se que três zonas administrativas já se encontram consolidadas dentro do território pesquisado: Sul, Centro-Sul e Centro-Oeste. Com isso foi possível verificar que as três zonas administrativas restantes, sendo as zonas Norte, Leste e Oeste, são alvo de maior pressão advinda da construção civil ligada a obras de caráter público e privado. Essas pressões se dão na forma dos fatores de destruição que são sintetizados pelos setores de habitação, exploração mineral e obras públicas em constante fase de implantação na cidade. Com isso gerou-se um acervo cartográfico que serve como modelo para análise de fatores que oferecem riscos a sítios arqueológicos. Deste modo foi possível estabelecer quais áreas encontram-se no caminho do processo de avanço da mancha urbana e, consequentemente, em quais locais há maior probabilidade de ocorrerem novas destruições de sítios arqueológicos.Item É da humanidade, mas não da comunidade : redes sociais, participação popular e gestão do patrimônio em Ouro Preto(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2022) Coelho, Nízea Andrade; Pereira Filho, Hilário Figueiredo; Martins, Gilson Fernandes Antunes; Pereira Filho, Hilário Figueiredo (orient.); Leal, Claudia Feierabend Baeta; Mendonça, Ricardo Fabrino; Santos, João Guilherme Bastos dosO objetivo principal dessa pesquisa é verificar a possibilidade das redes sociais servirem como ferramenta auxiliar para ampliar a participação popular na construção de políticas públicas de patrimônio. O objeto de estudo selecionado foi a construção das políticas públicas de Ouro Preto, cidade patrimônio mundial, com foco na Revisão do Plano Diretor da cidade iniciado em 2020. Para isso, traçou-se um panorama das políticas públicas de patrimônio implantadas no Município desde o tombamento, na década de 1930 e as consequências dessas políticas na relação poder público e comunidade. Nossa fonte documental se baseou na ata da 7ª Conferência da Cidade, realizada no dia 07 de março de 2020 e que reuniu mais de 300 populares presencialmente, e em matérias de jornais, bem como entrevistas com participantes. A pesquisa também tomou como base a observação-participante da mestranda durante a Conferência. Como plataforma online, optamos pelo aplicativo de conversas WhatsApp, visto que ele é, atualmente, o mais difundido entre os brasileiros, conforme pesquisa da We Are Social de 2022. Com auxílio do software Iramuteq, os questionamentos e proposições retirados da ata foram comparados às proposições dos grupos online com o intuito de perceber se havia uma concordância de opiniões em ambos. Tendo como base os resultados aqui obtidos, analisamos em que medida as redes sociais podem servir como ferramenta auxiliar e legítima para ampliar a participação popular na construção de políticas, seja de patrimônio ou de outros temas, e em quais contextos elas devem ser acionadas.Item Entre o concreto e o papel : a memória arquitetônica do Palácio Gustavo Capanema(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2017) Martinelli, Francesca Dalmagro; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Aguiar, Andressa Furtado da Silva de (supervisora); Leal, Claudia Feierabend Baeta (orient.); Aguiar, Andressa Furtado da Silva de (supervisora); Casco, Ana Carmen Amorim Jara; Carvalho, Claudia Suely Rodrigues deA preservação do patrimônio cultural edificado pode exigir ações sobre ele, mais ou menos invasivas, as quais chamamos intervenções. Entende-se que toda intervenção que tenha por objetivo resguardar os atributos pelos quais determinada edificação foi submetida a algum processo de patrimonialização como bem cultural deva recorrer à sua memória arquitetônica, de forma a fundamentar, da melhor forma possível, a maneira como se irá intervir. Como suportes dessa memória, para além da própria edificação, estão os documentos a ela relativos, que podem ir desde o projeto arquitetônico que lhe deu origem até registros documentais de intervenções posteriores à construção. O processo de intervenção, portanto, da mesma maneira em que pode ser instrumentalizado por documentos pretéritos, também pode produzir documentos que subsidiarão intervenções futuras. Tomando como objeto de pesquisa o Palácio Gustavo Capanema – edifício construído durante a Era Vargas para abrigar o Ministério da Educação e Saúde brasileiro e posteriormente tombado pelo IPHAN –, bem como os documentos relativos à sua construção e intervenções nele realizadas, esta dissertação tem por objetivo estudar em que medida, no momento de uma intervenção, os documentos acessados e produzidos nesses processos