Navegando por Autor "LEAL, Claudia Feierabend Baeta (MESTRADO/IPHAN )"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
Item A autenticidade nas recomposições arquitetônicas: discutindo a normatização de Marechal Deodoro/AL(Iphan, 2014) MUNIZ, Anne Caroline de Almeida; DOMINGUES, Evandro; CORNEJO, Joelma F. S. de Cornejo (Supervisores das práticas profissionais na unidade); DOMINGUES, Evandro; LEAL, Claudia Feierabend Baeta (MESTRADO/IPHAN ); ANDRADE JUNIOR, Nivaldo Vieira de Andrade Junior – (UFBA)O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) tem trabalhado com a perspectiva de desenvolver normas de preservação que auxiliem a gestão dos conjuntos urbanos tombados. A confecção de minutas de portaria, portanto, deveria ser encarada como um instrumento que auxiliasse moradores e poder público para a intervenção em sítios históricos. Esse é um desafio com o qual se depara a Superintendência do IPHAN em Alagoas, no momento da realização desta pesquisa: o Conjunto arquitetônico e urbanístico da cidade de Marechal Deodoro, Conjunto histórico e paisagístico da cidade de Penedo, e o Sítio histórico e paisagístico de Piranhas compreendem parcelas urbanas dos três municípios que estão protegidos pelo IPHAN, em Alagoas, mas nenhum deles apresenta documentos que diretamente estabeleçam parâmetros e diretrizes para orientar a intervenção em seus edifícios. Na tentativa de promover uma reflexão sobre isso, escolheu-se a cidade de Marechal Deodoro como uma espécie de estudo de caso, de modo a compreender como se daria esse processo de proposição de normas. Ao consultar o Processo de Tombamento 1397-T-97, que trata de sua proteção, outros questionamentos foram suscitados – questionamentos esses que, certamente, incidiriam nas normas de preservação desse conjunto: os pareceres de tombamento de Marcus Tadeu Daniel Ribeiro, engenheiro e historiador da arte, e de Nestor Goulart Reis Filho, membro do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, falam de uma ação de restauração na cidade que implicaria em “refazimentos” de muitos de seus elementos arquitetônicos, desde que comprovadamente auxiliados pela moderna ciência e pela documentação existente. Sobre essas “recomposições”, os autores não as reconhecem como falsificações, e esse tornou-se ponto de partida deste trabalho: o que torna, de fato, um conjunto arquitetônico autêntico? Quais implicações esse atos de restauração trariam ao conjunto urbano de Marechal Deodoro? Este trabalho não se propõe a solucionar o complexo entendimento da noção (ou noções) de autenticidade, para o campo da Preservação, na tentativa de promover instrumentos legais de gestão de um sítio urbano tombado, mas ele certamente pode ser visto como mais uma (pequena) contribuição ao rico debate sobre ela.
