Fluxos culturais e os povos da cidade: entre os Macuxi e Wapichana de Boa Vista – Roraima

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Data

2012

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Iphan

Resumo

Este trabalho trata das práticas socioculturais dos povos indígenas Macuxi e Wapichana residentes no perímetro urbano da cidade de Boa Vista, capital do Estado de Roraima. O estudo indica como os referidos povos se organizam socialmente e constroem suas referências socioculturais em contexto urbano. A abordagem dos aspectos históricos e sociopolíticos da presença de tais grupos na cidade conduzem à análise de categorias como identidade, língua e pertencimento. Como aporte metodológico, recorro ao exercício da etnografia e ao uso da entrevista semiaberta registrada em suporte audiovisual. Como fio condutor do trabalho de campo, foram privilegiados os espaços de sociabilidade e de atuação política de tais grupos: os encontros mensais promovidos pela Organização dos Indígenas da Cidade (ODIC) e as aulas das línguas Macuxi e Wapichana nos bairros periféricos e na Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Descrição

156 f. SUMÁRIO INTRODUÇÃO I. A FORMAÇÃO SOCIOCULTURAL DE BOA VISTA E OS INDÍGENAS MACUXI E WAPICHANA DA CIDADE: PROCESSOS HISTÓRICOS E SENTIDOS DE PERTENCIMENTO 1.1. Os antepassados indígenas da cidade: entre o que foi dito e o que foi escrito 1.2. Os Macuxi e Wapichana através do olhar do outro 1.2.1. Origens e trajetórias Macuxi 1.2.2. Os Wapichana: breve histórico do contato e relações transfronteiriças 1.3. O Forte de São Joaquim 1.4. As missões evangelizadoras 1.5. O decréscimo demográfico 1.6. Os fluxos migratórios e a formação de uma cidade multifacetada 1.7. O quadro geral dos indígenas de Boa Vista: indicadores imprecisos 1.7.1. Boa Vista hoje: estrutura administrativa e o lugar da cultura II. A ORGANIZAÇÃO DOS INDÍGENAS DA CIDADE: PRÁTICAS CULTURAIS E SOCIABILIDADE NO PERÍMETRO URBANO DE BOA VISTA 2.1. Assembleias e reuniões: espaços políticos e socioculturais 2.2. A política emancipatória e os fluxos migratórios 2.3. Os Macuxi e Wapichana em Boa Vista: da cidade, migrantes, desaldeados ou destribalizados? 2.3.1. O imigrante é o outro 2.3.2. Ser da maloca da cidade 2.4. A Organização dos Indígenas da Cidade (ODIC) 2.4.1. A participação nos encontros mensais 2.4.2. O fortalecimento das identidades indígenas por meio da ODIC 2.4.3. Os encontros nos bairros periféricos 2.4.4. A ODIC como espaço de negociação: a fala como centralidade III. LÍNGUAS INDÍGENAS COMO INSTRUMENTOS DE VALORIZAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DAS CULTURAS MACUXI E WAPICHANA NA CIDADE E OS IMPASSES DA ESCOLARIZAÇÃO EM BOA VISTA 3.1. As línguas indígenas, os processos históricos de desvalorização, extinção e as resistências culturais 3.1.1. Línguas indígenas em Roraima 3.2. O ensino das línguas Macuxi e Wapichana em Boa Vista: as experiências em sala de aula - 3.3. O ensino das línguas Macuxi e Wapichana em Boa Vista: as experiências nos bairros periféricos da cidade 3.4. A demanda indígena pela educação formal na cidade e os impasses na difusão das línguas nativas 3.4.1. A prática do preconceito no âmbito escolar CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS

Palavras-chave

Indígenas da cidade, Identidade, Línguas indígenas, Referências socioculturaiS

Citação

MELO, Luciana Marinho de. Fluxos Culturais e os Povos da Cidade: entre os Macuxi e Wapichana de Boa Vista – Roraima. 2012. 156 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural) -- Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Rio de Janeiro, 2012.