permitem compreender as intervenções anteriores e também subsidiam as próximas.Item Guardiões da memória: uma análise do papel ativo do detentor na preservação do patrimônio cultural imaterial a partir do sotaque de mão(2024) Nogueira, Juliana dos Santos; Silva, Daniel Roberto dos Reis; Supervisora: Izaurina Maria de Azevedo Nunes; Silva, Daniel Roberto dos Reis; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Carvalho, Luciana Gonçalves deEsta dissertação analisa o papel dos detentores como sujeitos ativos na preservação do patrimônio cultural imaterial, tendo como estudo de caso o Sotaque Costa de Mão do Bumba meu boi do Maranhão. A pesquisa examina as relações entre as políticas de salvaguarda e a participação efetiva dos detentores, considerando aspectos jurídicos, sociais e culturais. Através de uma abordagem metodológica qualitativa, que combina pesquisa-ação e etnografia, o estudo acompanhou reuniões entre detentores e instituições, analisou documentos oficiais e realizou observação participante. Como instrumentos de coleta de dados, foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, observação etnográfica e análise documental, além do acompanhamento de articulações via grupos de WhatsApp. Os resultados revelam que a efetividade das políticas de salvaguarda está intrinsecamente ligada à participação ativa dos detentores em todas suas etapas, destacando a necessidade de democratização dos processos burocráticos e maior diálogo entre instituições e comunidades. A pesquisa evidencia ainda os desafios específicos enfrentados pelo Sotaque Costa de Mão, como questões socioeconômicas, preconceito racial e dificuldades de acesso a editais e recursos. Conclui-se que é fundamental desenvolver mecanismos mais inclusivos de participação dos detentores nas políticas culturais, reconhecendo seu protagonismo na preservação do patrimônio cultural imaterial.Item Ir e vir em Brasília: a gestão da malha viária e a preservação do patrimônio mundial(2024) Corrêa, Laura Girade; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Perpétuo, Thiago Pereira; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Perpétuo, Thiago Pereira; Brandão, Joseane Paiva Macedo; Reis, Carlos MadsonEsta dissertação tem como objetivo geral estudar, a partir da análise do objeto, os ajustes e alterações sugeridos ou já efetuados na malha viária projetada por Lucio Costa em conjunto com as políticas de preservação do tombamento dentro do IPHAN, mais precisamente na Superintendência do Distrito Federal aliadas à gestão de competência do Governo do Distrito Federal. A análise foi realizada com foco na gestão do sítio tombado do ponto de vista da preservação em atendimento às regras do tombamento, de sistema viário, de gestão, como também junto aos processos e projetos que fazem parte desse tema. A metodologia de pesquisa baseou-se na análise do processo de tombamento de Brasília, bem como da legislação de proteção e preservação do sítio definido como Patrimônio Mundial. O estudo foi efetuado com levantamento de documentação, projetos, processos e propostas que tratam da alteração ou ajustes na malha viária que transitam entre os órgãos de coordenação, gestão, fiscalização e obras no Distrito Federal e no IPHAN. Os estudos foram baseados no histórico da concepção do projeto do Plano Piloto, os conceitos sobre sistema viário, planejamento urbano, direito urbanístico e políticas socioeconômicas que tratam sobre esses processos. As perguntas sobre o tema foram efetuadas para identificar os impactos e as dificuldades com o intuito de analisar os pedidos que tratam da gestão da cidade. Buscou-se, enfim, elaborar estudos, soluções ou ajustes da malha viária considerando a atual realidade em contrapartida com os anos que passaram e os que seguem à frente, com destaque à importância de se manter o regramento estabelecido pela legislação federal e distrital que trata os pontos principais, preservando o partido e projeto urbanístico sem prejudicar o tombamento.Item Lagoa de Araruama : por uma visão articulada do patrimônio(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2017) Tangerino, Camila Ciccarone; Ribeiro, Rafael Winter; Motta, Lia (supervisora); Ribeiro, Rafael Winter (orient.); Motta, Lia (supervisora); Leal, Claudia Feierabend Baeta; Holzer, WertherEste estudo discute a trajetória da política federal de preservação do patrimônio cultural na Região dos Lagos, no litoral nordeste do Estado do Rio de Janeiro. O trabalho parte da análise de documentos produzidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de processos de tombamentos