Navegando por Autor "LEAL, Claudia Feierabend Baeta (presidente)"
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Item O desafio da preservação do patrimônio arquitetônico modernista no Rio de Janeiro(Iphan, 2012) SILVA, Renato Alves e; LEAL, Claudia Feierabend Baeta; PENA, Joyce Carolina Moreira Kurrels (Supervisora das práticas supervisionadas); LEAL, Claudia Feierabend Baeta (presidente); PENA, Joyce Carolina Moreira Kurrels (supervisora); GUEDES, Maria Tarcila Ferreira – PEP/ MP/Iphan; SANCHES, Maria Ligia Fortes – FAU/ UFRJEste trabalho tem por objetivo traçar um panorama das ações de salvaguarda empreendidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sobre a produção arquitetônica modernista no estado do Rio de Janeiro, utilizando-se como instrumento de análise os processos de tombamento instaurados pela instituição, desde sua fundação até os dias de hoje. Tal empreitada teve como principal motivador uma demanda surgida no interior da Superintendência Estadual do Iphan no Rio de Janeiro, após a constatação da incipiente quantidade de bens tombados nessa categoria e do pujante acervo remanescente, entregue à descaracterização e na iminência de desaparecimento. Antes de partir para a investigação documental, procurou-se reconstituir a trajetória do movimento arquitetônico modernista no Brasil, plural em suas manifestações, mas aderindo com maior contundência à corrente funcionalista. Sobre essa modalidade, fez-se patente a influência do teórico franco-suíço Le Corbusier, que culminou com o surgimento de uma expressão plástica própria, desenvolvida em solo nacional. Esta linguagem, criada e conduzida por profissionais brasileiros do campo da arquitetura e da construção civil, viria a contribuir para a disseminação de modelos que seriam reproduzidos em larga escala no país e no resto do mundo. Procuraram-se destacar alguns desses principais expoentes e suas contribuições para o léxico arquitetônico da então chamada “escola carioca”, indicando exemplares que denotam a originalidade e excepcionalidade de algumas obras. O impacto de algumas legislações e de outros fatores que exerceram influência sobre as ações de salvaguarda colocadas em prática pelo Iphan também foram estudados, bem como alguns tombamentos considerados emblemáticos, realizados fora do estado do Rio de Janeiro. Por fim, uma análise mais aprofundada, utilizando-se como principal suporte os processos de tombamento de obras modernistas no Rio de Janeiro, foi realizada. O cotejamento de informações colhidas diretamente de fontes primárias do acervo do Arquivo Central do Iphan, Seção Rio de Janeiro, com dados pesquisados em bibliografia relativa ao tema, e de amplo reconhecimento pelo meio científico, permitiu uma reflexão sobre as condicionantes que levaram a esses tombamentos. Dessa forma, foi possível suscitar uma discussão sobre a atuação do Iphan até então e sobre o protagonismo a ser desempenhado pela instituição daqui por diante, em relação às perspectivas futuras de proteção desse tipo específico de patrimônio cultural.Item Paisagens cariocas: trajetória de uma candidatura Rio de Janeiro 2024(2024) Zambelli, Andre Luiz Meuser; LEAL, Claudia Feierabend Baeta; LEAL, Claudia Feierabend Baeta (presidente); Borde, Andréa de Lacerda Pessôa; Telles, Mario F. de PragmácioEste trabalho tem por objetivo contribuir para a reflexão e discussão sobre a categoria paisagem cultural adotada pela Unesco tomando como ponto de partida a inscrição das Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar na Lista do Patrimônio Mundial em 2012. Considerando que essa inscrição introduziu novos desafios para a gestão de uma grande metrópole urbana, a análise metodológica da pesquisa procurou contextualizar a evolução da proteção do patrimônio cultural no Brasil e no Rio de Janeiro, destacando a institucionalização dos órgãos responsáveis pela execução das políticas de proteção do patrimônio cultural e a evolução da atual legislação voltada para a proteção dos nossos bens culturais. A busca pela modernização da cidade e a urbanização praticada ao longo do tempo, culminaram em significativas transformações no território que permitiram uma forma peculiar de apropriação dos espaços públicos e conformaram a paisagem que foi patrimonializada pelo órgão internacional de Patrimônio Cultural. Esse processo também é analisado e discutido na perspectiva do modo como a questão da paisagem entrou na pauta das discussões dos especialistas em patrimônio, passando pelas duas candidaturas apresentadas em 2002 e 2011. A pesquisa, portanto, visa a demonstrar que a inscrição das Paisagens Cariocas como Patrimônio Mundial não deveria constituir um fim, mas o começo de um trabalho colaborativo entre a municipalidade e a sociedade, por meio da implementação de políticas públicas eficazes que integrem os compromissos públicos assumidos com vistas à sua conservação e o bem-estar de quem habita essa paisagem no presente e no legado que podemos deixar para as gerações futuras.
