A autora reflete sobre sua formação prática e diversificada, que lhe deu um olhar intuitivo sobre as cidades. Observa que o crescimento urbano espontâneo costuma seguir o bom senso, mas que grandes intervenções externas rompem essa lógica e abrem espaço para expansão desordenada e desigual. Defende que o urbanista deve ter “discernimento preliminar”, isto é, clareza intuitiva sobre a realidade para orientar pesquisas, decisões e intervenções — sabendo quando agir, como agir e quando não atrapalhar.