referentes à Região dos Lagos e das mudanças nas ações de preservação ocasionadas pela descentralização do órgão com a criação do Escritório Técnico da Região dos Lagos na década de 1980. A pesquisa busca compreender como a Lagoa de Araruama, presença marcante no modo de vida e nas dinâmicas socioespaciais da região, foi incorporada no discurso do IPHAN. Com base na análise do Processo de Tombamento da “Lagoa de Araruama - Municípios de Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Arraial do Cabo” e do Processo de Tombamento do “Conjunto Paisagístico da Lagoa Rodrigo de Freitas”, foi possível identificar algumas leituras sobre a ideia de patrimônio natural e de paisagem que se reproduzem dentro das práticas de seleção e valoração do IPHAN. A Lagoa de Araruama foi disposta ora como um elemento compositivo da paisagem (cenário) que envolve e destaca o monumento arquitetônico tombado, ampliando o caráter de excepcionalidade do bem construído, ora a partir de noções apartadas de natureza e cultura, conduzindo a responsabilidade pela sua proteção aos organismos de preservação ambiental. Por outro lado, as paisagens (narrativas) dos agentes locais, como os pescadores artesanais, indicam aspectos materiais e simbólicos importantes na relação construída junto à Lagoa de Araruama, evidenciando o caráter de indissociabilidade representado pelos aspectos materiais e imateriais constitutivos dos patrimônios culturais. Neste sentido, este estudo pretende pensar como as múltiplas narrativas têm sido construídas dentro do órgão, quais discussões são levantadas e qual seria a contribuição de uma revisão do conceito de paisagem e da categoria de patrimônio natural dentro do IPHAN.Item Licenciamento ambiental : desafios e possibilidades para a preservação do patrimônio cultural brasileiro(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2016) Silva, Luciano de Souza e; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Braga, Emanuel de Oliveira (supervisor); Leal, Claudia Feierabend Baeta (orient.); Moreira, Eliane Cristina Pinto; Motta, LiaEsta dissertação visa a discutir os desafios e as possibilidades para preservação do patrimônio cultural brasileiro na atualidade, tendo como campo o licenciamento ambiental, por entender ser este um campo em que diversas racionalidades entram em disputas, especificamente as racionalidades econômica, ambiental e cultural. A reflexão sobre o assunto se deu na lida diária como técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan –, num momento em que estava em debate a construção de normativa que criaria procedimentos para participação da Instituição nos processos de licenciamento ambiental – a já publicada Instrução Normativa nº 001/2015. Para entendimento e análise das narrativas e noções incluídas no texto do documento e para discutir a noção de patrimônio cultural idealizada hoje, abordei vários temas: a relação conflituosa entre a ideia de natureza e a cultura humana até uma aproximação entre os termos, constituindo a noção do meio ambiente humano; os movimentos ambientalistas e a aproximação com os movimentos sociais que conquistaram políticas democráticas e a revisão do arcabouço legal, incluindo proposituras socioambientais e de preservação das culturas das populações tradicionais; a inclusão do meio ambiente e do patrimônio cultural nos discursos da racionalidade econômica capitalista e os desafios para a preservação do patrimônio cultural brasileiro. Esses temas foram abordados a partir de discussões epistemológicas, político-institucionais e legais elaboradas em vários períodos, a fim de refletir como se deu a constituição da noção, ou das noções, de patrimônio cultural. Perpassar, analisar e discutir esses diversos temas objetivaram problematizar em que medida eles contribuíram na definição do papel do Iphan nos processos de licenciamento ambiental, principalmente no que se refere à preservação do patrimônio cultural e à participação social no processo de definição do que vem a ser esse patrimônio.Item Narrativas visuais sobre o patrimônio cultural : os cortadores de pedra na Chapada Diamanatina(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2018) Zanardi, Paula Pflüger; Reis, Daniel; Adinolfi, Maria Paula; Reis, Daniel (orient.); Gama, Fabiene de Moraes Vasconcelos; Morais, Sara Santos; Leal, Claudia Feierabend BaetaEsta pesquisa trata da produção audiovisual do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC). Por meio da criação de um filme com os extratores de pedra de Campos de São João, Bahia, a pesquisa debruça-se sobre a imagem em movimento