Navegando por Autor "CAMPOS, Mariana Costa"
Agora exibindo 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
Item Da Central a Japeri: um manifesto em prol do patrimônio cultural inserido no cotidiano do transporte ferroviário do Rio de Janeiro(Iphan, 2017) CAMPOS, Mariana Costa; Sotratti, Marcelo Antônio; d’El-Rei Pinto , Bartolomeu Homem (Supervisor das práticas profissionais na unidade); SOTRATTI, Marcelo Antonio (Presidente); BARBOSA, Jorge Luiz - Universidade Federal Fluminense (UFF); BRANDÃO, Joseane Paiva Macedo - MESTRADO/IPHANEsta pesquisa examina a relação dos bens patrimonializados inseridos no cotidiano do transporte ferroviário de passageiros da região metropolitana do Rio de Janeiro com o Iphan, a concessionária SuperVia e os usuários, todos responsáveis em diferentes instâncias e circunstâncias por sua preservação e conservação, bem como pelo resultado de eventuais intervenções. Em primeiro lugar, estuda a construção do patrimônio ferroviário e sua concepção enquanto categoria de análise pelo Iphan. Ao definir como recorte espacial o eixo formado pela 1ª seção da estrada de ferro D. Pedro II, atual ramal Japeri, expõe os valores atribuídos à este patrimônio e discute sua função social. A seguir, analisa o desenvolvimento desta tecnologia, com o pioneirismo e a influência britânica, e as configurações que se fizeram necessárias à sua implantação no Rio de Janeiro. Percorre o trajeto deste ramal com a identificação socioespacial de territórios formados e transformados a partir de sua instalação. Desvenda, pelo contraste entre as imagens suburbanas e a paisagem aclamada da cidade, sua dimensão simbólica, na resistência de suas manifestações culturais, exemplificada com o bairro de Madureira. Já com o bairro de Engenho de Dentro demonstra algumas das políticas territoriais incidentes. Por meio da observação participativa e da coleta de depoimentos espontâneos dos usuários, este trabalho apresenta como diagnóstico a má condição do sistema de transportes e a falta de diálogo entre órgãos afetos e população afetada, para o não reconhecimento deste patrimônio e sua situação de abandono mesmo quando em operacionalidade. Evocando o formato de manifesto, sugere a necessidade de um novo olhar, com foco na melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas, tendo em vista o enorme potencial de alcance deste patrimônio. Por fim, com base no plano de resiliência da Cidade do Rio de Janeiro, visa fornecer subsídios para a formulação de um projeto específico para a gestão destes bens.
