Navegando por Autor "GOMES, Rafael Barros"
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Item Minha fé não é cultura: a eficácia da magia e as amarras do estado(Iphan, 2015) GOMES, Rafael Barros; CASCO, Ana Carmen Amorim Jara; MOREIRA, Corina Maria Rodrigues (Supervisora das práticas supervisionadas); CASCO, Ana Carmen Jara Casco (Presidente) - Mestrado Profissional do Iphan; PEREZ, Léa Freitas - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); DOMINGUES, Evandro - Mestrado Profissional do IphanEssa inacabada experiência de escritura visa contribuir para as reflexões e para as práticas de registro de bens culturais imateriais no âmbito do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(Iphan). A intenção geral do trabalho foi a de revisitar criticamente a constituição do dispositivo de proteção do patrimônio imaterial no Brasil, a partir de uma perspectiva documental e tendo como apoio um processo de registro ainda em curso: “O Registro das Congadas de Minas Gerais”, do qual participei como aluno do mestrado junto à Superintendência do Iphan em Minas Gerais. Ao tomarmos o processo de instrução do registro, ou seja, o documento objeto e o Dossiê Final das Atividades da Comissão e do Grupo de Trabalho Patrimônio Imaterial, publicado pelo Iphan, associados a trabalhos teóricos e historiográficos mais gerais, assumimos tais documentos enquanto nossos informantes privilegiados e buscamos, sem reivindicar qualquer neutralidade, ouvi-los naquilo que eles nos teriam a dizer sobre o processo. O título da dissertação, “Minha fé não é cultura – a eficácia da magia e as amarras do estado”, parte da fala de uma congadeira mineira à pesquisadora Andréia Ribeiro, que realizou o levantamento preliminar do registro das congadas de Minas, licitado pelo IPHAN. Tomei-a de empréstimo por trazer aquilo que, suponho, seja o núcleo argumentativo da dissertação: a reflexão sobre a objetificação da cultura e da “forma de vida” dos congadeiros. Proponho então, como via alternativa, vislumbrando uma efetiva aproximação das pessoas como estado e fora do âmbito do direito, a profanação do dispositivo patrimonializante. Nesse sentido, destacam-se questões relativas à possibilidade de tradução entre o dispositivo estatal e a vida, tal como vivida pelos congadeiros. Para que essa via alternativa torne-se viável é fundamental que o estado esteja à escuta (Nancy, 2014) e possa, a partir de uma efetiva relação com a alteridade, se deixar impregnar/afetar pela experiência congadeira e, assim, modificar e ser transformado por ela.