produzida pelo/para o Iphan. Reflete, a partir de experiências anteriores de inventários já executados e das diretrizes elaboradas para o audiovisual, sobre os conceitos que perpassam os filmes para patrimônio imaterial. O filme criado para a pesquisa, intitulado “Cortadores de Pedra”, se baseia em propostas da antropologia audiovisual para fomentar a reflexão sobre formas de fazer filmes para o INRC. A partir dos agenciamentos pela câmera a pesquisa também aborda as questões trazidas pelos extratores de pedra. Sobretudo a interdição da extração de pedras no povoado estudado e a sobreposição de acautelamentos ambientais e patrimoniais na Chapada Diamantina que incidem sobre as populações tradicionais.Item Normatização de entorno de bens tombados individualmente : um estudo de caso em Florianópolis/SC(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2015) Balthazar, Raíssa; Guedes, Maria Tarcila Ferreira; Weissheimer, Maria Regina; Guedes, Maria Tarcila Ferreira (orient.); Weissheimer, Maria Regina (coorient.); Nascimento, Flávia Brito do; Leal, Claudia Feierabend BaetaO entorno de um bem tombado individualmente exerce importante influência sobre a sua percepção e apropriação. Debruçando-se sobre estudos de caso localizados em duas áreas distintas da capital catarinense, a pesquisa teve por objetivo criar subsídios para a determinação da abrangência das áreas de influência dos bens em questão e o estabelecimento de diretrizes e parâmetros que clarifiquem a maneira de intervir nas mesmas. Foi estudada a relação entre cinco bens tombados pelo IPHAN e seu entorno na área central de Florianópolis - Forte Sant’Ana, Forte Santa Bárbara, Casa Natal de Victor Meirelles, Antiga Alfândega de Florianópolis e Ponte Hercílio Luz - e um localizado ao norte da Ilha, a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Tais análises foram realizadas a partir de considerações, também integrantes da investigação, sobre os aspectos teóricos, jurídicos e metodológicos do entorno de bens tombados. Espera-se desta forma que a reflexão levantada contribua para a valorização dos bens, auxiliando no desenvolvimento de projetos e nas análises técnicas em suas áreas de entorno.Item O que eu ganho com isso : desafios da sustentabilidade econômica do patrimônio imaterial a partir do Maracatu de Baque Solto(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2020) Silva, Giorge Patrick Bessoni e; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Cunha, Juliana da Mata (supervisora); Leal, Cláudia Feierabend Baeta (orient.); Cunha, Juliana da Mata (supervisora); Reis, Daniel; Cavalcanti, Virgínia Pereira; Esteves, Leonardo LealA sustentabilidade do bem cultural é um dos objetivos da política pública federal de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial. O Maracatu de Baque Solto, bem reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil em 2014, vive problemas quanto à sua sustentabilidade cultural, que se traduzem na dificuldade em manter os grupos de maracatu financeiramente: não raro os fazedores dessa cultura comprometem bens materiais e renda pessoal para a sobrevivência de sua agremiação. O que, por sua vez, conduz à necessidade de enxergar a salvaguarda do patrimônio imaterial à luz da economia da cultura, e, em seu âmbito, da economia criativa, área que tem recebido bastantes contribuições teóricas e experimentais. Essa dissertação busca, pois, a partir do debate sobre sustentabilidade, refletir como a política de preservação do patrimônio imaterial pode incorporar o debate da economia da cultura a fim de consolidar a sustentabilidade econômica e material do Maracatu de Baque Solto. Assim, pesquisas em referências bibliográficas, observações de campo e entrevistas com fazedores de maracatu, produtores culturais e pesquisadores, permitiram promover um debate sobre os conceitos de desenvolvimento sustentável e sustentabilidade; apresentar questões de economia da cultura e de economia criativa; e descrever a situação material e financeira do Maracatu de Baque Solto, com vistas a pensar diretrizes para sua sustentabilidade econômica, mas também cultural e social.Item Paisagem como patrimônio : entre potencialidades e desafios para a implementação da chancela da Paisagem Cultural Brasileira(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2018) Pereira, Danilo Celso; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Mongelli, Mônica Medeiros; Leal, Claudia Feierabend Baeta (orient.); Mongelli, Mônica Medeiros (coorient.); Teixeira, Luciano dos Santos; Nascimento, Flávia Brito doO objetivo desta pesquisa é discutir as potencialidades e desafios de preservação das paisagens culturais brasileiras por meio da chancela, criada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2009. Assim, por meio de uma revisão bibliográfica e documental acerca do tema, busca-se evidenciar as potencialidades do instrumento como política de patrimônio, política espacial e política social, abordando, em um primeiro momento, sua construção e os estudos pioneros que privilegiaram grupos sociais vulneráveis para, em seguida, destacar as dificuldades que acarretaram o sobrestamento dos processos em 2014. Concluiu-se que, mesmo com o crescimento das paisagens culturais brasileiras na Lista do Patrimônio Mundial e com a continuidade da participação do Iphan nos fóruns nacionais e internacionais sobre o tema, sem a conclusão dos processos de chancela e, consequentemente, de ações sistemáticas de identificação, reconhecimento e gestão, ainda não se efetivou no Brasil uma política para a preservação das paisagens culturais.Item Patrimônio cultural afro-brasileiro : narrativas produzidas pelo Iphan a partir da ação patrimonial(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2012) Lima, Alessandra Rodrigues; Teixeira, Luciano dos Santos; Brayner, Natália Guerra; Teixeira, Luciano dos Santos (orient.); Leal, Claudia Feierabend Baeta; Gonçalves, Renata de Sá; Brayner, Natália GuerraEsse trabalho foi realizado no âmbito do Programa de Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural, oferecido pelo Iphan. Traz um histórico da relação estabelecida entre o Iphan e expressões culturais afro-brasileiras, bem como as políticas de patrimonialização daí resultantes. Desenvolveu-se a observação analítica desse processo, com destaque para os Registros do Ofício das Baianas de Acarajé e de duas expressões da Capoeira – Roda de Capoeira e Oficio os Mestres de Capoeira como patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial. Com base em pesquisa documental e de campo buscou-se as narrativas que justificaram o reconhecimento desses bens culturais como patrimônio e as dinâmicas caracterizaram as medidas de salvaguarda realizadas após o Registro. Esse exercício demonstrou a aproximação entre as narrativas produzidas pelo Iphan e a perspectiva de reparação em relação à cultura afro-brasileira e sua influência na elaboração das diretrizes de salvaguarda desses bens culturais.Item Patrimônio cultural e mapa etno-histórico do Brasil e regiões adjacentes de Curt Nimuendajú : política pública e diversidade linguística(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2020) Leão, Ana Carolina Rezende; Casco, Ana Carmen Amorim Jara; Casco, Ana Carmen Amorim Jara (orient.); Leal, Claudia Feierabend Baeta; Lopes, Jorge DominguesO objetivo da pesquisa foi compreender a relação do Mapa etno-histórico do Brasil e regiões adjacentes (1942; 1943; 1944), de Curt Nimuendajú, com o Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). O mapa foi analisado como referência e como fonte para o projeto Plataforma Interativa da Diversidade Linguística, em andamento no contexto das Políticas Públicas sobre Diversidade Linguística empreendidas pela DTDL/DPI/IPHAN, no campo do Patrimônio Cultural. O mapa mostra a localização espaço-temporal das línguas indígenas no Brasil e países próximos, as famílias linguísticas por agrupamento diferenciado por cores, a direção migratória das etnias indígenas e as etnias extintas. Também foram analisadas as variadas edições do mapa (1981; 2017) e sua relação com as instituições públicas. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico sobre Políticas Públicas, especificamente Políticas Linguísticas, Direitos Linguísticos, INDL, IPHAN, o mapa de Curt Nimuendajú, Nimuendajú enquanto etnógrafo e suas atuações profissionais e científicas; também foi analisada a produção textual de Nimuendajú e os textos de outros autores por ele organizados em seu referencial bibliográfico para elaboração do mapa. Além disso, foram produzidas fontes orais a partir de entrevistas realizadas com os antropólogos que participaram da 1ª edição do mapa (1981), sendo eles George Zarur (2018) e Olympio Serra (2018). O mapa (1942; 1943; 1944) tem sua 1ª edição (1981) publicada no contexto do CNRC e da SPHAN/Prómemória, em parceria com o IBGE; a 2ª edição (2017) é publicada pelo IPHAN, parte de projeto em andamento que será finalizado com a implantação da plataforma virtual, que funcionará como um banco de dados, além de georreferenciar etnias e línguas indígenas representadas no mapa. A plataforma permitirá atualizar e incluir dados, por parte de pesquisadores, sobre outras línguas e dialetos de outras comunidades linguísticas minorizadas. Os resultados da pesquisa mostram as mudanças que a instituição sofreu na década de 1970 e 80, incorporando a preocupação com identidades minoritárias, momento em que o conceito de cultura ganha força na análise de bens culturais. Dessa forma, a diversidade cultural foi gradativamente sendo debatida no campo do Patrimônio Cultural. Com a plataforma virtual, pode-se dizer que a intenção de Nimuendajú é concretizada: o mapa como uma obra aberta e em construção, atualizando constantemente as informações nele presentes. Outro ponto importante é ressaltar o reconhecimento de uma língua ou dialeto como um Direito Linguístico, parte dos direitos difusos, e associado ao direito do bem cultural.Item Patrimônio cultural, sistemas e ações articuladas : a experiência de Cáceres e a formação de um sistema de preservação(Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2014) Arruda, Renato Fonseca; Motta, Lia; Teixeira, Luciano; Pereira, Maria Elisa Campos (supervisora); Motta, Lia (orient.); Teixeira, Luciano (coorient.); Pereira, Maria Elisa Campos (supervisora); Leal, Claudia Feierabend Baeta; Azevedo, Lia Calabre deEsta pesquisa analisa a constituição das ações sistêmicas de preservação do patrimônio cultural no Brasil, abordando a busca pela implantação de um sistema de preservação, constituído por órgãos das instâncias federal, estadual e municipal, e usando o processo de preservação em Cáceres como estudo de caso. A investigação foi norteada pela pergunta: em que medida o processo de preservação, que desencadeou o tombamento federal do sítio histórico de Cáceres, contribui para uma reflexão sobre a constituição de um sistema de preservação de patrimônio cultural? Ou melhor, considerando que o perímetro do centro histórico da cidade de Cáceres era protegido por tombamento do governo estadual e contava com bens patrimonializados em nível municipal, como o processo que desencadeou no tombamento federal do seu centro histórico, em 2010, ajuda a analisar a efetividade das ações sistêmicas de preservação? Desta forma, o trabalho é centrado em três esforços: o de apresentar uma análise da ideia de sistema no âmbito da preservação do patrimônio enquanto um instrumento para gestão compartilhada da preservação; o de compreender a ação do poder público municipal de Cáceres de modo a traçar um panorama da valoração e conservação do Marco do Jauru pelos governos municipal e federal, na década de 1970; o de compreender a institucionalização da política municipal e a ação estadual de preservação para a valoração do Centro Histórico de Cáceres, realizadas a partir do final da década de 1980, em suas relações com a política federal de preservação.Item Patrimônio Industrial de Contagem: inventário participativo e ações educativas como ferramentas de comunicação da memória operária em Contagem/MG(Iphan, 2024) Ventura, Carlos Martins; Souza, Luciana Christina Cruz e; Oliveira, ;Ramon Neves de (supervisor); Souza, Luciana Christina Cruz e; Leal, Claudia Feierabend Baeta; Tolentino, Átila BezerraA presente dissertação discute a preservação do patrimônio industrial da Cidade Industrial de Contagem, em Minas Gerais, mediante promoção de ações educativas, utilizando-se dos suportes de memória dos operários. Pretende-se compreender o papel da memória e de um provável patrimônio industrial na formação cultural do município de Contagem, salientando possíveis estratégias para a sua preservação a partir da realização de ações educativas. Para esse propósito, trataremos brevemente do processo de industrialização em Minas Gerais, bem como da escolha de Contagem para sediar o primeiro polo industrial planejado do estado, buscando dialogar sobre a valoração e a preservação dos bens referentes à experiência industrial daquela região. Com esse objetivo, o inventário participativo será apresentado como um dos instrumentos para o mapeamento e a seleção de bens materiais e imateriais que poderiam compor esse possível conjunto patrimonial, sendo a educação patrimonial uma ferramenta para o debate sobre sua valoração, preservação e manutenção. Com base em pesquisa documental e bibliográfica, a dissertação terá uma abordagem com referência no estudo das relações geradas pela interação estabelecida a partir das indústrias junto ao tecido social. É nessa perspectiva que a proposta educativa assumirá como foco a condução de ações capazes de inserir a comunidade escolar da Escola Estadual Catarina Jorge Gonçalves nas discussões do campo do patrimônio cultural.
